Apertem os cintos

Em evento em que foram entregues ambulâncias a municípios paulistas, prefeitos relembraram episódio ocorrido na década de 80 em Silveiras, no Vale do Paraíba.

Uma mulher, prestes a dar à luz, chegou à Prefeitura, onde ficava o veículo da cidade. Queria ser levada ao hospital da vizinha Cruzeiro, o único da região que fazia partos.

Como não achavam o motorista, ela subiu correndo ao gabinete do prefeito, Osvaldo Cardoso.
― Prefeito, me ajude! ― disse, apontando a barriga.

Assustado e sem saber o que ocorria, Cardoso rebateu:
― Nem vem que esse filho não é meu!

Do Painel de Vera Magalhães, in Folha de São Paulo, 9 nov° 2013

A imprensa faz mal à democracia

Guilherme Fiuza

Discursando no Senado, em comemoração aos 25 anos de promulgação da Constituição, Lula disse que a imprensa “avacalha a política”. E explicou que quem agride a política propõe a ditadura. Parem as máquinas: para o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, a imprensa brasileira atenta contra a democracia. É uma acusação grave.

Os líderes da esquerda brasileira Crédito: Ricardo Stuckert

Os líderes da esquerda brasileira
Crédito: Ricardo Stuckert

O Brasil não tinha se dado conta de que os jornais, as rádios, a internet e as televisões punham em risco sua vida democrática. Felizmente o país tem um líder atento como Lula, capaz de perceber que os jornalistas brasileiros estão tramando uma ditadura. Espera-se que a denúncia do filho do Brasil e pai do PT tenha acontecido a tempo de evitar o pior. (…)

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Ineptocracia

Ineptocracy

Ineptocracia
Sistema de governo no qual os menos capazes de liderar são eleitos pelos menos capazes de produzir, e no qual os cidadãos menos aptos a se sustentar ou vencer na vida são recompensados com bens e serviços pagos com a riqueza confiscada de um número cada vez menor de produtores.

Do blogue de Rodrigo Constantino, 20 ago 2013

Frase do dia ― 38

«Todo mundo aplaudiu quando Jânio Quadros, naqueles tumultuados sete meses em que exerceu a presidência da República, nomeou um negro para embaixador do Brasil num país da África. Carlos Lacerda foi o único a protestar, lembrando estar vaga nossa embaixada na Suécia: “Vão nomear um lourinho para Estocolmo?”»

Carlos Chagas em sua coluna, in Diário do Poder de 2 nov° 2013, referindo-se à recente decisão da CCJ/Câmara de reservar quota para parlamentares negros.

Frase do dia — 37

«Hoje é dia de lamentar o enterro dos nossos impostos escandinavos em negócios africanos, Eike Batista, Petrobrás, Cuba e mordomias oficiais.»

Cláudio Humberto, in Diário do Poder, 2 nov° 2013

Leia antes de usar!

José Horta Manzano

Instruções em rótulos de diversos produtos mundo afora
(Pescadas no blogue de Ricardo Froes)Interligne 04k

Em fones de ouvido alemães:
Não aumente o volume acima do limite da dor.

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Em uma garrafa de detergente Palmolive para cozinha:
Não use na comida.

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Em garrafas de todos os detergentes para roupas nos EUA:
Tire a roupa antes de distribuí-la na máquina de lavar.

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Em um telefone V-Tech:
A eletrônica, como as pessoas, pode ficar confusa.

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Em uma faca elétrica coreana:
Atenção: mantenha as crianças afastadas.

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Em enfeites luminosos chineses para Natal:
Para uso somente dentro ou fora de casa.

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Em uma manta de Taiwan:
Não é para ser usada como proteção contra tornados.

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Em um capacete com espelho retrovisor nos EUA:
Lembre-se que os objetos no espelho estão atrás de você.

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Em um xampu de Taiwan:
Use repetidamente para danos severos.

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Em uma tampa de garrafa de leite aromatizado na Inglaterra:
Depois de abrir, mantenha este lado para cima.

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Em um repelente contra insetos na Nova Zelândia:
Não testado em animais.

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Em alguns países, na base das garrafas de Coca-Cola:
Abra do outro lado.

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Em um secador de cabelos da Sears:
Não use se estiver dormindo.

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Em um pacote de salgadinhos da marca Fritos:
Você pode ganhar. Não é necessário comprar. Detalhes no interior do pacote.

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Em uma barra de sabão Dial:
Use como um sabão normal.

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Em uma caixa de tiramisù, sobremesa da marca Tesco:
Não vire a caixa (só que está escrito na base).

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Em um pudim de pão da Marks & Spencer:
O produto estará quente depois de aquecido.

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Em pacotes de refeição congelada da marca Schwan’s:
Sugestão de uso: descongelar.

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Em toucas de banho de alguns hotéis nos EUA:
Cabe uma cabeça.

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Em uma embalagem do ferro de passar Rowenta:
Não passe as roupas no corpo.

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Em um xarope para crianças da marca Root:
Não dirija nem opere máquinas.

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Em um comprimido para dormir da marca Nytol:
Pode causar sonolência.

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Eu uma serra elétrica sueca:
Não tente parar a serra com as mãos ou com os genitais.

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Em um processador de alimentos japonês:
Não é para ser usado em outro uso.

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Em um pacote de amendoins oferecido em voo da American Airlines:
Instruções: abra o pacote e coma os amendoins.

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Em um pacote de amendoins da marca Sainsbury:
Atenção: contém amendoins.

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Em uma fantasia de Super-Homem para crianças:
Vestir esta roupa não o habilita a voar.

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Frase do dia — 35

«A doutora Dilma lançou o “Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica”. Madame Natasha acredita que se deve lançar o Plano Nacional de Compreensão dos Planos do Planalto.»

Elio Gáspari, in Folha de São Paulo, 20 out° 2013

Link para os artigos de Elio Gáspari na coluna da direita deste blogue.

Frase do dia — 34

«A pós-graduação é para quem já é graduado e, em tese, não sofre mais desvantagens educacionais»

Demétrio Magnoli, comentando o fato de a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ter aderido ao sistema de quotas para seleção de mestrandos e doutorandos. Conferir no site do Instituto Millenium, 17 out° 2013.

Comentário meu:
Essa medida corrobora a crença ― a meu ver, falsa ― de que índios e negros são intelectualmente inferiores. Um disparate total.

Frase do dia — 33

«Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. (…) Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios ― o semelhante torna-se o inimigo.»

Trecho do discurso proferido pelo escritor Luiz Ruffato, na abertura da Feira do Livro de Frankfurt ― 2013, que teve o Brasil como convidado de honra.

Embora não esteja perfeitamente de acordo com a argumentação do discursante, acho que seu texto merece leitura. Os fatos históricos que ele menciona são reais e verdadeiros. As soluções que ele preconiza nem sempre empatam com as minhas. Mas cada um é livre de imaginar uma alavanca para tirar nosso país do buraco em que se encontra.

Quem tiver curiosidade de ler o texto integral pode clicar aqui.

 

Brasil, educação zero

A rua é a maior escola... Manifestações de 7 out° 2013, RJ Foto Estadão

A rua é a maior escola…
Manifestações de 7 out° 2013, RJ
Foto Estadão

Cora Rónai

Um país que trata os seus professores a cacetadas, balas de borracha e spray de pimenta é um país que despreza o seu futuro.

Há algumas semanas, voltou a circular pela internet um ranking de aprendizado mundial divulgado no final do ano passado pela Pearson, empresa inglesa dedicada à educação. Ele reflete dados colhidos entre 2006 e 2010 em 39 países e uma região administrativa (Hong Kong), e não chega a surpreender quem se interessa pelo assunto. O primeiro lugar é ocupado pela Finlândia, seguida por Coreia do Sul, Hong Kong, Japão e Cingapura. O Brasil só não ficou em último lugar porque, espantosamente, a Indonésia conseguiu se sair ainda pior. (…)

Para continuar a leitura, clique aqui.

Que estamos esperando?

José Horta Manzano

Índio

Índio

Em nota publicada em seu site, o jovem deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) mostrou-se frontalmente contrário à instauração de vagas exclusivamente dedicadas a representantes de comunidades indígenas na Câmara Federal.

Veja a íntegra do comunicado:

Interligne vertical 14O presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), considerou absurda a proposta de criação de uma eleição paralela para a Câmara, voltada exclusivamente para a escolha de quatro representantes das comunidades indígenas. “A criação de uma política de cota para a eleição de um segmento racial afronta a Constituição ao criar uma categoria superior de cidadão. Se abrirmos esse precedente, teremos de fazer uma eleição específica para a escolha de parlamentares afrodescendentes, ítalo-germânicos, nipônicos, ou seja, estaremos rasgando a carta maior ao dizer que nem todos são iguais perante a lei”, justificou o parlamentar.

Segundo Jerônimo, o parlamento brasileiro já contou com a presença de representantes de etnias indígenas. “As regras da democracia precisam ser respeitadas. Se os índios querem ser deputados ou senadores, devem se filiar a uma das siglas disponíveis e buscar o voto do eleitor”, ― defendeu ele.

Goergen entende que as comunidades indígenas devem se organizar e sair da órbita de influência de ongs que supostamente representam os interesses dessas populações.

Índios by Nick Mancini

Índios
by Nick Mancini

Tem razão o nobre deputado. Como já dizia o outro, a instauração do sistema de quotas para estudantes abriu uma caixa de pandora. É uma caixinha de surpresas, de onde nunca se sabe o que pode sair. Coisa boa é que não será.

Do jeito que as coisas vão, orelhudos deverão ser representados por deputados orelhudos. Descendentes de árabes elegerão exclusivamente deputados de origem árabe. Obesos vão naturalmente exigir que seus eleitos tenham volume corporal avantajado. Um pandemônio.

E pensar que o voto distrital puro resolveria esse problema de uma tacada só. Divide-se o país em 513 distritos eleitorais de população equivalente. Em eleição de dois turnos, cada distrito elege o seu deputado. Pronto, durante o mandato, o eleito naturalmente procurará contentar e satisfazer sua base, com vistas à reeleição. Por seu lado, todos os eleitores saberão quem é o seu deputado. Cada um terá um parlamentar para chamar de seu.

Que estamos esperando?

Por que faz todo sentido destruir a USP

Fernão Lara Mesquita (*)

O analfabetismo voltou a crescer no Brasil pela primeira vez em 15 anos, segundo medição do PNAD. Como o agente da medição é incontestável, um “cientista” simpatizante do PT diz que o número subiu porque agora os analfabetos estão vivendo mais tempo, graças ao PT!

Já a USP e a Unicamp, ambas com reitorias ocupadas no momento, a primeira caiu do 158º lugar no ranking mundial da Times Higher Education para alguma colocação entre a 226º e a 250º (abaixo de 200 eles não dão mais a classificação exata) e a segunda, que antes rondava o número 200, agora está abaixo do 300.

A tropa de choque do PT na web ainda está confusa. Antes que se dê a ordem unida e o discurso se alinhe espontânea e milimetricamente em milhares de sites de “representantes da sociedade civil” pelo país afora, metade trata de explicar que a medição é que está errada ou mudou de critério, distorcendo a realidade, enquanto a outra metade se rejubila dizendo que a USP caiu mesmo e, como é estadual, a culpa é do PSDB.

Enquanto o boi não dorme com essas conversas, as ações dos legítimos representantes dos estudantes do Brasil nas UNEs da vida, entre uma mesada e outra do governo e a medição do faturamento diário pela exclusividade na venda de carteirinhas que valem meia entrada em qualquer espetáculo artístico ou esportivo no país, seguem com o roteiro de sempre, ocupando reitorias para “reivindicar” que os alunos é que passem a avaliar e reprovar os professores e não o contrário. Ou que a polícia fique longe dos campus que devem permanecer território isento do cumprimento das leis brasileiras, especialmente as que dizem respeito ao tráfico e consumo de drogas.

Todos têm o direito se exprimirem de maneira adequada

Cada um tem direito a se exprimir de maneira adequada

Já a frente parlamentar colhe os louros da missão cumprida depois que impingiu ao país a nova lei segundo a qual basta o sujeito se declarar negro ― ainda que tenha a pele alva como a neve e olhos azuis como o céu da manhã ― que ele revoga os 10 anos de esforço do seu contendor que perdeu tempo em estudar ao longo de toda a educação primária e secundária. E o faz passar à frente.

Trata-se de fórmula especialmente letal visto que, ao mesmo tempo em que insufla o ódio racial, como querem os “multiculturalistas” do PT que juraram dobrar a impertinente resistência da realidade brasileira a confirmar essa sua tese, dá incentivo fulminante a esse “minta na cara-de-pau que o governo garante” que já provou sua eficácia destruindo o Congresso Nacional e o Poder Judiciário.

Honra ao mérito, portanto! É indiscutível a competência do PT. Do ponto de vista dele, faz todo sentido destruir a USP e o resto do sistema educacional do país. Afinal, a obra de Júlio de Mesquita Filho e Armando de Salles Oliveira foi desenhada com o objetivo explícito de matar à míngua os PTs da vida pela paulatina supressão do seu habitat, que é a selva da ignorância e da miséria.

E ainda por cima foi lá que se formou e era lá que lecionava o FHC, aquele sacana que nunca escondeu a sua conspiração elitista para acabar com o analfabetismo.

(*) Fernão Lara Mesquita é jornalista e editor do site www.vespeiro.com

Frase do dia — 32

«O Corinthians e o governo brasileiro puderam, enfim, comemorar pelo menos uma vitória na primeira semana de outubro. O Itamaraty conseguiu a adesão da Chancelaria cazaque à campanha pela regulamentação da espionagem.»

Rolf Kuntz, jornalista, in Estadão de 5 out° 2013

Por que espionamos o Brasil

Will Washington support Brazil’s bid for permanent membership in the U.N. Security Council?

“If you ask me, no,” he says. “We already have two permanent adversaries: Russia and China. We don’t need a third one.”

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Washington dará seu apoio à tentativa do Brasil de tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança da ONU?

“Se depender de mim, não” responde ele. “Já temos dois adversários permanentes: Rússia e China. Não precisamos de um terceiro.”Interligne 18b

Trecho da conversa entre Carlos A. Montaner, do Miami Herald, e um diplomata americano. O artigo (em inglês) está no site do jornal Miami Herald. Clique aqui.

Economia de palavras

Nas décadas de 60 e 70, quando foi prefeito de Salvador e senador pela Bahia, Heitor Dias (UDN e Arena) guardava um discurso na ponta da língua para responder aos pedidos de dinheiro que eram feitos por seus eleitores ― prática comum à época.

Ao ser abordado nas ruas da capital baiana ou em Brasília, Dias, que chamava seus interlocutores de “parentes”, costumava responder:

« ― Parente, eu tenho 14 motivos para não lhe emprestar dinheiro. O primeiro deles é que não tenho. Acho desnecessário explicar os outros 13.»

Do Painel de Vera Magalhães, in Folha de São Paulo, 2 out° 2013

Frase do dia — 31

«O defeito não está no número de legendas. Reside, isso sim, na concepção de que devam necessariamente ser financiadas e sustentadas por dinheiro público. Cortem-se as verbas e consequentemente haverá redução do interesse de se fundarem partidos ao molde de armazéns.»

Dora Kramer, discorrendo sobre novos partidos que pipocam a cada instante. In Estadão, 1° out° 2013.

Tiradentes: novo julgamento

«OURO PRETO – Joaquim Barbosa, presidente do STF, anunciou que o tribunal acatará os embargos infringentes de Tiradentes, Judas e Antônio Conselheiro. “É preciso dar celeridade ao amplo direito de defesa dos réus condenados pela História”, revelou, enquanto debatia a validade da condenação de Zico pelo pênalti perdido na Copa de 1986(…)”.»

in The Piauí Herald, 12 set° 2013

Frase do dia ― 30

«(…) o Brasil é a única nação de seu tamanho e status que não dispõe de um serviço sofisticado de contraespionagem ou de coleta e interpretação de informações sigilosas fora de suas fronteiras.

A atitude nacional no assunto é tão relaxada que, como admitiu o próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informações sigilosas são trocadas entre funcionários do governo não em redes intranet seguras, mas via Gmail e outros provedores de internet vulneráveis não só aos serviços de espionagem de países que levam o assunto a sério, mas a qualquer hacker de fundo de quintal.»

Paulo Sotero, jornalista, in Estadão de 18 set° 2013

Frase do dia ― 29

«A ira de Dilma contra Saboia não se explica apenas por ela se sentir vítima de um crime de lesa-majestade. Tão ou mais grave, a seus olhos, há de ter sido a desmoralização de Evo, a quem o Planalto, desde Lula, presta incompreensível vassalagem.»

Editorial do Estadão de 13 set° 2013 a propósito da fúria presidencial diante da chegada do senador boliviano a Brasília.