«Renan não é um ponto fora da curva. Ele é a própria curva.»
Elio Gáspari, jornalista, em sua coluna. In Folha de São Paulo, 25 dez° 2013.
«Renan não é um ponto fora da curva. Ele é a própria curva.»
Elio Gáspari, jornalista, em sua coluna. In Folha de São Paulo, 25 dez° 2013.
José Horta Manzano
Você sabia?
Confesso que não sabia o que era Bilhete Único. Já devo ter lido, aqui e ali, essa expressão ― nova para mim ―, mas nunca lhe dei grande atenção.
Ao ler um texto de Elio Gáspari, publicado na Folha de São Paulo, entendi. Na cidade de São Paulo, Bilhete Único é o nome que se dá ao documento que prova que o usuário do transporte público já pagou adiantado o valor devido para um mês inteiro. É o que se poderia chamar assinatura mensal. Escolheram esse nome ― não vamos reclamar.
Gáspari explica que a assinatura custa 140 reais por mês. Diz também que 65% dos viajantes ganham até 1147 reais. Na falta de outro dado, tomemos esses 1147 como salário médio dos usuários. Portanto, o transporte representa 12,2% do salário de cada um. É uma pedrada!
Vamos ousar comparar com o que acontece na Suíça. A assinatura mensal que permite utilizar todas as linhas de ônibus da cidade de Genebra ― segunda aglomeração do país ― custa 73 francos(1). Para estudantes é mais barato, mas vamos ficar com esse número mesmo.
Segundo as estatísticas disponíveis, o salário mediano(2) ― considerando todas as idades e todas as profissões ― é de 5979 francos. É fácil fazer as contas. A assinatura mensal do transporte público genebrino equivale a 1,2% do salário médio.
Portanto, um usuário paulistano tem de desembolsar proporcionalmente dez vezes mais(!) que um suíço para o transporte urbano.
Alguém vê alguma distorção?
(1) Ao câmbio atual, equivale a aproximadamente 200 reais.
(2) Significa que 50% dos assalariados ganham mais que isso, enquanto 50% ganham menos.
«A doutora Dilma lançou o “Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica”. Madame Natasha acredita que se deve lançar o Plano Nacional de Compreensão dos Planos do Planalto.»
Elio Gáspari, in Folha de São Paulo, 20 out° 2013
Link para os artigos de Elio Gáspari na coluna da direita deste blogue.
José Horta Manzano
No momento em que escrevo, o ministro Celso de Mello ainda não revelou seu voto com respeito aos embargos infringentes ― expressão que muitos repetem sem saber exatamente o que significa. Como muitas expressões do jargão da Justiça, deixa a desagradável impressão de ter sido escolhida exatamente para não ser entendida pelo populacho. Como já acontecia com a missa em latim, tendemos a ter maior respeito pelo que não compreendemos direito.
O que se sabe, por certo, é que os tais embargos têm o poder de solapar o que tinha sido acordado. O tribunal pode, portanto, desdizer hoje o que disse ontem. Um tribunal que se contradiz não é coisa banal. Até onde irão?
Quem nos garante que, passada a fase dos embargos infringentes, não se dê nova interpretação a algum obsuro artigo da Constituição e não se inventem uns embargos reinfringentes, ou o nome que se queira dar? Por que não começar tudo de novo? De qualquer maneira, isso não deveria pesar no bolso dos acusados. Embora seja difícil provar, temos todos uma certa ideia sobre a origem dos milhões que estão sendo usados para pagar o exército de advogados. Ou não?
Brasileiro gosta de um espetáculo, não resta dúvida ― as telenovelas estão aí para confirmar. Mas, no caso desse mensalão, o teatral está encobrindo o real. Estamos passando dos limites. O País tem muitos problemas maiores a resolver, não pode continuar tetanizado por esse julgamento que, sejamos honestos, não vai mudar nosso destino. Que os hoje condenados sejam absolvidos ou condenados ao degredo na Sibéria, a Terra continuará a girar. A corrupção, soberana, ainda tem lindos dias pela frente.
A guinada que o colégio de ministros do STF encetou estas últimas semanas foi brusca. Pôs diante dos holofotes um dispositivo constitucional que bate de frente com a independência dos poderes da República. Falo do fato de a escolha de ministros do STF ser atributo pessoal do presidente da República. Já falei sobre isso, mas prefiro dar uma repassada na matéria. Que os membros do colegiado supremo da Justiça sejam designados pelo chefe do Executivo contradiz o princípio de independência dos poderes. Seria como se deputados e senadores fossem escolhidos pelo presidente da República. Uma aberração.
Num regime como o nosso, que reconhece três poderes independentes e harmônicos, a escolha dos membros da instância suprema de um dos poderes não pode repousar no arbítrio do cabeça de outro poder.
Uma última palavra. Desde a suspensão da última sessão do STF, quando faltava o voto decisivo de um dos ministros, o Brasil pensante se atirou de cabeça no picadeiro. O senhor Celso de Mello virou capa de revista, teve sua foto estampada na primeira página de jornais, domina as conversas e as conjecturas da franja do povo que se preocupa com essas coisas. Seja qual for seu voto, será incensado por uma parte dos torcedores e execrado pelos demais.
Mas Eremildo, o idiota ― como diria o arguto Elio Gáspari ― ficou sem entender. Por que tanta pressão sobre um dos ministros depois de os outros dez já terem emitido seu voto? Dizem que o futuro do Brasil depende dele. Proclamam que ele tem em suas mãos a faca e o queijo. Eremildo acha que estão dando ao homem mais importância do que tem.
Calhou que ele fosse o último a votar, só isso. Antes dele, 5 (cinco) ministros já deram o «sim» e 5 (cinco) outros já deram o «não». Por que tanto assédio ao último a votar? Não é ele quem vai decidir o rumo do processo. Quer gostemos, quer não, o placar vai marcar 6 a 5. Esse assanhamento todo em torno do senhor Mello não é justo nem normal. O voto dele será apenas um entre seis.
Se pressão fosse necessária, ela chega tarde demais. O rio já está próximo da desembocadura. Teria sido importante pressionar bem mais a montante. Agora, que o senhor Mello vote a favor ou contra, tanto faz. Nesta altura, Inês é morta.
José Horta Manzano
A pluma crítica do arguto Elio Gáspari assesta, este domingo, um tiro certeiro na promiscuidade, cada dia mais visível, entre o atual governo brasileiro e a dinastia cubana. Sinto-me extremamente honrado de fazer parte do mesmo clube que o grande jornalista da Folha.
Com um tom bem menos aveludado que o meu, Gáspari vai direto ao ponto. Aqui está um excerto do artigo:
«O ADVOGADO-GERAL DE FIDEL CASTRO
O doutor Luís Inácio Adams informou que os médicos cubanos que vêm para o Brasil não terão direito a asilo político caso queiram se desvincular da ilha comunista. Nas sua palavras: “Me parece que não têm direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos”.
Num país que teve um presidente asilado (João Goulart) e centenas de cidadãos protegidos pelo instituto do asilo, Adams nega-o, preventivamente, a cubanos. Isso numa época em que o russo Vladimir Putin concedeu asilo a um cidadão acusado pelo governo americano de ter praticado crimes e a doutora Dilma tem um asilado na embaixada brasileira em La Paz. Noves fora a proteção dada a Cesare Battisti, acusado de terrorismo pelo governo italiano.
A tradição petista vai na direção desse absurdo. A Polícia Federal já deportou dois boxeadores cubanos durante a gestão do comissário Tarso Genro no Ministério da Justiça. (Eles foram recambiados e fugiram de novo.)
O próprio governo castrista já permitiu a saída de cidadãos para a Espanha. A vigorar a Doutrina Adams, o Brasil transforma-se numa dependência do aparelho de segurança cubano.»
A sequência está na Folha de São Paulo de 25 ago 2013.
«Pode-se não gostar de Figueiredo, mas ninguém podia tirar de sua biografia o fato de ter assinado a anistia. Agora pode-se acrescentar que não assinou o cheque da Copa [de US$ 3,2 bilhões, em dinheiro de hoje].
A Copa de Lula custará R$ 28 bilhões, ou US$ 12,1 bilhões.»
Da coluna de Elio Gáspari, in Folha de São Paulo, 4 ago 2013
O artigo de Elio Gaspari publicado na Folha de São Paulo online de 7 de julho está simplesmente im-per-dí-vel. Não deixe de deliciar-se com a verve do articulista. Aqui.

José Horta Manzano
Jacques Chirac, que foi presidente da República Francesa por 12 anos seguidos, é grande admirador do Japão e de sua cultura. Dizem que o respeito que ele nutre por aquele país é sincero.
Segundo diversas fontes, o antigo presidente fez mais de 50 viagens ao País do Sol Levante. Era apaixonado pelos combates de sumô. O objetivo de algumas de suas visitas teria sido exatamente o de assistir a torneios desse esporte.
François Hollande, presidente atual, está estes dias em visita oficial ao Japão. Fazia 17 anos que um evento dessa importância não ocorria. A última visita de um chefe de estado francês àquele país havia sido em 1996.
Que se saiba, Hollande não nutre nenhuma paixão especial pelo arquipélago nipônico. No entanto, em discurso pronunciado no parlamento de Tóquio nesta sexta-feira, não foi por caminhos tortuosos: declarou, explicitamente, que o Japão deve tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. É impossível ser mais claro.
Se a paixão que Chirac nutria pelo país oriental era pessoal e sincera, não se pode afirmar que a declaração de Hollande venha do fundo do coração. Em política, principalmente em relações internacionais, as atitudes obedecem a um emaranhado de interesses. O que parece nem sempre é.
Quando dona Dilma anunciou, semana passada, que o dinheiro emprestado aos governos corruptos da África será dado por perdido, não o fez porque tem bom coração. Há outras intenções por detrás dessa atitude estranha, intempestiva, inesperada. Alguns, como Elio Gaspari, veem lá interesses econômicos. Pode ser. Eu percebo, mais que isso, uma manobra malandra e sorrateira, que nenhum benefício trará ao povo brasileiro.
Já faz bem uns 10 anos que o alto escalão de nossa República elegeu como objetivo internacional principal a obtenção de assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Com o tempo, foi-se tornando fixação obsessiva. Dado que velhos rancores impedem a muitos mandachuvas brasileiros de se aproximar daqueles que realmente decidem, nossa diplomacia tem-se dedicado a fazer lobby junto a governos inexpressivos.
A África, com seus 54 países em maioria pobres, representa ― na visão da diplomacia brasileira ― um cabo eleitoral de peso na batalha que o governo decidiu travar para obter o ansiado assento. Daí o esforço para parecer simpático a tiranos e cleptocratas africanos, segundo a pluma irreverente de Gaspari. É o programa bolsa-família expandido em escala planetária. Cooptam-se dirigentes estrangeiros corruptos a fim de conseguir apoio à cruzada brasileira rumo ao CS.
Tampouco a declaração de Hollande corresponde a um sentimento de especial amor pelo Japão. É nada mais que um puxão de orelhas aplicado ao governo chinês. Eis o que aconteceu.
Alguns dias atrás, ao se dar conta de que a China estava praticando dumping para acaparar o mercado europeu de painéis de energia solar, o governo francês ameaçou penalizar a importação desses artefatos produzidos na China. Em represália imediata, o governo chinês garantiu que estava estudando aumentar drasticamente as tarifas de importação de vinhos franceses.
Pronto, está aí a continuação da novela. A declaração de Hollande não passa de retórica. Está mais para jogo de cena. São palavras vazias que, no entanto, podem trazer bom retorno. Por um lado, alfinetam a China ― grande adversária da entrada do Japão no CS; por outro, afagam o orgulho nipônico. Quem é que não gosta que se lhe alise o ego?
Resumo da ópera
Cinco dos membros permanentes do CS da ONU têm poder de veto. Basta que um só deles ― EUA, Rússia, China, Reino Unido ou França ― oponha seu veto a uma resolução, e ela será rechaçada e despachada para o arquivo morto.
Portanto, claro está que não adianta Monsieur Hollande jogar flores ao hóspede. Enquanto a China se opuser, o Japão não entrará no CS.
Tampouco adianta dona Dilma esbanjar na África perto de um bilhão do dinheiro suado dos brasileiros. Melhor faria se gastasse seu tempo e seu esforço fazendo o necessário para cativar os grandes, os que decidem. Quem tem padrinho não morre pagão.
É melhor entrar pela porta da frente. Dá mais certo do que forçar a janela.
José Horta Manzano
Durante um dos concertos do festival “Música em Trancoso”, houve um princípio de vaia quando se anunciou a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, que estava no cantinho das autoridades. Até aí, nada demais, pois a plateia daquela praia está fora do Bolsa Família.
Logo depois anunciou-se a presença do ministro Joaquim Barbosa, que estava na arquibancada. Foi aplaudido de pé por mais de mil pessoas, durante vários minutos. Ganhou mais palmas que as cinco peças de Tchaikovsky.
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A citação é da coluna de 3 de março último, de autoria de Elio Gaspari, publicada pela Folha de São Paulo. Quem quiser ler o artigo inteiro, que se dirija aqui.
José Horta Manzano
Em sua coluna publicada pela edição online da Folha de São Paulo de 17 de fevereiro, Elio Gáspari soltou o verbo. Melhor do que traduzi-lo, é transcrever o original. Aqui está um fragmento.
“Durante a seca de 1998, Lula visitou o interior do Ceará acompanhado de José Genoino, cuja família morava em Jaguaruana. Culpou a desatenção dos tucanos e prometeu rios de mel. Nas palavras de Nosso Guia: “O sofrimento do povo nordestino só vai acabar no dia que a gente tiver políticas de investimento para tornar esta terra produtiva.
E essas políticas o PT tem”. Qual era? “O Fernando Henrique veio ao Ceará na campanha de 1994 e prometeu transpor as águas do rio São Francisco. Mas até agora não trouxe sequer um copo de água. Ele foi mentiroso e vai mentir de novo prometendo a obra para ganhar voto”. Em 2003, eleito, Lula prometeu: “Nesses quatro anos, 24 horas por dia serão dedicadas para fazer aquilo em que acredito: a transposição das águas do rio São Francisco”. Ficou oito anos, a doutora Dilma juntou mais dois e depois de dez anos o “copo de água” ainda não apareceu.”
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Quem quiser ler o artigo inteiro, clique aqui.
José Horta Manzano
Aprecio muito o estilo irreverente de Elio Gáspari. Mais que isso, estou, a maior parte do tempo, de acordo com o que ele diz. A prova é que mantenho, neste blogue, um link permanente para sua coluna da Folha de SP.
Mas ninguém é perfeito. Em seu artigo deste 13 de fevereiro ― Vem aí um conclave inesquecível ― Gáspari extrapola. Exprime seu amargor pelo que ressente como eurocentrismo do Vaticano. Reclama que grandes cidades de outros países vêm sendo privilegiadas com nomeação de novos cardeais, em detrimento de megalópoles brasileiras. Especula sobre as chances de este ou aquele país ser premiado com a eventual promoção de um de seus cardeais ao cargo de papa. Não passa longe de propor um sistema de quotas, tantos cardeais para países evoluídos, tantos para os subdesenvolvidos.
Nosso caro Elio não é o único a misturar no mesmo tacho uma instituição religiosa com orgulho nacional. Muitos outros jornalistas andam enveredando pelo mesmo caminho. Quem será o próximo? Um africano? A América Latina tem chances? A Europa está sobrerrepresentada no colégio cardinalício! Não se dão conta de que não se está a escolher entre países nem entre raças, mas entre personalidades.
Para mim, essas observações são impertinentes e intempestivas. Não estamos tratando de Copa do Mundo nem de concurso de Miss Universo. Esta não é uma disputa entre países. Não haverá ― ou não deveria haver ― ganhadores nem perdedores. O próximo ocupante do trono de São Pedro não deverá ser louvado ― tampouco estigmatizado ― por sua nacionalidade, pela cor de sua pele, por sua língua materna. Nem por torcer por este ou por aquele time de críquete.
Todos nos apercebemos de que o catolicismo vive uma época difícil. Faz alguns séculos, nos tempos em que a Igreja conjugava o domínio das mentes com o poder temporal, não havia discordância. Nem podia haver, que não era tolerada.
Mas os tempos mudam. Aos poucos, a rachadura que havia entre preceitos religiosos e comportamento civil foi-se alargando até chegar ao fosso que ressentimos hoje. Não há de ser fácil exercer a função de chefe espiritual de um rebanho que, a cada dia, mais se distancia da espiritualidade.
Cada cardeal votará naquele que melhor representar sua visão pessoal da Igreja. Cada um de nós é livre de dar sua opinião ou seu palpite. Mas não me parece que estejamos assistindo a um certame entre países ou entre cores de pele. A personalidade de cada postulante é o que conta.
Seja quem for o eleito, terá um caminho pedregoso pela frente. E será cobrado por suas decisões, isso é certeza.
On ne peut pas plaire à tout le monde, não se pode agradar a gregos e a troianos.
José Horta Manzano
Este blogue traz uma que outra citação. Pode ser um provérbio latino, pode ser uma frase pronunciada por algum figurão de nossos tempos, se bem que garimpar frases inteligentes, nestes tempos estranhos, está-se tornando tarefa árdua. É trabalhoso, mas não impossível. A prova vem logo aqui abaixo. Não resisti à tentação de reproduzir duzentas e poucas palavras encharcadas de sensatez.
Sob o título Prepotência sem Fronteiras, o perspicaz Elio Gáspari tomou sua pluma mais corrosiva e publicou em sua coluna da Folha online deste 13 de janeiro um tópico digno de ser recortado e levado para ler em casa. É melhor morrer amigo dele.
“Don Corleone orienta o comissariado
Elio Gáspari
Num momento luminoso para o PT, o companheiro Olívio Dutra, fundador do partido, ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, disse ao deputado José Genoino: “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tens dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho porque furungar(*) nisso”.
Dias depois, o comissário André Vargas, secretário de Comunicação do partido, disse que Olívio fora “pouco compreensivo”. E mostrou a faca: “Quando ele passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo o mundo. (…) Ele já passou por muitos problemas, né?”
Engano. Durante o governo de Olívio Dutra, o PT gaúcho foi apanhado numa maracutaia, mas ele nunca foi acusado de envolvimento direto no caso. Processo judicial, nem pensar. Genoino e seus colegas foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Olívio Dutra é de um tempo em que petistas rachavam apartamento em Brasília (seu parceiro era Lula). Quando deixou a prefeitura, voltou a ser um bancário. Com seus bigodes e uma bolsa tétrica, anda de ônibus. Passou por problemas, mas nunca passou pelas soluções dos comissários de hoje.
A resposta de André Vargas indica que, no PT 2.0, uma pessoa com a biografia de Olívio é um estorvo, tornando-se necessário colocá-lo ao alcance de qualquer suspeita.”
(*) Furungar é regionalismo gaúcho. Quer dizer remexer, xeretar. (Nota do blogueiro).