BARBA NON FACIT PHILOSOPHUM.
A barba não faz o filósofo.
Máxima latina. Visionários, os romanos já anteviam o que hoje nos parece óbvio.
O que vem de outras cabeças
BARBA NON FACIT PHILOSOPHUM.
A barba não faz o filósofo.
Máxima latina. Visionários, os romanos já anteviam o que hoje nos parece óbvio.
Cláudio Humberto (*)
Experimentam destino dramático os maiores empresários que prosperaram à sombra do Lula, de quem se fizeram amigos íntimos. Acabaram vitimados pelo famoso pé-frio do ex-presidente.
Eike Batista, quem diria, antes considerado o oitavo mais rico do mundo, hoje foge de credores (e de oficiais de justiça) como o diabo, da cruz. Mas tem razões para comemorar: ao menos ele não foi preso.
O pecuarista José Carlos Bumlai, um dos homens mais ricos do Centro-Oeste, também teve destino trágico: está preso no âmbito da Lava a Jato.
André Esteves, banqueiro favorito de Lula, foi preso. Ganhou habeas corpus, mas é forte o risco de receber longa pena de cadeia.
Também acabaram na cadeia os empreiteiros favoritos da era do Lula, de quem se tinham tornado amigos: Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (OAS).
(*) Cláudio Humberto, bem informado jornalista, publica coluna diária no Diário do Poder.
Elio Gáspari (*)
O fotógrafo Ueslei Marcelino captou a doutora Dilma num momento Debret ao caminhar nos jardins do Palácio da Alvorada rumo a um helicóptero. Ela ia à frente de um grupo de quatro cidadãos, todos de roupa escura e em fila indiana. O primeiro a protegia com um guarda-chuva aberto. Já o quarto carregava um guarda-chuva fechado. O segundo levava pequena sacola de papel.
Em famosa gravura, o pintor Jean-Baptiste Debret retratou um fidalgo do Rio de Janeiro seguido por uma fila de dez pessoas. Provavelmente iam para alguma cerimônia.
No tempo do imperador, era comum ver D. Pedro II carregar sua valise.
(*) Elio Gáspari é jornalista. Seus artigos são publicados por numerosos jornais.
José Horta Manzano
Este blogueiro é do tempo em que ainda se aprendia latim na escola. Aprendia é modo de dizer. A língua era ensinada, mas aprender, que é bom, eram outros quinhentos. A matéria era um espantalho para muitos de nós. Um belo dia, seu ensino passou a ser considerado supérfluo, e a língua foi abolida do currículo. É pena. Fácil, não era. Mas tinha lá sua utilidade.
Faz uns dias, o vice-presidente de nossa República enviou carta à mandatária-mor. Embora digam que o figurão tem estatura de estadista, o tom da missiva está longe de demonstrá-lo. A ladainha de reclamações pessoais é constrangedora. Apesar do tom de funcionário chorão, o texto começa justamente com uma frase na língua de Cícero. Não se sabe se dona Dilma entendeu ou se teve de se socorrer junto a assessores. Pouco importa.
A frase latina que senhor Temer deitou no papel é:
Verba volant, scripta manent.
Palavras voam, escritos ficam.
Um pouco alterada, a frase é conhecida de todos os que um dia já arriscaram uma fezinha na Paratodos, o Jogo do Bicho. O mote da contravenção mais difundida, conhecida e tolerada é justamente: “vale o escrito”.
Data venia, tenho de botar reparo na citação do vice-presidente. É verdade que alguns conceitos foram poupados pela passagem dos dois milênios que nos separam do auge do Império Romano. Outros, no entanto, envelheceram. A máxima citada é daquelas que precisam ser adaptadas aos novos tempos. A versão 2.0 deverá ser algo como:
Scripta manent, sed igne delebuntur. Verba volant, sed nube captabuntur.
Os escritos ficam, mas serão destruídos pelo fogo. As palavras voam, mas serão aprisionadas por uma nuvem (=cloud).

PS: Nas aulas do velho professor Biral, que dava o melhor de si para nos iniciar nos mistérios da língua latina, nem sempre fui o aluno mais atento. Para o caso de o mestre, na nuvem de onde hoje nos espia, torcer o nariz para minha tradução, peço-lhe desculpas antecipadamente.
«Menino mijado, bode embarcado e chefe de Estado nunca fica despreocupado.»
Sergio Porto (1923-1968), o Stanislaw Ponte Preta, escritor, cronista, radialista e compositor carioca.
Elio Gáspari (*)
«O trem-bala, delírio da doutora, era para ficar pronto para a Copa de 2014 ou, o mais tardar, para a Olimpíada de 2016. Felizmente, até as empreiteiras fugiram da maluquice. Apesar disso, o governo criou uma estatal para gerenciar a grande obra.
Não se fala mais em trem-bala, mas a estatal, chamada de Empresa de Planejamento e Logística, mudou de propósito e está aí, firme e forte. Funciona em dois andares de um edifício em Brasília e acaba de trocar sua diretoria.
Fazer trem é coisa difícil. Para criar uma estatal, bastam caneta e tinta. Fechá-la é impossível.»
(*) Elio Gáspari é jornalista. Seus artigos são publicados por numerosos jornais.
«Em seis minutos, quando você houver terminado de ler este texto, 12 brasileiros terão perdido o seu emprego: dois a cada minuto. Será difícil achar outro. Quem encontrar dificilmente será com um salário semelhante.»
José Nêumanne Pinto, escritor e jornalista, em artigo publicado no Estadão de 2 nov° 2015.
Cláudio Humberto (*)
O ex-presidente Lula se enrola para explicar como faturou R$ 52,3 milhões, inclusive com sua empresa de palestras – a Lils (suas iniciais) – entre 2011 e 2014.
Lula jurou que sua receita vem de “palestras”, que, curiosamente, não são encontradas nas redes sociais. Tampouco no YouTube, onde palestrantes profissionais divulgam seu trabalho. O Instituto Lula se recusa a informar a lista de palestras do ex-presidente.
Se Lula tiver trabalhado os 1460 dias de 2011 a 2014, os R$ 52,3 milhões que ganhou com palestras representam R$ 35,8 mil por dia(!).
A movimentação financeira milionária nas contas de Lula foi detectada pelo Coaf, órgão de inteligência do Ministério da Fazenda.
A mídia segue Lula diariamente, mas só há registro de poucas palestras em grandes empresas, tipo LG, Santander, Itaipava e Caixa.
(*) Cláudio Humberto, bem informado jornalista, publica coluna diária no Diário do Poder.
«Hoje em dia a corrupção no governo só não é encontrada onde não é procurada.»
Editorial do Estadão, 26 nov° 2015.
«O Brasil foi sequestrado por uma quadrilha e está há 13 anos pagando o resgate sem ser libertado.»
Guilherme Fiuza, jornalista, em artigo publicado na Revista Época.
O suicídio de Delcídio
Ex-ministro de Itamar Franco, ex-diretor da Petrobrás na era FHC, líder até do governo Dilma no Senado até esta quarta-feira, Delcídio está politicamente morto antes até que Eduardo Cunha. Suicidou-se pela ganância, pela esperteza, enfim, pelo escárnio de tentar comprar um bandido preso. Nem sempre bandidos que roubam ou compram bandidos têm cem anos de perdão…
Mas, muito além de Delcídio, o principal réu, ou vítima, desta quarta-feira foi o PT. Não é trivial que tenham sido presos dois ex-presidentes, dois ex-tesoureiros, um ex-presidente da Câmara, um ex-vice-presidente da Câmara e agora o líder do governo de um mesmo partido, há treze anos no poder.
Eliane Cantanhêde, em sua coluna do Estadão, 26 nov° 2015.
Na gravação, Delcídio citou o nome de todos os juízes do STF. Se não mandassem prender, tavam desmoralizados. E isso botou na cara do Senado algo maior que o Senado. Um nó que nem mesmo o imortal Renan Calheiros conseguiu desatar. Xeque-mate de Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal! A coisa mudou de prateleira.
Os palácios estão balançando e vão desabar. O PT foi o primeiro a entender isso. E, como é do DNA do lulismo, apressou-se em atirar Delcídio às feras pra dar a entender que não tem nada com o peixe. Isso pode fazer com que o senador venha a abrir o bico. O bicho vai pegar!
(*) Fernão Lara Mesquita é jornalista, articulista do Estadão e editor do blogue Vespeiro.
Fernão Lara Mesquita (*)
Desde que a 129.ª vítima tombou ferida de morte no Bataclan, 1.543 brasileiros morreram crivados de balas nestes dez dias que nos separam daquela fatídica sexta-feira 13, se é que não superamos ainda, como acontece todos os anos, a média de 2014, quando 56.337 homens, mulheres e crianças foram assassinados nas ruas do Brasil a um ritmo de 154 por dia. Sem contar os outros 136 que morrem diariamente no trânsito em função da qualidade da educação e das estradas que nos impingem. Isso é quanto nos tem custado “à vista” a plena liberdade de ação que damos aos nossos “terroristas políticos”.
No “sistema de segurança pública” único no mundo que nos impõem, coexistem duas polícias que não falam uma com a outra senão por ofícios versados numa língua que nenhum outro brasileiro entende. Uma é encarregada de atender ocorrências na cena dos crimes e outra, de “investigar” esses mesmos crimes a partir de frios relatórios versados nesse dialeto. Graças a isso, somente 8% das ocorrências registradas chegam a gerar um inquérito, dos quais 0,8% chega a uma condenação – invariavelmente a uma pena desenhada antes para “recuperar” os assassinos que para proteger os assassinados.
(*) Fernão Lara Mesquita é jornalista, articulista do Estadão e editor do blogue Vespeiro. O trecho reproduzido foi extraído de artigo publicado em 23 nov° 2015.
«O primeiro nome de Freud era Segismundo. Aliás, não só seu primeiro nome como também seu primeiro complexo.»
Sergio Porto (1923-1968), o Stanislaw Ponte Preta, escritor, cronista, radialista e compositor carioca.
«Enquanto ex-ministros de Dilma e comissários petistas são hostilizados em restaurantes, Fernando Henrique Cardoso é chamado para uma média de vinte selfies quando entra em restaurantes do centrão de São Paulo.
Num caso, uma senhora pediu que ele gravasse uma mensagem para seu pai, internado num hospital.»
(*) Elio Gáspari é jornalista. Seus artigos são publicados por numerosos jornais.
«Não tendo sido a ascensão de Levy o motivo da doença, não será sua queda o remédio eficaz.
Portanto, a discussão atual serve apenas para criar a falsa impressão de que é ele o problema, quando a questão real é a cabeça equivocada e a personalidade inadequada de Dilma para o exercício do cargo e, em decorrência, a necessidade de que ela mude ou de que o governo seja mudado.»
Dora Kramer, em sua coluna do Estadão, 15 nov° 2015.
«Este mundo é redondo mas está ficando muito chato.»
Apparicio Fernando de Brinkerhoff Torelli, o “Barão de Itararé” (1895-1971), humorista gaúcho.
Cláudio Humberto (*)
O aspone para assuntos internacionais aleatórios da presidência, Marco Aurélio Garcia (aquele do “top-top”), é citado ao menos cinquenta vezes no inquérito que investiga o ex-presidente Lula pela prática do crime de tráfico internacional de influência para beneficiar a empreiteira Odebrecht, com financiamentos do BNDES em obras no exterior. O caso vem sendo investigado pelo Ministério Público.
O protagonismo de Marco Aurélio Garcia no caso Odebrecht poderá levar o assessor presidencial a depor na CPI do BNDES. A investigação do Ministério Público apura a acusação de tráfico de influência internacional do Lula quando era presidente.
E-mails obtidos pelo Ministério Público comprovam que era «Top-top» Garcia quem “garantia” a autoridades os financiamentos do BNDES.
(*) Cláudio Humberto, bem informado jornalista, publica coluna diária no Diário do Poder.