José Horta Manzano
Se, com o 1° escalão, tanta coisa já ficou faltando no governo de Dilma, imagine só com o 2° escalão em ação! Já começou mal: está faltando um “n” no bunker.
Falando nisso, como é que fica o 1° escalão? Vai direto pra Curitiba?
Textos curtos
José Horta Manzano
Muitos dizem que a Folha de São Paulo ‒ um dos três maiores quotidianos nacionais ‒ anda se mostrando demasiado benevolente com a conduta do Executivo.
É verdade que têm oferecido tribuna a figuras exóticas que representam autodenominados «movimentos sociais». Por seu lado, ícones do antipetismo também têm coluna regular no periódico. Fica uma impressão assim assim.
Tem horas, no entanto, em que a parcialidade é evidente, só não vê quem não quer. Nesta quarta-feira 13 de abril às 11h18 (9h18 GMT, 6h18 de Brasília), consultei o Placar do Impeachment da Folha e comparei-o com o do Estadão. Em princípio, tratam do mesmo assunto. Aliás, têm até certa semelhança gráfica.
Veja o resultado:
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Meus distintos leitores, crescidos e perspicazes, que tirem suas conclusões.
José Horta Manzano
Negativo. Por mais que seu cãozinho seja macho, será sempre SUA mascote. Mascote é substantivo do gênero feminino. O mesmo vale, naturalmente, para seu gatinho, seu papagaio, seu hamster. Vale até para seu elefante, bichinho de estimação para quem dispõe de casa espaçosa. Igualdade de «gênero» não vigora neste caso.
Mascote vem do latim tardio masca, termo da mesma família que máscara. Na Idade Média, designava a feiticeira. Certos dialetos do Piemonte (Itália) e alguns falares da Provença (França) ainda usam masca no sentido de bruxa.
Uma ópera cômica foi responsável pela popularização da palavra. Foi La Mascotte, musicada pelo francês Edmond Audran, cuja primeira representação foi dada em 1880 em Paris. O sucesso imediato fez que o termo corresse mundo.
Na ópera, a personagem Bettina é a mascote, uma moça que espalha a sorte a seu redor e que, portanto, todos querem ter por perto. A jovem estava mais pra fada que pra bruxa. Daí vem o moderno sentido da palavra. Em princípio, usamos mascote para nos referir a um ser vivo, enquanto amuleto é reservado para um objeto.
José Horta Manzano
Outro dia, quando nosso guia tomou posse do cargo de ministro da Casa Civil, a plateia era constituída de militantes do partido, paramentados, roupa vermelha e bonezinho.
Durante o discurso de dona Dilma, a claque foi atiçada a gritar palavras de ordem. Entre elas, sobressaía “O povo não é bobo; abaixo a rede Globo!”.
Naquela ocasião, comentei que era loucura desvairada ofender o maior grupo de mídia do país. Pois a reação já começou. Veja esta chamada marota que apareceu n’O Globo de hoje:
Frise-se que 13 é o número de identificação do partido de dona Dilma & companhia.
José Horta Manzano
Um lapsus calami ‒ erro que escapa por inadvertência ‒ aparece numa chamada do jornal O Globo deste 15 de março.
Nosso guia anda tão desprestigiado que já nem mais tem direito a inicial maiúscula. Seu nome já vem escrito lula, assim mesmo. É sintomático.
José Horta Manzano
Autoridades de saúde da ONU e dos EUA afirmam que o Brasil não tem compartilhado dados e amostras suficientes para se investigar a associação entre o vírus zika e o surto de microcefalia ‒ informou a agência de notícias Associated Press.
A burocracia brasileira estaria prejudicando o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e testes para diagnóstico.
Matéria publicada pelo jornal O Globo, 4 fev° 2016.
José Horta Manzano
Acredite, distinto leitor, as três manchetes que se seguem dão a mesma notícia.
O Estado de São Paulo:
Folha de São Paulo:
O Globo:
Nenhum deles mente. Está aí um estupendo exemplo do fabuloso poder da palavra: basta ajeitá-las com habilidade, e darão o recado que nos interessa.
Por sinal, nossos dirigentes têm usado esse recurso e abusado dele. Consiste em contar o que interessa e ocultar o que não deve ser mostrado. De todo modo, poucos são os que lerão o artigo inteiro.
José Horta Manzano
Não tenho estatísticas precisas, mas é lícito supor que, de 100 pessoas que leem a chamada, talvez 95 sigam adiante sem ler o artigo. Portanto, a redação da primeira página de edição online é crucial. Deslizes, erros de gramática, incoerências ganham visibilidade. O jornal acaba sendo julgado pelo que escreve na página principal.
Isso é o que penso eu. Tudo indica, no entanto, que responsáveis pela apresentação do veículo não sejam da mesma opinião. Duas esquisitices foram cometidas na chamada acima.
A palavra explosiva dispensa as aspas. De fato, não se trata de ironia nem de exagero: foi assim que a OMS descreveu a epidemia. Nada justifica o par de urubus.
Pior que isso, é o erro de concordância. “Falta psicólogos”? Ai, ai, ai… Quer dizer que psicólogos falta? Tsk, tsk. Este blogueiro é do tempo em que o verbo concordava com o sujeito em número e pessoa. Deve ser a ‘Pátria Educadora’ apostando firme na novilíngua.
No mesmo momento, O Globo dava chamada semelhante. Não cercou a palavra explosiva de aspas. Acertou. Ainda por cima, escreveu vírus zika na ordem conveniente, fugindo ao exótico ‘zika vírus’. Fez bem.
José Horta Manzano
O Quotidiano do Povo, portal chinês de informação, relata que cinco chineses foram socorridos no Rio de Janeiro, no âmbito de uma campanha contra o trabalho clandestino. Os cinco trabalhavam em condições de escravidão, sem direito a salário, hipoteticamente para reembolsar o valor da viagem ao Brasil.
Segundo autoridades trabalhistas brasileiras, a operação foi lançada em vista das Olimpíadas. Até agora, cerca de vinte chineses já foram alforriados. O portal afirma que, na região de Cantão (sul da China), numerosas agências especializadas recrutam trabalhadores para enviá-los ao Brasil.
Não fica claro como é possível que ‘numerosas agências’ chinesas continuem exercendo, sem ser incomodadas, esse ancestral tráfico de viventes. Nada foi publicado tampouco sobre os cúmplices que necessariamente operam em nosso território.
É permitido imaginar que, daqui a alguns anos, a doutrina do politicamente correto nos obrigue a instituir cotas para ressarcir os descendentes desses escravos.
José Horta Manzano
Por que “chikungunya”? Essa grafia é destinada à mídia de língua inglesa. Temos meios mais familiares para escrever o nome da enfermidade. Fica assim, ó: chicungunha.
Até a Wikipédia já entendeu ‒ vá conferir.
José Horta Manzano
A notícia é animadora, mas o arauto é capenga.
«Cantareira sobe o nível» ‒ come é que é? Esmiuçada, a frase não faz sentido. Trocaram os pés pelas mãos. Ainda bem que a chamada traz ilustrações. Elas explicam que o Cantareira não sobe nível nenhum: quem sobe é o nível.
É verdade que, nestes tempos bicudos, vivemos aos trancos e barrancos. Gostaríamos todos de subir a ladeira.
Vamos reescrever a chamada em linguagem lógica? Fica assim, ó: Nível do Cantareira sobe.
Simples e claro. Feliz Natal!
José Horta Manzano
Fico na dúvida quanto às intenções do autor da chamada. Pode ter sido sensacionalismo, pode ter sido má-fé. No fundo, no fundo, opto pela preguiça. Bastava fazer as contas. E olhe que não é difícil. Veja só:
O Brasil abriga 35% da população da América Latina.
Os brasileiros produzem 36% do lixo eletrônico.
A lógica foi respeitada.
José Horta Manzano
Quem foi que disse que nossa presidente não tem senso de humor?
O lado surpreendentemente cômico da situação faz lembrar a canção composta em 1967 pelo francês Serge Gainsbourg e cantada por ele mesmo em dueto com Brigitte Bardot.
O título era “Je t’aime. Moi non plus” – “Eu te amo. Eu também não”.