José Horta Manzano
Chamada da Folha de São Paulo online – 11 jun 2015
Ouvido por aí:
«A Papuda precisa, com urgência, providenciar um puxadinho.»
Textos curtos
José Horta Manzano
Em instantâneo tomado este domingo 7 de junho, o simpático tenista Guga aparece entre os espectadores da final do torneio Roland Garros 2015. A partida foi disputada entre um sérvio e um suíço.
Por sinal, o suíço – Stanislas Wawrinka – levou a taça. A presidente da Suíça, Simonetta Sommaruga fez questão de prestigiar o compatriota. É a senhora que aparece de chapéu ao lado do Guga.
Ela compareceu sem medo de vaias.
José Horta Manzano
No Estadão online deste 30 maio 2015, aparece a chamada: “Joseph Blatter diz que ação dos EUA contra Fifa é revanche”.
A bem dizer, errado não é. Mas a língua oferece outras palavras que dão o recado com maior precisão. São elas: retaliação, desforra, revide e vingança.
Convém guardar revanche para o domínio esportivo. Assim: “A seleção de futebol do Brasil, que perdeu para a Alemanha, não vê a hora de conseguir sua revanche.”
José Horta Manzano
«Para se preservar, Dilma celebrou o 70° aniverário do fim da Segunda Guerra em lugar fechado e protegido. Antes dela, o último chefe de Estado a ficar em lugar fechado e protegido em evento ligado à Segunda Guerra chamava-se Adolf Hitler.»
Historinha entreouvida por aí.
ELIMINAR PÉS DE GALINHA ESTÁ CUSTANDO OS OLHOS DA CARA.
José Horta Manzano
«Na rua Dr. Sebastião Pereira, foi visitada ao escurecer do dia 10 a casa onde reside uma familia numerosa, mas que naquella occasião se achava ausente quasi toda.
Pessoa da casa, vendo duas cabeças assomarem para fóra do nivel do muro, desfechou um tiro de revólver, que fez em cacarecos uma telha e nada mais.»
Deu no Correio Paulistano de 12 de março de 1891, quase 125 anos atrás.
Para quem acredita que agressividade e violência sejam novidade, está aí a prova de que o mal é bem mais antigo. Por duas «cabeças assomadas» atirava-se sem aviso prévio.
Persistente, o faroeste continua vivo e forte!
José Horta Manzano
«Mais si la diète à base de soupes de légumes semble tenir toutes ses promesses, comme le souligne la presse brésilienne en chroniquant la nouvelle silhouette de la présidente, le passage sans transition de la lutte des classes à celle contre les féculents s’avère plus délicat pour le Parti des Travailleurs.»
«Se o regime [Ravenna] à base de sopa de legumes parece cumprir o que promete, como destaca a imprensa brasileira ao comentar a nova silhueta da presidente, a passagem brusca da luta de classes à luta contra carboidratos se revela mais delicada para o Partido dos Trabalhadores.»
A frase, representativa do fino e ácido humor francês, foi extraída de artigo intitulado Dilma Rousseff põe o Brasil de regime publicado no portal da televisão internacional francesa – TV5 Monde.
José Horta Manzano
Dos últimos que fizeram esse gesto, nenhum escapou. Dirceu e Genoino – os heróis do povo brasileiro – terminaram atrás das grades da Papuda. E Vargas – o imprudente ofensor de ministro do STF – viu seu mandato cassado pelos próprios pares.
Fosse eu, não levantaria punho cerrado na frente de fotógrafos. No Brasil de hoje, é preâmbulo à queda ou, pior, à encarceração. Te esconjuro, sô!
Observação:
Se, apesar do risco, o personagem preferir insistir no levantamento de punho cerrado, mais vale tomar lição de história: a Saudação de Lenin se faz com o braço esquerdo. Sempre.
Reparem como a peculiar plateia aplaude qualquer bobagem.
José Horta Manzano
Estes dias marcam o equinócio – período do ano em que os dias e as noites têm a mesma duração em todos os pontos do globo, inclusive nos polos. Ocorre em torno do dia 21 de março e, de novo, por volta de 23 de setembro.
As regiões temperadas ficam cinco ou seis meses sem folhas, sem sol, sem cores e sem canto de pássaros. As gentes costumam se alegrar com a chegada da primavera.
A foto foi tirada faz dois dias em Paris.
José Horta Manzano
Este post faz eco a meu artigo de ontem. O grupo Folha de São Paulo há de ter-se dado conta de que sua “contagem científica” dos participantes da passeata de domingo 15 de março pegou mal pra caramba. O pouco que pudesse restar de credível à imagem do Instituto Datafolha sofreu sério arranhão. A partir de agora, duvido que alguém, com intenção honesta de conhecer a verdade verdadeira, arrisque confiar a sondagem a esse instituto.
Além de deixar no ar a suspeita de que suas pesquisas podem ser ‘negociadas’, a instituição deixa patente sua miopia estratégica. De fato, sondagens têm mais vocação para serem lidas pelos estratos esclarecidos da população. Logo, a trapalhada consiste em serrar precisamente o galho onde se está apoiado.
A duvidosa estimativa do número de participantes da manifestação de domingo passado assestou pancada pesada à credibilidade do instituto. Eles sentiram o golpe, sim. E a prova está em destaque no sítio do jornal.
Numa tentativa de amenizar suspeitas de parcialidade, a Folha traz, neste 18 março, o resultado de sondagem mostrando a baixa catastrófica na apreciação de nossa mal-amada presidente.
Sei não. Muitas pesquisas sérias terão de ser publicadas para alçar a confiabilidade do instituto ao patamar anterior.
Juan Arias (*)
«De hecho, uno de los motivos de mayor irritación de la sociedad es el haber visto que la entonces candidata presidencial Dilma Rousseff no contó la verdad. Presentó a un Brasil feliz, pujante y sin crisis. Juró que no habría recortes ni sacrificios y menos para los más necesitados, y acusó a sus competidores Aécio Neves y Marina Silva de querer entregar el país a los banqueros que acabarían robando la comida del plato de los pobres.
Hoy, sin embargo, el ministro de Economía del nuevo Gobierno es el banquero Joaquim Levy, formado en una de las escuelas más ortodoxas y liberales de Estados Unidos. Y Rousseff le ha entregado, aunque a regañadientes, las tijeras que ella había condenado.»
«De fato, um dos motivos de forte irritação na sociedade é constatar que Dilma Rousseff, quando candidata à presidência, não disse a verdade. Apresentou um Brasil feliz, pujante e sem crise. Jurou que não haveria cortes nem sacrifícios, em especial para os mais necessitados. Acusou seus concorrentes Aécio Neves e Marina Silva de querer entregar o país a banqueiros que acabariam roubando a comida do prato dos pobres.
Hoje, no entanto, o ministro da Fazenda do novo governo é o banqueiro Joaquim Levy, formado numa das escolas mais ortodoxas e liberais dos EUA. Dilma Rousseff entregou-lhe, de má vontade, a tesoura que ela mesma havia condenado.»
(*) Juan Arias é escritor e jornalista espanhol. A citação foi extraída de artigo publicado no espanhol El País, 12 mar 2015.
O jornal Gazeta – Brazilian News, publicado no Estado americano da Florida e dirigido à colônia brasileira estabelecida por lá, informa que a contestação ao governo federal brasileiro se alastra e chega até aquela região.
Apesar de não viverem no Brasil, muitos expatriados estão desagradados com o modo pelo qual o País vem sendo governado. Para fazer eco à reação nacional, um protesto está sendo convocado para o dia 15 em Miami.
Os organizadores ressaltam que, nas últimas eleições, 91% dos brasileiros inscritos no consulado votaram em Aécio, deixando dona Dilma com nada mais que 9%.
Brasileiros do exterior não são nem melhores nem piores que os outros. A brutal diferença de apreciação política se prende a dois fatores:
1) Escapam à martelação da propaganda oficial a que são submetidos os que vivem no Brasil.
2) Têm ocasião de assistir ao vivo o desenrolar da vida de todos os dias numa região onde corrupção e sujeira política são menos encorpadas que no Brasil.
José Horta Manzano
Sei não. Essa história de divulgar a lista do petrolão numa sexta-feira à noite está-me cheirando a artimanha pra evitar que a imprensa tenha tempo de reagir.
Editoriais & assemelhados só vão aparecer na segunda-feira, quando a poeira já tiver baixado um pouco. Difícil acreditar que tenham escolhido o dia por mero acaso.
ELLE ÉTAIT BELLE COMME LA FEMME D’UN AUTRE.
Ela era bela como a mulher de um outro.
Paul Morand (1888-1976), escritor francês
PEIORA SUNT TECTA ODIA QUAM APERTA.
Ódios ocultos são piores que os declarados.
máxima latina