O limite da informação ‒ 2

José Horta Manzano

Faz dois dias, escrevi sobre os limites da utilidade da informação. Hoje apareceu mais um excelente exemplo de notícia perversa.

Chamada Estadão, 12 jun 2018

Informar sobre a progressão do vandalismo, dando a sequência de ataques como num placar que aumenta a cada dia é prejudicial. Dá ideia a bandido. Mais ajuizado seria renunciar a esse tipo de notícia.

Entre quatro paredes

José Horta Manzano

Uma diferença essencial entre parlamento e tribunal colegiado tem sido descurada em nossa República. Nosso arcabouço institucional estipula que o parlamento é lugar de decisões debatidas em público, enquanto o tribunal é lugar de decisões colegiadas.

Deputados e senadores discursam, pedem e concedem apartes, cortam excessos, acrescentam pontos, burilam até chegarem a uma decisão. Cada parlamentar cumpre o mandato que lhe foi confiado e dá voz aos cidadãos que o elegeram. Todo o processo se passa em público, ao vivo e em cores. A entrada é franqueada a quem quiser assistir.

Tribunal é outra coisa. Lá as discussões e a busca do consenso não são feitas em público. De uma decisão colegiada, não se deve exibir o placar. Não cai bem dizer que o resultado foi de «5 a 4» ou de «7 a 2». Não é jogo de futebol. No máximo, se for absolutamente necessário, poderia ser anunciado que a decisão foi tomada por unanimidade ou por maioria. E pronto.

Ainda que isso possa chocar algum leitor, sou contra a publicidade dos julgamentos no STF. Aquilo não é um lugar de debates públicos, não é o parlamento. Os debates teriam de ser sempre internos, travados entre quatro paredes. O distinto público deveria apenas tomar conhecimento do resultado, sem individualização do voto ‒ exatamente como ocorre num tribunal do júri, onde ninguém fica sabendo como cada jurado votou.

Discussões a portas fechadas evitariam o triste espetáculo que Suas Excelências dão, ao saber que estão «passando na televisão». Os pedidos de vista, rematado absurdo, desapareceriam ‒ o que seria excelente.

Uma reformulação do modo de debater e de decidir do STF seria boa coisa. Primeiramente, para os próprios ministros, que ficariam menos expostos à vindicação pública. Segundamente, faria bem ao Brasil.

Pediu vista

José Horta Manzano

Com a transmissão por tevê ao vivo e em cores, as deliberações do STF viraram um grande espetáculo. Valem mais que muito show sem graça que se vê por aí. Assim mesmo, os escaninhos das altas esferas judiciais continuam impenetráveis.

Tem falas que a gente entende. Tem outras que não, e que a gente desconfia que não são pra ser entendidas por ninguém. Tem práticas engraçadas, outras menos. Tem ministros que começam tratando o colega por Vossa Excelência para, logo em seguida, desancá-lo e mandá-lo para o quinto dos infernos. Fica um bocado hipócrita, mas a gente tem a impressão de que contradição e hipocrisia são situações que não desestabilizam ministros.

Volta e meia, um dos togados «pede vista» de um processo e tudo se interrompe. Vão todos pra casa enquanto esperam que o atrasadinho, que não fez a lição de casa, se inteire às pressas do caso. Só que esse às pressas pode levar meses, anos até. E tudo bem.

Fica um desagradável gostinho de má-fé. Que me perdoem Suas Excelências, mas o distinto público pode até ousar concluir que um pedido de vista equivale ao bloqueio ‒ de caso pensado ‒ de um julgamento que, ao ministro, interessa adiar.

Fico intrigado com essas interrupções. Senão, vejamos. Sabe-se que a pauta de cada sessão do STF é anunciada com antecedência. Dias antes de se aboletarem naquelas poltronas de cor duvidosa(*), os ministros já sabem perfeitamente quais serão os julgamentos do dia, não é? Pois a lógica indica que, ao dar-se conta de que ainda não teve tempo de estudar o processo, o ministro devesse imediatamente entrar em contacto com o(a) presidente e solicitar adiamento da discussão.

Em assim não procedendo, o ministro arranha a colegialidade. Mais que isso, zomba dos colegas ao deixá-los discutir durante horas um assunto que, de toda maneira, será bloqueado. É comportamento desleal.

Mas há pior ainda. Suponhamos que, com o placar mostrando 8 x 0, o assunto já esteja no bolso, resolvido, com maioria amplamente formada. De repente, lá vem um ministro «pedir vista». E catapum! ‒ a discussão fica bloqueada.

Apesar de o resultado do voto já ser conhecido, a decisão não pode entrar em vigor. Ficará dependurada ao capricho do pedinte de vista. É desleal, irritante e vergonhoso. Mas Suas Excelências não parecem dar ao conceito de vergonha o mesmo valor que damos nós outros.

(*) Não só a cor das poltronas é assim assim, mas o estado de conservação delas deixa a desejar. Apesar do orçamento anual milionário, o cuidado com o mobiliário não é o forte da Casa.

Reparem na poltrona de doutor Alexandre de Morais. O couro do espaldar tem um rasgo de mais de dez centímetros. Devidamente costurado, é verdade, mas sempre rasgo é. Como o doutor foi o último a ser admitido no clube, fica parecendo que lhe empurraram o trono rasgado. Pega mal.

Supremo cansaço

Myrthes Suplicy Vieira (*)

Lá pelos idos de 1957, o cineasta Sidney Lumet dirigiu aquela que é provavelmente uma de suas mais emblemáticas obras, o filme “12 Homens e uma Sentença”. Protagonizado pelo ator Henry Fonda, o filme gira em torno do julgamento de um jovem porto-riquenho acusado de ter assassinado o próprio pai.

Segundo as regras do tribunal nova-iorquino, o réu só poderia ser sentenciado à morte caso fosse unanimemente considerado culpado pelos 12 jurados, acima de qualquer dúvida razoável. No dia do julgamento, acontecia a partida final do campeonato nacional de beisebol e vários jurados queriam terminar rapidamente a discussão para poder voltar para casa a tempo de assistir aos lances finais. O dia havia sido insuportavelmente quente e, à noite, o desconforto se intensificara com uma chuva torrencial.

Em resumo, tudo conspirava a favor de um debate apressado e desatento entre os jurados. Um deles propõe logo de início que seja feita uma votação simbólica, sem apresentação de argumentos, apenas para conhecer a disposição de cada um para a condenação ou absolvição do réu. Contados os votos, surpresa geral: 11 jurados haviam dado o veredito de culpado e apenas 1 o de inocente. A tensão escala e a pressão sobre o único jurado dissidente cresce exponencialmente.

Henry Fonda
Caricaturado por Thierry Coquelet, artista francês

Este, resistindo com galhardia à irritação dos demais, afirma não ter certeza da inocência do réu, apenas muitas dúvidas quanto à sua culpabilidade. Começa, então, a questionar cada uma das provas e testemunhos apresentados. A cada novo argumento, reação explosiva de incompreensão dos pares e nova rodada de votação. O placar da segunda rodada é ainda mais surpreendente: 10 a 2; os subsequentes, mais e mais angustiantes: 9 a 3, 8 a 4, etc. O jurado que trocou de lado em cada votação apresenta, então, os motivos que o levaram a rever a convicção inicial de culpa. Tem início um debate tenso que se transforma em verdadeira sessão de psicoterapia, durante a qual começam a emergir, sem filtro social, valores, princípios e crenças pessoais. Estes, por sua vez, abrem terreno para a excomunhão angustiada de todos os preconceitos e limitações subjacentes.

Uma hora é o jurado que vive uma guerra particular, sem fronteiras, com o insubordinado filho adolescente. Outra, a do jurado que sente vergonha de ser portador de alto grau de miopia (e que a disfarça trocando os óculos por lentes de contato) que não ousa contraditar o testemunho de uma vizinha igualmente míope. Depois, é a vez de um velho conservador que confessa discriminar, odiar mesmo, os barulhentos jovens latino-americanos. Inútil tentar colocar em palavras o clímax emocional da sessão a partir de cada revelação. A nobreza e a pequenez da natureza humana ilustradas em todas as suas dimensões, o esplendor e o horror acabrunhante das paixões psíquicas de cada um.

Já tínhamos visto antes o filme a que assistimos, mais uma vez constrangidos, ontem. O dia havia sido igualmente exaustivo: as manifestações de rua, as fortes chuvas, o calor escaldante dentro e fora dos corpos humanos, a repercussão da entrevista dada na véspera pelo ministro Gilmar Mendes, a declaração polêmica do comandante do exército sentida como ameaça por muitos, a celebração dos 50 anos da morte de Martin Luther King. Um cardápio de peso literalmente.

Fernando Pessoa

Outra notícia, dada na véspera sem qualquer destaque, a da morte de Winnie Mandela, me fez relembrar uma frase que ela proferiu há mais de meio século, que me parece sintetizar com precisão os embates nada delicados que presenciamos ontem entre os 11 ministros do Supremo:

“Se na construção de um novo mundo for necessário repetir os erros do velho mundo, então não faz sentido criar o novo mundo”.

Antes mesmo de terminado o voto do quinto ou sexto ministro, fui invadida por uma sensação de cansaço exemplar, que beirava à desesperança. O torpor foi mais forte do que qualquer vontade de conhecer o placar final ou sua repercussão dentro e fora de nossas fronteiras. Desliguei a televisão e fui dormir, docemente embalada pelos versos de Fernando Pessoa:

“A sutileza das sensações inúteis, as paixões violentas por coisa nenhuma…. Tudo isso faz um cansaço, este cansaço, cansaço…. Um supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo cansaço”.

(*) Myrthes Suplicy Vieira é psicóloga, escritora e tradutora.

Salve a Seleção!

José Horta Manzano

Até não faz muito tempo, um jogo de futebol entre Brasil e Argentina, ainda que amistoso, ofuscaria todo e qualquer acontecimento e faria a manchete unânime da mídia. Dizem até as más línguas que, entre nossa Seleção e a dos hermanos, não existem partidas «amistosas», que são todas pra valer.

O mais recente encontro entre as duas, realizado hoje do outro lado do planeta, terminou há pouquinho. Curioso, vim conferir o resultado. Abro o Estadão online. Está lá uma manchete em letras enormes com o placar. Placar do jogo? Não, senhores. O placar do voto de Suas Excelências sobre o julgamento do pedido de cassação do presidente em exercício. Aliás, nem placar é, que não passa de projeção.

Dão nome, foto, idade e currículo da «seleção» de magistrados, exatamente como nas figurinhas de futebolistas que se colavam nos álbuns de antigamente. Exatamente como se descrevessem a expectativa de desempenho de cada jogador, dão a probabilidade de voto de cada um dos magistrados. A diferença mais notável entre os astros do gramado e os do tribunal é que aqueles são onze, enquanto estes não passam de sete. No mais, o entusiasmo pelo julgamento é o mesmo.

Vou descendo o elevador do jornal online à cata do resultado do jogo. Depois da manchete principal, vem uma notícia sobre a inflação de maio. Em seguida, nova manchetinha falando de acordos de leniência possíveis entre instituições financeiras e o Banco Central. Mais abaixo, uma chamada para os editoriais do dia informa que um deles discorre sobre o caráter pedagógico do julgamento.

Só depois disso é que aparece o resultado do jogo de futebol. Fico sabendo que o Brasil foi derrotado. Um pensamento me ocorre: se tivesse vencido, será que a notícia teria subido um ou dois degraus na ordem de apresentação do jornal? Nem Nostradamus tem resposta.

Bom, talvez seja eu o único a me surpreender com o que acabo de escrever. É possível que pareça natural a uma maioria de conterrâneos que a permanência ou não de doutor Temer na chefia do Executivo seja o assunto mais importante. Quanto a mim, não vejo com esses olhos, que fazer? Cada um enxerga através das próprias lentes.

Será que ‒ realmente ‒ faz alguma diferença que o presidente seja A, B ou C? Que Temer fique, que Temer caia ou que Temer balance, no fundo, que vantagem Maria leva? O que é que há de acontecer de tão importante para cada um de nós? Espremendo bem, analisando sem paixões, qualquer um chegará à mesma conclusão: nada vai mudar. É muito difícil, pra não dizer impossível, encontrar um homem público sem manchas no currículo. Qual deles nunca deu uma carteirada, nunca pegou carona num jatinho amigo, nunca empregou um parente, nunca inchou uma nota de despesa, nunca deixou a Casa no meio do expediente, nunca furou uma fila, nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para fins pessoais?

Vai ser difícil encontrar a pérola rara, o imaculado, o honesto absoluto. Mas tem pior. Se, por um milagre do Espírito Santo, encontrassem o homem providencial, quem garante que fosse bom administrador? Honestidade e retidão não são necessariamente sinônimos de boa capacidade política e administrativa.

Em vez de insistir no «Fica, Temer!» ou no «Fora, Temer!», deveríamos pensar no «E depois de Temer?». Parlamentarismo? Voto distrital? Presidente da República desprovido de poder? Monarquia? O debate importante tem de passar por cima de querelas passageiras e enxergar mais longe. Pra frente, Brasil! Salve a Seleção!

A confirmação da picaretagem

José Horta Manzano

Lula caricatura 2Num tempo em que era principiante na política e suas bravatas ainda encantavam, o Lula chegou a dizer que havia «300 picaretas» na Câmara. O tempo passou, o antigo metalúrgico foi eleito à presidência da República e passou a acreditar que tinha alcançado o poder eterno, total e inamovível.

Surpreendentemente, no lugar de batalhar para limpar a Câmara dos elementos indignos que havia denunciado, preferiu aliar-se a eles para sustentar sua vaidade e sua sede de perenidade.

Não deu certo, como hoje sabemos. A soberba cegou nosso guia e não lhe permitiu enxergar que não se constrói edifício sem alicerces. O prédio ruiu. Humilhado, o taumaturgo hoje foge da Justiça e teme a prisão. Para escapar, empenha-se em aliciar aqueles mesmos que um dia chamou picaretas.

A crer no Placar do Impeachment, publicado pelo Estadão e atualizado continuamente, os parasitas oportunistas que se abrigam sob a cúpula da Casa do Povo não são tão numerosos como imaginava o líder hoje caído.

No momento em que escrevo, o inventário de votos declarados é o seguinte:

285 votos a favor da destituição da presidente
114 votos contra a destituição da presidente
114 em cima do muro

No total, chega-se aos 513 deputados. Em seu falatório peculiar e ambíguo, o Lula nunca explicou com clareza o que entendia por “picareta”. É lícito supor que se referisse à pouca honestidade e à falta de seriedade de parlamentares.

PicaretaO placar do Estadão parece indicar que os “picaretas” são muito menos numerosos do que apregoava o antigo presidente. Afinal, no momento grave que vive nosso país, é primordial que cada um se defina. Que sejam pelo sim, que sejam pelo não, o importante é que façam conhecer sua posição. Afinal, cada um deles está lá representando um naco da população.

Os que querem ver dona Dilma pelas costas são já 285 (55.5% do total). Os que preferem que tudo continue como está são 114 (22% do total). E o resto? Por incrível que possa parecer, 114 representantes do povo estão em cima do muro. São quase um em cada quatro! Estão aí os picaretas comprovados. Nesta altura dos acontecimentos, não ter definido seu voto é confissão de estar à venda, à disposição de quem der mais.

Indecisão 1Embora eu não compartilhe a visão dos que preferem que a senhora Rousseff continue presidente, respeito a opinião dos que se solidarizam com ela. Naturalmente, respeito também a posição dos que desejam que a quadrilha se vá. É inadmissível, no entanto, que um quarto dos deputados ainda esteja participando desse leilão indecente.

Até o Maluf já abriu seu voto! Que estão esperando os deputados Fufuca (MA), Salame (PA), Brasileiro (MG), Marreca (MA), Cabuçu (AP), Maniçoba (PE), Tiririca (SP), Garçon (RO), Tibé (MG)? Queiram ou não, terão de se exprimir. Ou faltar à sessão solene, atitude que lhes vai pespegar indelével etiqueta de fujões. Além de picaretas, naturalmente.

Primeiro tempo: 5 x 0

José Horta Manzano

Quando raiou o ano de 1966, faz exatamente 50 anos, um Brasil confiante se preparava para conquistar definitivamente a Copa Jules Rimet. O ‘escrete canarinho’, como se dizia na época, tinha ganhado duas edições consecutivas do campeonato mundial de futebol ‒ em 1958 na Suécia e em 1962 no Chile. Para um povo empavonado, a terceira vitória estava no papo. Eram favas contadas. Afinal, quem tinha um Pelé e um Garrincha não podia perder.

Artista Claudette SoaresNo início daquele ano, Luís Carlos Miele e Ronaldo Boscoli montaram um espetáculo musical no Teatro Princesa Isabel, Rio de Janeiro. A estrela era a cantora Claudette Soares, dona de voz delicada, sensual e de belo timbre. A moça estava então no auge da carreira. O coadjuvante era o iniciante Taiguara, e o Jongo Trio garantia o acompanhamento.

Um punhado de músicas de autoria de gente da pesada compunha o espetáculo. Baden Powell, Vinícius de Morais, Billy Blanco, Ronaldo Boscoli, Marcos Valle, Tom Jobim, Dolores Duran, Roberto Menescal, Francis Hime, Carlos Lyra estavam representados. Uma garantia de sucesso!

Na onda do tricampeonato, que parecia ao alcance da mão, os produtores encontraram nome esperançoso: Primeiro Tempo: 5 x 0. Haja confiança!

Desgraçadamente, o time brasileiro acabou dando inesperado vexame naquela copa. Não tendo nem passado da primeira fase, os jogadores voltaram pra casa desenxabidos.

Primeiro tempo 5 x 0Sem imaginar, os produtores estavam profetizando. Os inacreditáveis cinco a zero no primeiro tempo viriam um dia, sim, senhor. Não exatamente como imaginaram os autores do espetáculo.

Aconteceu, como sabem os distintos leitores, dia 8 julho 2014 no Mineirão. Naquela partida entre Brasil e Alemanha, o primeiro tempo se encerrou, de fato, com cinco a zero no placar. Para desencanto dos torcedores, não fomos ’nós’ a ganhar, mas ‘eles’.

Apesar do fracasso da Seleção em 1966, o espetáculo musical ficou três anos em cartaz, o que é considerado sucesso grande. Já a realidade do 7 x 1 periga ficar gravada na memória nacional por muito mais tempo.

Como já ensinava o Conselheiro Acácio, profetizar é muito arriscado. Principalmente quando se prevê o futuro.

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Para quem tiver curiosidade e tempo, o som do espetáculo de 1966 está no youtube. São 48 minutos. Aqui.

Para quem tiver curiosidade mas pouco tempo, a voz do dueto Claudette Soares/Dick Farney, em belíssima composição de Baden Powell, também está registrada. São três minutos e meio. Aqui.