Estes últimos meses, quem observa a política brasileira constata uma explosão da bandalheira. Costuma-se dizer que o problema não é novo, que está aí desde a chegada do primeiro governador da América portuguesa, que a pilantragem vem de longe.
Não há quem discorde. Assim mesmo, a insolência agora chegou a um nível tão elevado, que rebaixa nosso país ao que chamamos, com desdém, “república de bananas”.
Entre nós, peculato, tráfico de influência, nepotismo ocorrem por toda parte, de dia e de noite, à vista de quem quiser olhar. Em regimes ditatoriais, a regra é essa. No entanto, não conheço nenhum grande país dito “democrático” cuja vida pública desça a nível tão profundo de cinismo como ocorre em nossa terra. São crimes e deslizes audaciosos que, de tão comuns que estão ficando, já não despertam emoção na população anestesiada.
Que dizer da situação deste começo de semana?
- Que, na ânsia de conseguir novo mandato para o presidente da República, o Executivo está atirando nosso dinheiro pela janela – como se não houvesse amanhã?
- Que, esquecidos de terem sido eleitos para servir ao povo, nossos parlamentares continuam ultrajantemente se servindo dele (povo), sempre em prol do enriquecimento pessoal?
- Que, até outro dia última barreira contra a pouca-vergonha crônica, o topo da magistratura abriu o jogo e mostrou que também sabe delinquir e comportar-se como quem paira acima da ralé (que somos nós).
O cidadão comum, aquele que ganha a vida com o próprio trabalho, paga seus impostos, não tem direito a privilégios e não atenta contra o Código Penal, acaba se sentindo desamparado, sem saber que santo invocar.
- Votar nas eleições? Para escolher quem, se todas as farinhas parecem vir do mesmo moinho?
- Esperar que os jovens parlamentares eleitos recentemente cresçam, amadureçam e se tornem pessoas responsáveis? Alguém acredita que isso ocorra um dia?
- Aguardar os anos que faltam para que a Regra da Bengala afaste os integrantes dos tribunais superiores e que nova leva de magistrados, menos deslumbrados e mais comprometidos com a população, venham substituir os que se foram? Quem nos garante que os vindouros serão menos obscenos?
Se o distinto leitor e a graciosa leitora tiverem alguma ideia do que fazer, rogo escrever cartinha para a Redação. Agradeço antecipadamente.

Só um governo forte e centralizador tipo chinês para mudar a politicalha no Brasil. Estamos carcomidos até a alma nos três poderes.
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Precisamos reformar toda legislação nos três poderes e nas esferas municipais , estaduais e federal. Para isso necessitamos de um regime parecido com o chinês
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O que devemos fazer é algo simples e, ao mesmo tempo complexo. Simples por ser o voto, em primeiro lugar para Presidente, uma das principais iniciativas a tomar; mudar essa nossa concepção de “vou votar em um pra não entrar o outro” e votar em candidatos diferentes e com perspectivas sólidas para o país (quando Álvaro Dias se candidatou para a presidência, eu votei no primeiro turno, sabia de algumas questões complicadas sim da trajetória política dele, mas se comparado ao restante, era um grande candidato, o que ele fez com o Paraná na época de governador foi surreal, coisa que eu como moradora do interior de SP nunca vi algo sequer parecido).
A parte complexa é a polarização e um instinto de egoísmo e um negócio de sobrevivência do “mais forte” insuportável! Não existe gente neutra, o próprio ato de se considerar neutro já não te torna neutro, mas a complexidade não reside em neutralidade, mas sim na falta de uma racionalidade e excesso de emoção que a política hoje presencia. Nós e os Outros. Eu contra Eles.
O resultado é uma nação fragmentada, somos duas partes que pisam no mesmo solo e falam o mesmo idioma. Isso não pode permanecer assim, a solução está em consciência, em gente que não aguenta mais a polarização levantar a voz e dizer: “Vamos parar de birra e nos comportar como adultos?”
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Meu vizinho sempre falava que o Brasil precisava de um ditador solteiro, sem parentes e bem intencionado . Singapura era uma colônia de pescadores que teve a sorte de ter esse ditador . Em poucos anos transformou essa ilha em um gigante de primeiro mundo com leis draconianas.
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Leiam no YouTube sobre lee Kuan Yew , primeiro ministro e fundador de Singapura que governou por 31 anos , transformando-a de uma simples colônia de pescadores em potência econômica.
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