Vaquinha virtual

José Horta Manzano

Proponho a organização de uma «vaquinha virtual» ‒ a expressão está na crista da onda! ‒ para financiar meia dúzia de dicionários. Destinam-se aos fazedores de manchetes e chamadas na grande mídia.

Investir em Instrução Pública dá mais futuro que chamar de volta presidentes de passado tenebroso.

Chamada do Estadão, 3 jul° 2016

Chamada do Estadão, 3 jul° 2016

Não é «nonogenário». Aquele (ou aquilo) que já passou dos noventa anos é nonagenário. Qualquer dicionário confirma.

Quem é mesmo?

José Horta Manzano

Faz muito tempo que os vi pela última vez ‒ afinal, ambos faleceram há mais de cem anos e o tempo abranda a memória. Assim mesmo, a lembrança que guardei dos dois grandes escritores foi a seguinte:

Machado de Assis era este:

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908)

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908)

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Castro Alves era este:

Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871)

Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871)

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A Folha de São Paulo de ontem publicou uma chamada intrigante. Falando de um, pôs o retrato do outro. Salvo melhor juízo, naturalmente.

Chamada da Folha de São Paulo, 25 jun 2016

Chamada da Folha de São Paulo, 25 jun 2016

Nota birrenta
His mother’s death fica bem em inglês. La mort de sa mère é irreprovável em francês. Já em português brasileiro, o possessivo é perfeitamente dispensável em casos como esse. Chora a morte da mãe” soa mais fluido e mais natural.

Capotamento

José Horta Manzano

Ah, esses estagiários… Continuo sem entender por que razão grandes jornais os incumbem de redigir manchetes, justamente a parte mais chamativa, aquela que todos veem ainda que não leiam a notícia.

Chamada do Estadão, 3 jun 2016

Chamada do Estadão, 3 jun 2016

O verbo capotar é intransitivo, não admite objeto. Não se deve dizer “capotou o carro”, mas simplesmente “capotou”. A infeliz vítima morreu ao capotar na avenida.

Em sentido figurado, pode-se usar com o sentido de ir por água abaixo. Por exemplo: “o projeto capotou”.

Segundo escalão em ação

José Horta Manzano

Chamada da Folha de São Paulo, 3 maio 2016

Chamada da Folha de São Paulo, 3 maio 2016

Se, com o 1° escalão, tanta coisa já ficou faltando no governo de Dilma, imagine só com o 2° escalão em ação! Já começou mal: está faltando um “n” no bunker.

Falando nisso, como é que fica o 1° escalão? Vai direto pra Curitiba?

Meu mascote?

José Horta Manzano

Chamada do Estadão, 27 mar 2016

Chamada do Estadão, 27 mar 2016

Negativo. Por mais que seu cãozinho seja macho, será sempre SUA mascote. Mascote é substantivo do gênero feminino. O mesmo vale, naturalmente, para seu gatinho, seu papagaio, seu hamster. Vale até para seu elefante, bichinho de estimação para quem dispõe de casa espaçosa. Igualdade de «gênero» não vigora neste caso.

Mascote vem do latim tardio masca, termo da mesma família que máscara. Na Idade Média, designava a feiticeira. Certos dialetos do Piemonte (Itália) e alguns falares da Provença (França) ainda usam masca no sentido de bruxa.

Uma ópera cômica foi responsável pela popularização da palavra. Foi La Mascotte, musicada pelo francês Edmond Audran, cuja primeira representação foi dada em 1880 em Paris. O sucesso imediato fez que o termo corresse mundo.

Na ópera, a personagem Bettina é a mascote, uma moça que espalha a sorte a seu redor e que, portanto, todos querem ter por perto. A jovem estava mais pra fada que pra bruxa. Daí vem o moderno sentido da palavra. Em princípio, usamos mascote para nos referir a um ser vivo, enquanto amuleto é reservado para um objeto.

Abuso de aspas

José Horta Manzano

Aspas devem ser usadas em três casos:

Interligne vertical 131) para indicar citação

2) para indicar ironia

3) eventualmente, para indicar neologismo ou termo estrangeiro

Fora isso, não convém. Podem dar recado desacertado.

Chamada do Estadão, 14 set° 2015

Chamada do Estadão, 14 set° 2015

Essa chamada apareceu no Estadão online de 14 set° 2015. Tanto “engano” quanto “terroristas” aparecem cercados de dois pares de urubus. Não há razão nem motivo pra isso. Não denotam citação nem estrangeirismo, portanto, só podem estar aí para indicar ironia.

Assim sendo, o título informa que forças egípcias mataram turistas de propósito mas alegaram que tinha sido por engano. Acusação pra lá de pesada.

Mais abaixo, as aspas que envolvem «terroristas» deixam dúvida. O leitor fica sem saber qual é o recado. Fica a impressão de que a região é seguríssima e que encontrar terroristas ali é tão improvável quanto encontrar marcianos.

Levando em conta que nove entre dez leitores não vão além do título ou da chamada, jornais e portais deveriam tomar especial cuidado com manchetes.

A César o que é cesariano

José Horta Manzano

Chamada do Estadão deste 7 jul° 2015.

2015-0707-01 EstadãoEste blogueiro é do tempo em que parto era substantivo masculino e que, como tal, costumava ser acompanhado de adjetivo no masculino. Pela novigramática, doravante teremos menas cesarianas. Ou não?

Reação vigorosa

José Horta Manzano

No Estadão online deste 30 maio 2015, aparece a chamada: “Joseph Blatter diz que ação dos EUA contra Fifa é revanche”.

Chamada do Estadão, 30 mai 2015

Chamada do Estadão, 30 mai 2015

A bem dizer, errado não é. Mas a língua oferece outras palavras que dão o recado com maior precisão. São elas: retaliação, desforra, revide e vingança.

Convém guardar revanche para o domínio esportivo. Assim: “A seleção de futebol do Brasil, que perdeu para a Alemanha, não vê a hora de conseguir sua revanche.”

Pagar ou restituir?

José Horta Manzano

Está lá, bem na primeira página do Estadão online deste 15 dez°: “Receita Federal paga último lote de restituição”.

Estadão online, 15 dez° 2014

Estadão online, 15 dez° 2014

Pagar restituição? É complicação inútil. Por que duas palavras quando uma só daria o recado?

Simplificando: “Receita Federal restitui último lote”. Soa melhor, não?

Reviravolta

José Horta Manzano

Depois de 24 horas de reflexão, a Folha de São Paulo decidiu retratar-se. Até ontem, o jornal descrevia o cidadão Abd El-Massih como médico. Hoje, mudou de opinião. Como se pode constatar em sua edição online, o periódico cassou o diploma do fugitivo recapturado.

A Folha se retrata: El-Massih deixa de ser médico.

A Folha se retrata: El-Massih deixa de ser médico.

Como dizem os franceses, “só os idiotas não mudam de opinião”.

É ou não é?

José Horta Manzano

Com alarido, toda a imprensa brasileira noticiou, em primeira página, a prisão do senhor Abd El-Massih, cidadão brasileiro. Condenado a quase 300 anos de cadeia(!) mas foragido da Justiça, o “elemento” ― como se diz no jargão policial ― foi capturado no vizinho Paraguai.

Até aí, morreu o Neves. Disso todo o mundo já sabe. O curioso vem logo a seguir. O homem tem diploma de medicina e exerceu seu ofício durante décadas. Desde que foi condenado, pendurou estetoscópio e bisturi. Como é que fica? Ainda é médico ou deixou de sê-lo?

A imprensa brasileira não é unânime. Alguns o consideram médico de direito pleno, enquanto outros já o privaram do título. Vejam só a cacofonia:

O jornal Tribuna do Norte já lhe aboliu a formação.

O jornal Tribuna do Norte já lhe aboliu a formação.

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Para o jornal Zero Hora, ele ainda é médico.

Para o jornal Zero Hora, ele ainda é médico.

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O jornal O Tempo já lhe aboliu a formação.

O jornal O Tempo já lhe aboliu a formação.

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Para o jornal Tribuna Hoje, ele ainda é médico

Para o jornal Tribuna Hoje, ele ainda é médico

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O Jornal do Brasil já lhe aboliu a formação.

O Jornal do Brasil já lhe aboliu a formação.

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Para o jornal R7, ele ainda é médico.

Para o jornal R7, ele ainda é médico.

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O jornal Gazeta do Povo já lhe aboliu a formação.

O jornal Gazeta do Povo já lhe aboliu a formação.

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Para o jornal O Globo, ele ainda é médico.

Para o jornal O Globo, ele ainda é médico.

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O jornal G1 já lhe aboliu a formação.

O jornal G1 já lhe aboliu a formação.

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Massih med Folha

Para o jornal Folha de São Paulo, ele ainda é médico.

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O jornal O Estado de São Paulo já lhe aboliu a formação.

O jornal O Estado de São Paulo já lhe aboliu a formação.

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Para o jornal Correio Braziliense, ele ainda é médico.

Para o jornal Correio Braziliense, ele ainda é médico.

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O jornal Estado de Minas já lhe aboliu a formação.

O jornal Estado de Minas já lhe aboliu a formação.

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Para o jornal 247, ele ainda é médico.

Para o jornal 247, ele ainda é médico.

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O jornal Circuito Mato Grosso já lhe aboliu a formação.

O jornal Circuito Mato Grosso já lhe aboliu a formação.

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O jornal Cidade Verde prefere ficar em cima do muro. Não é, nem deixa de ser médico.

Para fechar com chave de ouro, o jornal Cidade Verde, hesitante, prefere ficar em cima do muro.

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No meu parecer, não há que confundir profissão com função. Às vezes elas podem se sobrepor ― é o caso do advogado formado e diplomado que exerce a advocacia.

Podem também divergir. Há engenheiros formados que deram uma guinada e se tornaram comerciantes. Continuam sendo engenheiros de profissão, mas exercem atualmente a função de comerciantes.

O senhor do qual falamos neste artigo, ainda que tenha tido sua licença de exercer cassada, não deixou de ser médico de formação, de diploma e de profissão. E assim será até seu último suspiro.

Cargos políticos, embora às vezes nos pareçam eternos, são exemplo de função. Um presidente que já foi torna-se ex-presidente. Não existe a “profissão” de presidente, ainda que alguns assim imaginem.

Diretor, proprietário, empresário, chefe, vereador, encarregado são funções. São meros cargos com começo, meio e fim. Já médico, psicólogo, biólogo, geógrafo, bibliotecário são profissões regulamentadas. Para exercê-las, é preciso ser reconhecido pelo órgão que cuida dessa determinada área.

Resumo da ópera
O senhor Abd El-Massih pode até passar os próximos 300 anos no xilindró sem examinar nenhum paciente ― nem por isso deixará de ser médico.

De transposições

José Horta Manzano

Notícias recentes vêm confirmar que, no Brasil, transposição ― conceito da vez ― nos cria dois problemas: um estratégico e um semântico.

Do lado estratégico
A dita «transposição do Rio São Francisco» expõe, para quem quiser ver, o resultado do descaso secular com que nossos dirigentes têm encarado a governança.

Tecnologia existe há muito tempo. O Canal de Suez foi escavado 150 anos atrás, entre 1859 e 1869, e o Canal do Panamá abriu suas comportas para o primeiro navio há exatos 100 anos. Se, no Brasil, o paliativo para as secas do Nordeste se resumiu a cavoucar açudes, não terá sido por falta de tecnologia, mas por abundância de negligência.

Nascente do São Francisco

Nascente do Rio São Francisco

Apareceu, estes dias, nova «transposição», a ser arquitetada em regime de urgência urgentíssima. O caso agora é mais grave. A rarefação da água atinge a maior metrópole do país. No sufoco, surgiu a ideia de fazer vir água do Rio Paraíba do Sul.

Temos aí outro exemplo acabado de pouco caso. Setenta anos atrás, São Paulo já tinha passado a marca de 2 milhões de habitantes. Não cresceu da noite para o dia. Se nada se fez até hoje, foi por pura incapacidade de planejamento.

Para piorar, a obra levará 14 meses, quando faltam apenas 3 meses para o grande circo da «Copa das copas» montar seu picadeiro. Bala perdida na rua e água sumida no hotel ― taí um buquê de boas-vindas pra turista nenhum botar defeito.

Do lado semântico
O dicionário ensina que transpor (ou fazer uma transposição) significa mudar de um lugar para outro. Não é, que se saiba, o efeito desejado. Não está nos planos do mais descabeçado de nossos dirigentes transferir as águas do São Francisco para novo leito. Tampouco o Paraíba do Sul deverá deixar de correr de São Paulo até sua foz nos Campos dos Goitacases.

Bacia do Paraíba do Sul Fonte: Agência Nacional de Águas

Bacia do Rio Paraíba do Sul
Fonte: Agência Nacional de Águas

A palavra «transposição» está sendo utilizada erroneamente. A língua oferece numerosas opções bem mais adequadas. Partição, bipartição, tripartição, subdivisão, partilha, repartição, divisão, repartimento, redistribuição são algumas delas. Há outras.

Que fazer? O descaso ― com a governança e com a língua ― parece fazer parte da paisagem do país. Não muda nunca.

Obrigado a não & não, obrigado

(Eta titulozinho misterioso, não? Pois você vai entender já, já.)

José Horta Manzano

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Obrigado a não
Em seu caderno Mundo, a Folha de São Paulo deu longo título a uma matéria de seu enviado especial à Crimeia. Está lá, com todas as letras:

«Jornalista é obrigado a não divulgar material negativo de referendo, diz governo da Crimeia».

«Obrigado a não»? Que formulação infeliz, gente! Obrigar é ação positiva e proativa. É daquelas que impelem, constringem, empurram, forçam alguém a fazer alguma coisa. Não combina com negação.

Folha de São Paulo, 14 mar 2014

Folha de São Paulo, 14 mar 2014

Mais feliz teria sido o dador de título se tivesse empregado um verbo contendo a ideia de reter, puxar as rédeas, frear. Impedir e proibir cairiam bem. Veja:

«Jornalistas estão impedidos de divulgar (…)» ou
«Jornalistas estão proibidos de divulgar (…)»

Melhor, não?

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Não, obrigado
Sonho de todos os bons restaurantes é figurar no Guia Michelin, o indicador gastronômico mais respeitado no planeta. Aparecer ali, no entanto, é privilégio reservado a muito poucos.

Guia Michelin

Guia Michelin

A distinção é simbolizada por estrelas. Uma estrela significa «muito boa mesa em sua categoria». Duas estrelas assinalam uma «excelente mesa que merece uma visita». Três estrelas ― a honra suprema, concedida apenas a uma centena de restaurantes esparsos por 12 países ― indicam «cozinha ímpar ― vale uma viagem».

Como se pode imaginar, o guia é bastante sovina na hora de atribuir suas estrelas. Cada ano, quando nova edição é lançada, muito chefe de cozinha competente fica a ver… estrelas, que estrelato não é para qualquer um.

A última edição do Michelin brindou um restaurante belga com uma estrela, a primeira jamais conquistada por aquele estabelecimento. Algum tempo depois, o chefe de cozinha (e dono do restaurante agraciado) enviou uma carta registrada à redação do Michelin para solicitar que a estrela lhe fosse retirada e que o nome de seu restaurante não mais aparecesse no guia.

Ninguém entendeu as razões do gesto incomum ― coisa de deixar de queixo caído. A notícia, por rara, propagou-se rapidamente, e o cozinheiro foi procurado pela mídia curiosa de conhecer sua motivação.

Haute cuisine

Haute cuisine

Herr Fredrick Dhooghe explicou que, desde que seu estabelecimento começou a ser mencionado no afamado guia, clientes novos apareceram. E todos esperavam encontrar uma cozinha excepcional, espetacular, sofisticada. Ele, no entanto, prefere continuar fazendo o que sempre fez: uma cozinha simples, que mostre o verdadeiro sabor de cada prato, sem modismos. Não está disposto a abrir mão da liberdade de cozinhar à sua maneira.

O Michelin, provavelmente despeitado, aquiesceu. O restaurante de Herr Dhooghe não aparecerá mais no guia. O curioso personagem teve a coragem de dizer «não, obrigado».

A notícia em francês.

A notícia em flamengo (variante do holandês).

Frase do dia — 118

«Há um mês, em Bagdá, no Iraque, um instrutor de homens-bomba detonou sem querer um explosivo e matou 22 de seus alunos. Pena. Mas, como eram terroristas-suicidas, apenas foram para o céu mais cedo».

Ruy Castro, escritor e jornalisa, in Folha de São Paulo 10 março 2014.

Pinho-de-riga

José Horta Manzano

Dia 1° de janeiro, o euro ― a moeda comum a 12 países da União Europeia ― ganhou um novo afiliado. É uma daquelas três pequenas nações que agrupamos sob o nome genérico de «países bálticos», embora haja diferenças consideráveis entre elas. De comum, têm a incômoda proximidade com o gigante russo, vizinho de parede que lhes atormenta a existência faz séculos.

Imensa extensão de terra encravada no norte da Ásia, a Rússia sempre procurou uma saída marítima em águas «quentes», daquelas que não congelam no inverno. É o que explica que Moscou tenha ocupado, desde o fim da Segunda Guerra, algumas ilhotas do norte do Japão. Explica também por que fincaram pé em Kaliningrad (a antiga Königsberg), onde ainda hoje mantêm um enclave ― com frente para o mar evidentemente. Esclarece por que surrupiaram dos finlandeses a península de Kola. Deixa evidente por que apoiam o regime da Síria, país onde mantêm a base naval de Tartus.

Os três países bálticos sempre fizeram fronteira com o Império Russo. Além disso, sempre dispuseram de abertura para o Mar Báltico. Vai daí…

Tiveram de esperar a decomposição da União Soviética para lograrem sua independência.

Riga, capital da Letônia

Riga, capital da Letônia

Bem, falei, falei, e ainda não lhes disse qual é o nome do 13° membro da Zona do Euro. Mais de uma vez já tenho lido ― e da pluma de gente fina! ― que o novo afiliado é a Latvia. Não sei se será pressa, preguiça, desleixo, ignorância. Talvez uma mistura de tudo isso. Mas está errado.

As agências noticiosas despacham geralmente em inglês, eis por que falam em Latvia. Em português, faz séculos que esse país tem nome. Chama-se Letônia. Diz-se letão do que vem de lá, gente ou coisa.

Riga é a charmosa capital do pequeno país. Legou-nos a expressão pinho-de-riga, madeira bastante usada em construção.

Então, ficamos combinados, hein! Os países bálticos são: a Estônia, a Lituânia e a Letônia.

Primeira-ministra destituída

O Estadão continua deixando as manchetes a cargo de estagiários. Sem supervisão, hoje rebaixaram Frau Angela Merkel ao posto de presidente.

Estadão, 31 dez° 2013

Estadão, 31 dez° 2013

Está errado. O presidente da República Federal da Alemanha é Herr Joachim Gauck. Naquele país, a presidência é cargo meramente honorífico. Frau Merkel é chanceler. Se quiser chamar de primeira-ministra, ela não há de se ofender. Presidente, nein!