«Lula é mestre em, pelo menos, duas línguas: a de uso corrente e a que lhe convém. O difícil é saber qual delas ele está falando.»
Ruy Castro (1948-), escritor, biógrafo e jornalista. Em sua coluna da Folha de São Paulo de 29 out° 2014.
Frase marcante que passou pela cabeça de alguém
«Lula é mestre em, pelo menos, duas línguas: a de uso corrente e a que lhe convém. O difícil é saber qual delas ele está falando.»
Ruy Castro (1948-), escritor, biógrafo e jornalista. Em sua coluna da Folha de São Paulo de 29 out° 2014.
«Um profundo exame histórico pode começar, se o PT perder. Se vencer, será preciso concentrar a energia na vigilância cotidiana e preservar alguma esperança no Brasil.
Vitoriosos depois do assalto à Petrobrás, os petistas logo estariam sonhando com o assalto aos céus.»
Fernando Gabeira, jornalista, em sua coluna no Estadão de 24 out° 2014.
«O Lula deu declarações no passado de que tinha admiração pelo Hitler. Numa entrevista à Playboy, em 1979, Lula disse que admirava a obstinação do líder nazista, não sua ideologia. Vou chamar o Lula de nazista por isso? Ele é inconsequente, diz qualquer coisa.»
Fernando Henrique Cardoso, antigo presidente da República, em entrevista à Folha de São Paulo, 23 out° 2014.
«A frequência com que as palavras “nazismo” e “nazista” são usadas para insultar tende a ser tanto maior quanto menor o conhecimento dos que as empregam.»
Editorial do Estadão intitulado «O nazismo na boca de Lula», 23 out° 2014.
«Ter sido eleita por méritos de Lula tornou-se, para Dilma, mais obstáculo do que vantagem: se reeleita, o mérito será de Lula; se derrotada, será por falta de méritos próprios.»
Carlos Matheus, professor emérito de Ética e Filosofia Política, em artigo no Estadão de 22 out° 2014.
«Dilma nada representa. É mera criatura sem vida própria. O que está em jogo é derrotar seu criador, o Lula. Ele transformou o Estado em sua imagem e semelhança. Desmoralizou o Itamaraty ao apoiar terroristas e ditadores. Os bancos e as estatais foram transformadas em seções do partido. Nenhuma política pública foi adotada sem que fosse tirado proveito partidário. A estrutura estatal foi ampliada para ser mantida sob controle, estando o partido no poder ou não.»
Marco Antonio Villa, historiador, em artigo publicado na Folha de São Paulo, 23 out° 2014.
«Na minha opinião, quem votasse no PT deveria ser preso em flagrante, logo na saída da secção eleitoral, por incentivo ao crime organizado, incitação à formação de quadrilha, cumplicidade de desvio de verbas públicas e conivência com evasão de divisas. E tem mais. Caso levasse a chamada “colinha”, teria sua ficha criminal agravada por premeditação!»
Entreouvido num elevador dia destes.
«O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história. Foi pior até do que a ditadura militar, no campo da ética, da seriedade.»
Pedro Simon, 84 anos, homem político gaúcho que já foi deputado estadual, governador e senador por quatro mandatos. Declaração dada em entrevista concedida ao jornal espanhol El País, 16 out° 2014.
«Tamanho é o marasmo das contas bolivarianas que a atual renda per capita venezuelana caiu 2% em relação a 1970, apesar de o preço do barril de petróleo ter aumentado dez vezes.»
Mac Margolis, em sua coluna do Estadão, 19 out° 2014.
«Das poucas esperanças que nos restam e nos alimentam em busca de um novo tempo neste Brasil contraditório, adolescente, malresolvido, que tal um pouco de carinho e compreensão?
Um ombro amigo é um lembrete: o barco é o mesmo, a casa é uma só. Se pegar fogo no quarto de empregada, queima até a suíte do casal. No fundo, somos todos interdependentes. É bíblico, servos e senhores, lado a lado.»
Eduardo Aquino, neurocientista e escritor, em sua coluna do jornal O Tempo, de BH. Para ler o texto integral, clique aqui.
«Ao dizer que ‘voto não se transfere’, a fim de desdenhar do apoio de Marina Silva a Aécio Neves, a presidente Dilma Rousseff contraria a razão de sua própria eleição em 2010. Ou então, nestes quatro anos, passou a acreditar que era ela a dona daqueles quase 56 milhões de votos transferidos por Lula.»
Dora Kramer, em sua coluna no Estadão de 14 out° 2014.
«Ver João Santana repetir friamente todos os dias – pela boca de uma Dilma Rousseff de olhar cândido e despida de atributos e características pessoais – que a chuva de lama da Petrobrás sobre o PT, o PMDB, o tesoureiro Vaccari Neto e o círculo íntimo da ex-presidente do conselho de administração da estatal assaltada pelos “petrolões” não é senão o reflexo “da luta sem tréguas que o PT vem travando contra a corrupção” é algo que só pode ser interpretado como antecipação das violências que virão quando as delações premiadas virarem processos. Quando se tornar realidade aquilo que os indicadores econômicos antecipam, será preciso que o partido mate mais do que apenas a verdade para não ser apeado do poder.»
Fernão Lara Mesquita, jornalista, em seu blogue Vespeiro, 13 out° 2014.
«Será possível ter uma sociedade capitalista sem o tipo de liberdades de uma sociedade democrática? As imagens de Hong Kong são a primeira e promissora resposta. E são também uma confirmação histórica: para o comunismo funcionar, é importante que uma sociedade seja mantida rigorosamente na miséria.»
João Pereira Coutinho, escritor e cientista político, em sua coluna da Folha de São Paulo, 6 out° 2014.
«Assim como ocorreu em governos anteriores, a diplomacia de Dilma paga pedágio às forças do atraso, conforme vimos estes dias no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
(…)
Pela primeira vez em muito tempo, temos uma sociedade mais moderna do que a política externa que a representa.»
Matias Spektor, doutor pela Universidade de Oxford, professor de Relações Internacionais na FGV e colunista da Folha de São Paulo, 1° out° 2014.
«Do Brasil, emergente titular das Américas, sétima economia do mundo, sócio-fundador do grupo Brics, o mundo talvez imaginasse um discurso à altura. Pena que tenha ouvido mais um programa do horário eleitoral, com tradução simultânea.»
Mac Margolis, colunista do Estadão, ao comentar o discurso de dona Dilma, pronunciado na abertura da 69a. Assembleia-Geral da ONU.
«Ora, direis, olhar sapatos. Parece uma trivialidade, mas é uma aula de economia e de costumes. Dilma Rousseff calça a marca francesa Louis Vuitton, e Aécio Neves, a italiana Ferragamo. (…)
Marina Silva usa sapatos das marcas Beira Rio e Renner (100 reais pelo par).»
Elio Gaspari, em sua coluna no jornal O Globo, 24 set° 2014.
«Com todo o respeito que tenho por Antônio Houaiss, sua iniciativa para padronizar a escrita dos países lusófonos foi um desastre. Passados 24 anos da assinatura do acordo, as ortografias adotadas no Brasil e em Portugal continuam diferentes e nós, do lado de cá do Atlântico, passamos pelo levemente traumático, relativamente custoso e absolutamente inútil processo de reaprender a escrever.»
Hélio Schwartsman, filósofo, colunista da Folha de São Paulo, 20 set° 2014.
«Como resistir no país onde o que foi contratado e acertado entre dois homens — por escrito ou no ‘fio do bigode’ — é letra que já nasce morta? Como resistir quando o colega do lado, ao ceder à sedução de um advogado corrupto, aciona o patrão com base numa coleção de mentiras e lhe arranca, sem medo de errar, mais do que ganhou trabalhando anos a fio?
Lula tem razão: somos todos corruptos no Brasil que Getúlio nos legou. Daí a corrupção ‘não colar’ como fator decisivo de eleições: é contra a lei ser honesto no Brasil.»
Fernão Lara Mesquita, jornalista, em artigo publicado pelo Estadão, 19 set° 2014.
«Se algo ficou evidente nos anos de governo Dilma foi a incrível batalha que ela mantém com a língua portuguesa e com o próximo ― seja ele quem for.»
Frase inicial de Tortuosos trajetos do dilmês, editorial do Estadão deste 15 set° 2014. Vale a pena ler inteiro. Se estiver disposto, clique aqui.