Sem apoio

José Horta Manzano

Príncipe Ali bin al-Hussein

Príncipe Ali bin al-Hussein

Quando autoridades americanas estouraram a bolha da roubalheira deslavada em que medalhões do futebol nadavam de braçada, o mundo ficou sabendo de coisas assombrosas. Muitos já suspeitavam, agora todos têm certeza: cartolas-mores levam vida de nababo.

Doravante, por algum tempo, o nível de corrupção nas altas esferas do futebol deve baixar. Assim mesmo, com ou sem roubalheira, o cargo máximo da Fifa continua pra lá de atraente. Dinheiro, poder, favores e mordomias despertam apetite em muita gente.

Foi dada a partida da corrida para a sucessão de Sepp Blatter. Muitos gostariam de se candidatar, poucos têm ousado. Para se apresentar, postulantes têm de obter o apoio oficial e declarado de pelo menos cinco federações nacionais.

O candidato natural e esperado é o príncipe Ali bin al-Hussein, da Jordânia, justamente o desafiante de Blatter na última eleição. Os 73 votos que recebeu em maio dão-lhe cacife. É rico e vem de país insignificante no futebol – qualidades interessantes.

Outro candidato evidente é Michel Platini, antigo craque da seleção da França, que preside, há anos, a poderosa Uefa – União Europeia de Futebol. Esse também tem grande possibilidade de ser eleito.

Fifa del NeroAlém dos dois, há meia dúzia de paraquedistas. Entre eles, o antigo futebolista carioca Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico. O moço terá, é certo, dificuldade grande pra chegar lá.

O histórico de suspeitas que embaçam brasileiros como Havelange, Teixeira e del Nero (aquele que fugiu de Zurique pra escapar da polícia) contamina a candidatura de Zico.

Pra conseguir os cinco apoios, ele começou por pedir a bênção de del Nero. Ao deixar-se fotografar ao lado do cartola, embora fosse passagem obrigatória, assinou sua sentença de exclusão do páreo.

Michel Platini

Michel Platini

Para piorar, nossos hermanos já começaram a nos dar as costas. Ah, os ingratos! A Asociación Paraguaya de Fútbol já comunicou oficialmente à Fifa seu apoio a Platini. O Paraguai não está sozinho: Chile, Uruguai, México e a União Caribenha de Futebol também estão com o antigo craque francês.

A “liderança regional” brasileira ambicionada por Marco Aurélio “top-top” Garcia e pelo lulopetismo ainda está longe de se tornar realidade.

¡Que viva nuestra Latinoamérica!

Iria se tornaria

José Horta Manzano

Chamada da Folha de São Paulo, 4 ago 2015

Chamada da Folha de São Paulo, 4 ago 2015

Iria se tornaria…
Se o Zé Dirceu estiver tão desorientado quanto o estagiário que redigiu essa chamada, é bom que os companheiros se acautelem. Há perigo no ar.

O neopresidiário carrega uma sacola de informações constrangedoras para os mais chegados.

A estranha escolha de Lula

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa (*)

Lula, o sabe-tudo, deveria rezar em praça pública: “Eu pecador me confesso…”

Como é que ele teve coragem de nos enfiar goela abaixo essa senhora capaz de, em relação ao Pronatec, declarar num palanque: “Não vamos colocar uma meta e quando atingirmos ela, nós dobraremos a meta”.

Além do dilmês que arrebenta com nossa língua, dona Dilma não se acanha em dizer que quando atingirmos o nada, vamos multiplicá-lo por dois?

by Alberto Correia de Alpino F° Desenhista capixaba

by Alberto Correia de Alpino F°
Desenhista capixaba

Ele a escolheu, dizem, por ter ficado fascinado pelo modo como ela pilotava um laptop. É o tal negócio, em terra de cego quem tem um olho é rei…

Dona Dilma, além de perita em manejar as novas tecnologias e no uso do Power Point, é uma feminista daquelas de não ter pejo em pedir – bem, tentou exigir, mas nessa não levou a melhor – que todos os seus auxiliares se dirijam ou se refiram a ela como “a presidenta”.

Fiquei à espera de um auxiliar mais atilado que lhe dissesse: «Isso eu só faço se a senhora chamar o Lula de “presidento”». Mas qual, esperei em vão.

Em julho do ano passado, uns três meses antes da reeleição, durante a campanha para a qual dona Dilma e seu marqueteiro fiaram histórias do arco da velha para enrolar o distinto eleitorado – com o maior sucesso, diga-se a bem da verdade – uma mulher, analista de um banco de grande porte, o Santander, cujo dono era um amigão do Lula, fez jus ao cargo que ocupava e ao salário que recebia e advertiu, por e-mail, seus clientes preferenciais sobre as previsões que fazia para um segundo governo Dilma Rousseff.

Sinara Polycarpo Figueiredo, a analista, em uma mensagem eletrônica, dizia que uma eventual reeleição da presidente pioraria o quadro econômico no país. Que a bolsa iria cair, os juros subir e o câmbio se desvalorizar. Ou seja, a economia iria se deteriorar.

by Rubens (Rubz), desenhista paulista

by Rubens (Rubz), desenhista paulista

Lula, ao ser informado da análise, com a categoria que lhe é peculiar, em um discurso na 14ᵃ plenária da Central Única dos Trabalhadores, ressaltou que não há outro país em que o Santander lucre tanto como no Brasil e questionou ainda o fato da funcionária que escreveu o informe ter chegado a um cargo de chefia: “Essa moça que falou [isso] não entende porra nenhuma de Brasil e de governo Dilma Rousseff. Manter uma mulher dessas em cargo de chefia é sinceramente… Pode mandar embora e dar o bônus dela pra mim, que eu sei como é que eu falo”, completou.

Conselho que o Santander, com a rapidez dos que amam o poder, seguiu de imediato. Demitiu a analista! Não sei se deu o bônus ao Lula. Quero crer que não chegou a tanto.

Não sou, nem nunca fui, feminista. Minha teoria é a seguinte: somos diferentes, os homens das mulheres, em dezenas de coisas, todas da maior importância. Menos intelectualmente. Nesse caso, tendo as mesmas condições para desenvolver nosso intelecto, somos absolutamente iguais.

Mas se eu fosse uma ardente feminista, o que eu faria diante de uma mulher que, evidentemente, entendia do que falava, como agora está fartamente provado? Ia convidá-la para fazer parte de minha equipe, ora se ia…

by Nélson Nunes Martins, desenhista mineiro

by Nélson Nunes Martins,
desenhista mineiro

Não se trata de acreditar em bola de cristal ou em querer bancar a profetisa do passado, mas de um fato comprovado: o cliente do Santander que seguiu os conselhos de Sinara se deu bem. Os clientes do Lula quebraram a cara.

Segundo matéria no Estadão de 28/12/2014, Sinara Polycarpo Figueiredo entrou com ação na Justiça do Trabalho contra o Santander. Não sei no que deu esse processo. Mas de uma coisa eu sei: torço por Sinara.

Interligne 18c

(*) Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, professora, tradutora e escritora, é filha do grande Adoniran Barbosa. Escreve semanalmente para o Blog do Noblat, alojado no portal d’O Globo.

Quem foi, hein?

José Horta Manzano0-Sigismeno 1

Como todo o mundo, meu amigo Sigismeno ficou sabendo da bomba caseira atirada na área externa do escritório do Lula. Falo daquele comitê político que leva o pomposo título de instituto.

Bomba 2Sigismeno é desconfiado por natureza. Costuma ficar com um pé atrás quando algo lhe parece ilógico. «C’est trop beau pour être vrai» – é bonito demais pra ser verdade, filosofa ele como os franceses.

Meu amigo aprendeu que todo crime tem de ter um móvel. Com ares de magistrado romano, pergunta: «Cui prodest?» Quem tira proveito do crime? Quem lucra com ele?

Tivesse sido para ferir funcionários, não teriam atirado o artefato às dez da noite, mas no horário comercial. De que serve detonar bomba cheia de pregos quando não há ninguém por perto?

by Sinfrônio de Sousa Lima Neto, desenhista cearense

by Sinfrônio de Sousa Lima Neto, desenhista cearense

Tivesse sido para destruir ou danificar seriamente o prédio, a potência teria de ser bem superior e o engenho não precisava estar recheado de pregos.

Tirando essas duas motivações, o que é que resta?

A multidão que se opõe ao Lula e a todo o atraso que ele representa é cada dia mais encorpada, é verdade. Assim mesmo, Sigismeno não acredita que algum oponente cometeria a tolice de jogar bombinha no jardim de nosso guia, na solidão e no escurinho da noite, só pra ver a notícia passar no Jornal Nacional.

Depois de analisar com afinco, meu amigo acha que matou a charada. Segundo ele, essa história estranha leva jeito de ser ideia de marqueteiros.

Bomba 1O partido do Lula é contumaz adepto da tática de vitimização. Num momento em que tudo e todos acusam o ex-presidente de ser o patrocinador-mor de cataratas de corrupção, uma bombinha caseira pode, por um ou dois dias, desviar a atenção da galeria. Um distraído pode até achar que são artes de algum louro de olhos azuis…

Como de costume, o que Sigismeno diz pode até ser verdade. Que cada um forme sua opinião.

Nuremberg

José Horta Manzano

Artigo publicado pelo Correio Braziliense em 1° ago 2015

Em 1961, o já maduro e magistral ator Spencer Tracy protagonizou o filme Julgamento em Nuremberg. Somente quinze anos haviam decorrido desde o fim da guerra, e a lembrança do horror e das atrocidades ainda estava presente em todos os espíritos. Além de acentuar a tensão, as imagens em preto e branco, paradoxalmente, conferem ao drama cores vigorosas. Nuremberg 2A obra cinematográfica retrata um dos numerosos processos penais que Nuremberg sediou entre 1946 e 1949, cada um deles organizado para julgar uma categoria de incriminados.

Daquela feita, os réus eram magistrados alemães que, desdenhando todo senso de justiça e atendo-se crua e comodamente ao ordenamento jurídico nazista, haviam condenado – amiúde à pena capital – gente reconhecidamente inocente. Por conveniência e por poltronaria, haviam-se vergado ao catecismo oficial, iníquo e distorcido, desonrando assim a nobre função para a qual haviam sido formados.

Todos os acusados acabaram sentenciados à pena de prisão perpétua. A cena final traz um diálogo entre o presidente do tribunal – encarnado justamente por Spencer Tracy – e um dos juízes condenados. Em meio minuto, pronunciam frases lapidares, daquelas que valem pelo filme inteiro.

O condenado não pede absolvimento, mas implora ao presidente que procure ao menos compreender suas motivações. Numa tentativa de descarregar a consciência, alega jamais ter imaginado que a incriminação de um inocente aqui, outro ali pudesse se multiplicar e fazer que a coisa «chegasse ao ponto a que chegou».

A réplica do protagonista é fulminante: «Herr Janning, a coisa “chegou ao ponto a que chegou” desde a primeira vez em que o senhor condenou à morte um homem sabidamente inocente.» Pano rápido e pausa pra reflexão.

Spencer Tracy (1900-1967), ator americano

Spencer Tracy (1900-1967), ator americano

A conclusão é universal. Cristalina, decorre de trivial bom senso: juiz ímprobo é juiz ímprobo desde o primeiro julgamento desonesto. Por analogia, criminoso é criminoso desde a primeira transgressão. Assassino, que tenha matado um ou dez, assassino será desde o primeiro homicídio. Ladrão, que tenha afanado um real ou um milhão – nestes tempos de inflação, mais vale dizer um bilhão –, ladrão será desde o primeiro roubo. Ponto e basta.

No Brasil, de uns tempos para cá, a Justiça parece ter despertado de letargia secular. Coisas nunca dantes vistas vêm-se sucedendo num crescendo alucinante. Parlamentares de alta estirpe e empresários-mores são acusados, indiciados, processados. Alguns são até despachados à prisão. Um espanto! O povo hesita entre assombro e júbilo.

Escorados na doutrina que garante terem sido ladrões todos os mandachuvas deste País desde os tempos de Tomé de Souza, os acusados insistem em minimizar malfeitos cometidos. Botam fé na condescendência com que o povo costuma brindar os poderosos.

Mas o próprio termo «malfeito», tão utilizado estes últimos anos, é um despropósito. Nossa língua é vasta e generosa – há que dar a cada coisa o nome que a coisa tem. Contravenção é contravenção, delito é delito, crime é crime. Indo mais longe, cada crime tem nome específico. «Malfeito», genérico demais, não deve ser usado como palavra-ônibus.

Nuremberg 3Até o termo corrupção, de tanto ser rebatido, está se desgastando e perdendo substância. Assalto ao erário não é corrupção, é assalto ao erário. Rapina na Petrobrás não é corrupção, é rapina na Petrobrás. Contrato superfaturado de companhia estatal não é corrupção, é peculato. Outros eufemismos estão em voga e vêm sendo bovinamente repercutidos por espíritos pouco críticos. Quem forja dossiê falso não é aloprado, é caluniador. Quem falsifica contas públicas não dá pedaladas, comete estelionato e prevaricação.

Numa referência canhestra a fatos dos quais tem apenas conhecimento de ouvir falar, o Lula comparou, dia destes, a «elite» brasileira aos ‘nazistas que criminalizavam o povo judeu’. Rematado disparate, é conversa pra dar nó nos miolos. Como tem feito ultimamente, nosso declinante mandatário deitou essa inacreditável falação diante de plateia amestrada e previamente convicta. É verborragia a descartar sem sequer desempacotar.

Petrobras 3Em vez de martelar essa tal elite, assombração intangível que tanto parece incomodá-lo, nosso antigo presidente deveria mandar passar, em sessão privada, o Julgamento em Nuremberg. Que escolha a mais confortável de suas residências e convide os companheiros mais chegados para apreciar. Importante: que prestem todos especial atenção ao diálogo final. Sem muito esforço, entenderão que tanto é ladrão o que vai à vinha quanto o que fica à porta.

Sem margem de erro

José Horta Manzano

Chamada de O Globo, 31 jul° 2015

Chamada de O Globo, 31 jul° 2015

Primeira premissa
O fabricante confirma que o destroço é de Boeing 777.

Segunda premissa
Especialistas afirmam que, sem esse pedaço de asa, nenhum avião pode voar.

Terceira premissa
Não se tem notícia de nenhum Boeing 777 desaparecido – além do aparelho da Malaysia Airlines.

Conclusão evidente
O destroço só pode provir do voo MH 370, desaparecido em março de 2014. Não há alternativa. As autoridades australianas podem se convencer sem medo de errar.

Ladroagem consentida

José Horta Manzano

Assalto 1Agiotagem, especulação, extorsão, pirataria, ladroeira, desfalque, afano, dilapidação, sangria, rapina, espoliação, gatunagem, exploração, ratonice, saqueio, patifaria, golpe, empalmação, usura.

Qualquer um desses termos serve para dar nome ao esbulho praticado pelas companhias de cartão de crédito no Brasil. Entram no mesmo saco operadoras e estabelecimentos bancários.

Saiu ontem a notícia dos juros que vêm sendo aplicados aos infelizes que caem na ciranda do dito crédito rotativo. Já seria de péssimo gosto se fosse piada. Infelizmente, piada não é, mas usura institucionalizada.

Chamada do Estadão, 30 jul° 2015

Chamada do Estadão, 30 jul° 2015

O distinto leitor já deve ter feito as contas. Se contrair uma dívida de R$ 1.000 em janeiro e não reembolsar, no final do ano estará devendo, só de juros, R$ 3.720. Adicionando os mil que tomou emprestado, terá de desembolsar R$ 4.720 para quitar a dívida. São quase cinco vezes o valor do empréstimo.

Que significa isso? A resposta está lá em cima, no primeiro parágrafo. Qualquer palavra serve. Pode acrescentar mais uma: imoralidade. Já nos tempos bíblicos, penas do inferno eram prometidas a quem ousasse praticar agiotagem.

Carte de credit 3O que me surpreende é que aumentos bem menos percutentes provoquem protestos, passeatas, quebra-quebras, enquanto esse confisco legalizado passa em branco. Será que ninguém pensou, até hoje, em se organizar para pôr de pé uma entidade que se oponha a situação tão indecente?

Gostaria de lembrar aqui um artigo da Constituição da República, dispositivo jamais posto em prática. O parágrafo 3° da alínea VIII do artigo 192 diz textualmente:

Interligne vertical 14Interligne vertical 15«As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima desse limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.»

Que estão esperando os interessados para denunciar evidente e continuado crime de usura?

MasterCard  crédito rotativo na Suíça Taxa de juros: 14,93% ao ano

MasterCard crédito rotativo na Suíça
Taxa de juros: 14,93% ao ano

A título de comparação, é interessante saber que, na Suíça, usuários de crédito rotativo em cartão de crédito pagam 14,93% de juros anuais – o que já é considerado altíssimo.

Ressalve-se que a inflação helvética é nula. Portanto, para garantir aos operadores brasileiros o mesmo nível de ganho, seria necessário levar em conta a inflação. Exagerando, consideremos que seja de 15%. Chega-se a um juro em torno de 30% ao ano. Elevado, mas compatível com o que se pratica no mundo.

Visa, Mastercard, American Express e mais duas ou três empresas monopolizam o mercado planetário. Se 30% são suficientes para manter rentabilidade aceitável em outros países, por que é que, no Brasil, têm de ganhar dez vezes mais?

Não tenho resposta.

Vox populi

José Horta Manzano

Desagradado com o teor do artigo de capa da mais recente edição da revista Veja, Luiz Inácio da Silva mandou dizer que vai processar os autores do texto.

A notícia foi repercutida por dezenas de veículos. Achei interessante percorrer os comentários de leitores. Francamente, não são simpáticos ao antigo presidente. Vox populi, vox Dei – a voz do povo é a voz de Deus. Aqui está um apanhado do que colhi por aí.

Comment 3Interligne vertical 11bJornal O Tempo
Em vez de processar revista, que tal explicar as acusações? Se jornalista tem que se pautar pela verdade, político não?

Portal Conjur
Basta olhar feio para “Álvares Cabral” do séc. XXI, que ele processa.

Rede Brasil Atual
Mas quando a mesma revista Veja apresentou matéria contra o presidente Collor, o sr. Lula utilizou a mesma revista como referência…

Portal Imprensa
Odorico Paraguaçu: «Vamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmentes.»

Jornal O Tempo
Pressuposto para sofrer dano moral é o ofendido ter moral.

Comment 2Interligne vertical 11bPortal Vox
O maior dano moral que o País já sofreu foi no dia em que elegeram esse canalha presidente da República, o maior ato de estupidez coletiva de uma nação!

Diário do Grande ABC
Nossa, coitado! E ainda é petulante.

Jornal O Povo
É ele quem deveria indenizar a revista por danos morais.

Portal Conjur
Será que o Judiciário será igualmente rigoroso com o assédio processual do ex-presidente?

Rede Brasil Atual
Todos sabemos que Lula é ladrão desonesto, pois ninguém enriquece como ele e sua trupe. Vá enganar os trouxas, safado! Votei nele a vida toda e fui enganada. Quero que o País me perdoe por ter colocado essa corja no poder.

Diário de Pernambuco
Impressionante! Um ladrão recorrendo à Justiça!

Comment 1Interligne vertical 11bYahoo Notícias
E eu? Posso processar o Congresso e a campanha mentirosa da Dilma?

Jornal O Povo
Moral? E ele sabe o que é isso? Quem mente e rouba toda uma nação não tem moral.

Rede Brasil Atual
Enquanto este monstro da corrupção estiver vivo, não haverá paz nem tranquilidade neste país.

Portal Brasil 247
Guerreiro do povo brasileiro…corrupto até a medula.

Yahoo Notícias
Mercenário! Até caindo tenta levar alguma coisa.

Colonização cultural

José Horta Manzano

Um dos recalques mais profundos de que sofrem certos integrantes de nosso «governo popular» é definido pela magistral locução complexo de vira-lata. Muitos figurões – entre os quais nosso guia – não conseguem se libertar desse sentimento de inferioridade que lhes corrói as tripas.

Cachorro 23O Lula, apesar de ser hoje um homem rico e de ter ocupado o posto mais importante da República, continua vendo um fosso entre ele e a «zelite». Convenhamos que, em grande parte, o culpado é ele mesmo.

Discurso 2Desde que subiu pela primeira vez numa caixa de sabão pra discursar na porta da fábrica onde trabalhava, passaram-se quase quarenta anos. Tempo para estudar, houve. Se nosso guia preferiu dedicar-se exclusivamente a assuntos que lhe pareceram mais lucrativos, foi por opção livre e consentida. Se ainda hoje é inculto, fala palavrão em público e gospe pro santo, que não se espante se a maioria o rejeita.

Arribado à presidência, seus áulicos o aconselharam a empreender ações firmes para liberar o povo dos grilhões da colonização estrangeira. Passaram a estigmatizar tudo o que lembrasse louros de olhos azuis. Abriram os braços a Ahmadinedjad, do Iran; a Chávez, da Venezuela; aos bondosos irmãos Castro, de Cuba; a Evo, da Bolívia. Para reforçar, sorriram a ditadores africanos.

Na cabeça dessa gente, o remédio para nos livrarmos do complexo de inferioridade é renegar a cultura ocidental, justamente aquela da qual fazemos parte.

Discurso 3Raciocínio míope. Antes de descartar uma camisa, convém ter outra à mão, caso contrário, periga-se sair à rua descamisado. Dado que ninguém pensou em providenciar camisa nova, continuamos usando a que ia ser jogada fora. Com furos, rasgos e remendos aumentados e visíveis.

Na França, uma das funções da Académie – instituição equivalente a nossa ABL – é sugerir termos e expressões para substituir empréstimos estrangeiros. Por conselho dos acadêmicos, não se diz marketing, mas mercatique. Não se fala em software, mas em logiciel. Ninguém jamais disse fax, mas télécopie. Email é conhecido como message électronique. E assim por diante. Certos neologismos pegam, outros não. C’est la vie.

Chamada Estadão, 29 jul° 2015

Chamada Estadão, 29 jul° 2015

A chamada que colhi hoje no Estadão mostra que a aproximação com Ahmadinedjad, Chávez, Castro & cia não surtiu efeito tangível no campo cultural. Continuamos colonizados. Food park, contêiner, food truck, bike food… um condensado de falta de imaginação!

A desenvoltura que muitos demonstram na hora de roubar é proporcional à timidez de que todos dão prova na hora de ousar expressões novas. É pena.

O custo da desratização

José Horta Manzano

Dona Dilma afirma que a Operação Lava a Jato causou queda de um ponto percentual no PIB.

Não ficou clara a metodologia que lhe permitiu chegar a número tão preciso. Pouco importa. Ainda que ela tivesse tentado explicar, é provável que sua sintaxe peculiar nos impedisse de entender.

Estatísticas 2A ser verdade, até que saiu barato. Eliminação de praga sempre tem um custo.

Mensalões e petrolões, pragas impingidas ao País por Lula, Dilma & cia, hão de ter custado a nosso já raquítico PIB muitos e muitos pontos percentuais.

Pensando bem, o preço de um ponto percentual está de bom tamanho.

Tudo sobre todos

José Horta Manzano

Você sabia?

Big Brother 4Os caminhos da internet são insondáveis. Que não se ofenda algum distinto leitor perito nas artes informáticas. O que quero dizer é que o uso da eletrônica na comunicação e na estocagem de dados começou faz pouco tempo, portanto somos todos principiantes. Internet e mídia eletrônica estão no estágio em que estava a aviação no tempo de Santos Dumont.

Há muito por vir, coisas que nem a imaginação mais delirante pressente. Sem os modernos meios de comunicação, por exemplo, não teria havido petrolão nem Lava a Jato. Vai longe o tempo em que Jânio Quadros se comunicava com ministros por meio de bilhetinhos manuscritos.

Enquanto isso, vamos tateando. A cada dia, surpreendentes e assustadoras, novidades aparecem. A última delas surgiu semana passada. Trata-se de um site assaz misterioso: é registrado na Suécia, utiliza servidores franceses, tem sede social nas Ilhas Seychelles, vem escrito em português brasileiro – a espalhação necessária para fugir a todo rastreamento. Confirma que ninguém mais escapa do Big Brother.

Big Brother 3Qualquer visitante pode inserir o nome ou o número de CPF do cidadão que procura. Numa fração de segundo, será exibido sexo, data de nascimento, endereço, nome de parentes e de pessoas vivendo sob o mesmo teto. Até o nome de vizinhos aparece!

Todo trabalho merece remuneração. Ao visitar o site, o simples curioso não obtém grande coisa como informação. Depois de pagar em torno de um dólar, aí sim, terá direito a detalhes. Informação sobre empresas está também disponível.

Big Brother 1Testei – sem pagar – a eficácia do sistema. É rápido e impressionante. Sem pôr a mão no bolso, qualquer consulente recebe o CEP e um mapinha google da região onde vive o cidadão procurado. É, em geral, suficiente para saber se realmente bate com a pessoa que temos em mente. A partir daí, para ter acesso a todos os detalhes, só pagando.

Como todo sistema, esse também tem seus limites. Busquei pessoas falecidas há dez, vinte ou trinta anos: pois continuam aparecendo. De evidência, o programa consulta sites públicos, foros, diários oficiais, redes sociais, mas… negligencia verificar livros de cemitérios ou registros de óbitos. Ninguém é perfeito.

À atenção do leitor curioso, dou o endereço: tudosobretodos.se.

Aplicação

Francisco de Paula Horta Manzano (*)

Bebida 3O Walmir sempre fora um sujeito boa-praça, simples e simpático. Era um brasileiro típico da chamada classe média, que tem esse nome justamente porque precisa fazer média com todo mundo pra poder se manter em equilíbrio. Principalmente com os credores.

Um dia foi até o banco onde mantinha uma conta. Lá chegando, foi direto procurar pelo gerente. Gerente era o que não faltava por ali. Ele procurava um para fazer aplicações. Pediram que aguardasse. Pacientemente aguardou.

O ponteiro grande do relógio ia quase completando sua volta quando lhe pediram que se sentasse em frente a um funcionário que já o aguardava do outro lado da mesa cheia de papéis. Ficava no saguão, junto a um monte de outras mesas, todas iguais, tipo vala comum, daquelas que servem para atender aos que têm cara de ter, no máximo, 3 ou – se muito – 4 dígitos na conta.

– Pois bem, seu…

– Walmir.

– Então, seu Walmir. De que o senhor está precisando?

A pergunta fazia sentido. O Walmir tinha cara de empréstimo.

– Bom, eu gostaria de fazer uma aplicação.

– Muito bem, uma aplicação. Escolheu o banco certo. Aplicação em quê? Poupança talvez?

– Na verdade, eu não sei dizer em quê. É justamente por isso que eu vim aqui. Para me aconselhar sobre o assunto.

– Bom, bom… Para aplicações pequenas, para quantias populares, aconselhamos mesmo a poupança. Rende bem e é fácil de lidar. O senhor vai ganhar sempre. Nosso banco certamente vai ajudar o senhor a lucrar sempre.

Banco 5O Walmir ajeitou-se melhor em sua cadeira. Prosseguiu:

– É que eu estou pensando em fazer uma aplicaçãozinha um pouco maior, sabe?

– Rã-rãnnn… Maior? Maior quanto?

– Bom, ainda não sei ao certo, mas é coisa por volta de uns 20 milhões talvez.

Reverência 2Nesta altura do campeonato, o gerente agitou-se todo em sua giroflex e imediatamente convidou o Walmir para acompanhá-lo até sua sala, no andar superior, onde poderiam conversar mais sossegadamente. Conforme subiam as escadas, o Walmir também ia sendo promovido. Chegou lá em cima e já era o doutor Walmir. O fato de ele nunca ter cursado faculdade e muito menos ter defendido tese era irrelevante. Uma pessoa que faz uma aplicação com um número tão robusto tem de ser tratada por doutor.

O gerente foi logo oferecendo água, café, ou, se preferisse, um uísque. Era só pedir. O Walmir preferiu o uísque, apesar de ainda ser de manhã. Foi logo servido.

– Bom, doutor Walmir, eu aconselharia aplicar esse dinheiro em CDBs ou em RDBs, mas não é bom colocar tudo num só tipo de aplicação, sabe como é. Não é seguro, sabe?

O Walmir deu um gole no uísque, enquanto pensava. O gerente prosseguiu:

– Aliás, quero que o senhor me desculpe pela sugestão da aplicação em poupança. Com essa correria do banco, num primeiro momento não percebi que falava com uma pessoa de tão alta estirpe. Espero que não esteja ofendido.

– Sei, sei… Se eu aplicar em CDBs, por exemplo, quanto me renderia?

O gerente tocou a fazer contas e mais contas, calculou e recalculou, passando o resultado ao doutor Walmir.

O Walmir pensou um pouco e aventou a hipótese de aplicar na bolsa. Queria saber, em tese, quanto lhe renderia.

O gerente imediatamente fez cálculos hipotéticos, levando em consideração o tipo de ações, o prazo da transação, a direção do vento, a pressão do ar, se iria chover ou não. Juntou um pouco de sal, passou tudo numa peneira fina e respondeu que ainda seria mais negócio investir nos CDBs ou nos RDBs mesmo. Mostrou todos os cálculos feitos no papel.

Jogo 2Indeciso, o Walmir indagou sobre a hipótese de aplicar metade num tipo de negócio e a outra metade noutro tipo.

– O senhor diz, assim, uns 10 milhões para cada uma?

O Walmir fez que sim com a cabeça. E lá foi o gerente refazer os cálculos enquanto o doutor Walmir bebericava o uísque.

O gerente tornou a mostrar todos os exaustivos planos traçados no papel. O doutor Walmir olhou atentamente cada um dos resultados, estudando qual o negócio mais vantajoso.

– Doutor Walmir, desculpe-me a pergunta, mas o senhor tem idéia de quando pretende efetivar o depósito para podermos fazer esse seu patrimônio crescer e crescer sem que o senhor tenha qualquer trabalho?

– Ainda não sei direito, mas provavelmente na semana que vem. Eu acabei de fazer o jogo da MegaSena acumulada ainda há pouco. Se eu ganhar, e com certeza desta vez eu vou ganhar, volto aqui e a gente vai fazer tudo do jeitinho que o senhor me explicou.

Jogo 1Dito isso, o copo de uísque foi discretamente retirado da frente do doutor Walmir, que agora voltou a ser tratado por seu Walmir mesmo e convidado a voltar ao banco quando – e se – tivesse o dinheiro.

“E me dá licença, que eu tenho outros negócios a tratar agora. Bom dia” – disse o gerente, apontando-lhe a porta, por onde o Walmir saiu desacompanhado.

Naquele mês constou em seu extrato um débito referente a “serviços extras”. Após investigação, revelou tratar-se do uísque servido.

(*) Francisco de Paula Horta Manzano (1951-2006), escritor, cronista e articulista.

Coberta de ouro e prata

José Horta Manzano

Ouro 1Nos tempos de antigamente, ouro, prata e pedras preciosas costumavam sair do País. A iconografia nacional mostra índios entregando pepitas a aventureiros barbudos que os recompensavam com espelhinhos e penduricalhos.

A bronca maior dos primeiros aventureiros que se embrenharam na mata à cata de ouro era o imposto exigido pela Coroa. Amputado da real mordida, o produto do garimpo rendia menos. Fosse como fosse, o destino da produção era basicamente o mercado externo.

Há mais de setenta anos, em fuga do nazismo, dois ourives europeus aportaram no Brasil: o alemão Hans Stern e o francês Jules Sauer. Encantados com a beleza de pedras coloridas, que os brasileiros desdenhavam, puseram-se a utilizá-las em suas criações. Em poucos anos, o mundo pôde apreciar ametistas, citrinos, topázios, águas-marinhas, turmalinas. Dentro da tradição nacional, ouro, prata e pedras preciosas continuaram a ser produtos de exportação.

Bandeirantes 1Mas… nada é eterno. A prova da reviravolta está em notícia que saiu esta semana. Tudo indica que o fluxo de comércio se tenha invertido. Agentes alfandegários do Aeroporto de Guarulhos pilharam um viajante que chegava da Europa com 2600 correntinhas de ouro na bagagem. Quase sete quilos e meio do metal amarelo!

Preso por motivo de contrabando, o homem declarou que havia trazido a mercadoria para vendê-la… em São Paulo! É o mundo de cabeça pra baixo, não?

Fernão Dias e seus companheiros caçadores de ouro e pedras hão de ter estremecido na tumba.

Atenção ao Zé

Cláudio Humberto (*)

by Renato L. C. Aroeira desenhista carioca

by Renato L. C. Aroeira
desenhista carioca

Após haver abandonado José Dirceu nos tempos do julgamento do mensalão e não se ter mais preocupado com ele desde então, o ex-presidente Lula recomendou à cúpula do PT, esta semana, “dar atenção ao Zé”, seu antigo ministro da Casa Civil. Ele teme que Dirceu feche acordo de delação premiada para não voltar à cadeia.

Até lulistas “religiosos” concordam: eventual delação de Dirceu pode levar Lula a conhecer o significado de um longo período na Papuda.

(*) Cláudio Humberto, bem informado jornalista, publica coluna diária no Diário do Poder.

Eu também vou nessa!

José Horta Manzano

Herança maldita

É o que se depreende dos mais recentes «vazamentos» da turma do lulopetismo. Dois dias atrás, a notícia veio tímida, velada, à boca pequena, envergonhada. Já ontem, desavergonhou-se.

Senhor Okamoto (amigão do Lula) e senhor Jacques Wagner (ministro de dona Dilma) deram as mãos para declarar em uníssono: “Queremos nos aconselhar com FHC!” Salientaram o fato de diálogo entre presidente em exercício e antecessores ser normal.

Não precisava. Estamos acostumados à prática. Confabulações entre dona Dilma e o Lula são constantes. Qualquer motivo tem servido pra um deles pular num jatinho amigo e correr se aconselhar com o outro. Tanto ela vai a São Bernardo como ele voa a Brasília, tanto faz. Acontece a toda hora.

Novidade mesmo é ver os companheiros, acuados e com água pela cintura, pedir ajuda a FHC. O «nós» que, derrotado, pede arreglo ao «eles»! Nunca se viu nada parecido na história dessepaiz.

Chamada da Folha de SP, 24 jul° 2015

Chamada da Folha de SP, 24 jul° 2015

Ao se dar conta do que acontecia, dona Dilma reservou seu bilhete na aventura. Eu também vou nessa!

Para conversar, não há necessidade de anunciar pela imprensa. De toda maneira, simpatia e prestígio não se costumam transferir. Se a turma do «nós» tem a intenção de surrupiar um pouco da credibilidade do «eles», estão perdendo tempo. O poço em que se meteram é tão profundo que todos os ex-presidentes reunidos – vivos e falecidos – não teriam força pra puxá-los de volta.

Frase do dia — 255

«Incompetence, arrogance and corruption have shattered Brazil’s magic spell.»

«Incompetência, arrogância e corrupção estilhaçaram o encanto do Brasil.»

Lúcido diagnóstico da respeitada publicação britânica Financial Times, em editorial de 22 jul° 2015.

Inimigo de meu inimigo é meu amigo

José Horta Manzano

Chamada da Folha de SP, 23 jul° 2015

Chamada da Folha de SP, 23 jul° 2015

«Lula busca FHC pra discutir criseA manchete da Folha parece dar recado definitivo: o Lula desce do pedestal e se curva a aconselhar-se com o antecessor, justamente aquele que lhe deixou «herança maldita».

A interpretação da notícia pode não ser tão simples. Em política, meandros são difíceis de navegar, frases são difíceis de descodificar.

Dos a dos 1Pode ter sido balão de ensaio, vazamento intencional lançado para verificar como estão os ventos. Nesta hipótese, o Lula estaria testando a reação popular em face de eventual aproximação com o antecessor.

Pode ter sido vazamento não controlado. Mensageiros e intermediários nem sempre conseguem guardar segredo sobre a missão que se lhes confiou. Neste caso, o desmentido acanhado do escritório político do Lula faz sentido.

Pode ter sido recado dirigido ao próprio FHC na intenção de testar se as marteladas que recebeu do PT durante todos estes anos não fecharam definitivamente as portas a todo achegamento.

Pode ser a prova de que o Partido dos Trabalhadores já deu por perdida a aliança com o PMDB. Neste caso, estaria sondando a receptividade do PSDB para um apaziguamento.

Dos a dos 2Pode haver outras explicações. Uma coisa é certa, porém: ao fim e ao cabo, fica comprovado velho ditado tupiniquim segundo o qual “mais alto é o coqueiro, maior é o tombo”. Quem previsse, sete ou oito meses atrás, que o Lula um dia buscaria apoio de FHC seria tomado por maluco. No entanto, taí o tombo, quem diria…

Pensando bem, seria muito engraçado – não sorria, que não é impossível – se PSDB e PT se coligassem para enfrentar o PMDB, adversário comum. Em política, especialmente no Brasil, pode-se esperar de tudo.

Frase do dia — 254

«Amigos de Lula o defendem com a desculpa de que ele procede como ex-presidentes dos Estados Unidos que ganham a vida na condição de lobistas e palestrantes. É fato que ganham. Com algumas diferenças.

A menor: ex-presidentes americanos não escondem o lobby que fazem. Lula, sim.

A maior: ex-presidente americano não pode ser candidato a mais nada. Lula pode.

Que tal devolvermos ao poder um ex-lobista de empreiteiras que enriqueceu a serviço delas? Já pensaram? Não seria algo promíscuo? Ou deveras arriscado?»

Ricardo Noblat em seu blogue alojado no jornal O Globo, 20 jul° 2015.