José Horta Manzano
Os sul-americanos
Os líderes mundiais presentes à tomada de posse do novo presidente argentino fazem parte da nata da ultradireita internacional. Como é natural e esperado, compareceram os chefes de Estado dos países próximos, tais como os presidentes do Chile, do Uruguai, do Paraguai e mais alguns. O rei da Espanha é outro que nunca deixa de prestigiar trocas de governo nas ex-colônias.
Os extremistas
Já os demais são personagens da extrema-direita. Começa com nosso conhecido Bolsonaro, figurinha caricata que conhecemos bem. O estranho presidente de El Salvador, aquele que uma vez mandou o exército invadir o parlamento de seu país, não deixou de comparecer. Viktor Orbán, o aprendiz de ditador da Hungria, também estava lá. É de se notar a presença de uma estrela ascendente do movimento europeu de extrema-direita: Santiago Abascal, líder do partido Vox e deputado no Congreso de los Diputados da Espanha.
O perigo das entrevistas
Já devo ter narrado episódios fora do comum criado por dirigentes políticos durante entrevista concedida no exterior. Com declarações fora de propósito, Lula já caiu nessa, Bolsonaro também, Macron idem, o Papa foi outro. Não sei o que acontece com essa gente quando está fora de casa. Parece que a língua se solta e acaba torcendo para o lado errado.
A vítima da vez foi señor Santiago Abascal, o ultradireitista espanhol. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, afirmou que os espanhóis estavam fartos do primeiro-ministro, Pedro Sánchez (socialista). Acrescentou que vai chegar o momento em que “o povo vai querer pendurá-lo pelos pés”.
A maldosa alusão ao destino terrível do líder fascista italiano Mussolini, que, já morto, foi pendurado pelos pés e de cabeça pra baixo num posto de gasolina de Milão, calou fundo na mídia espanhola. A violência verbal naquele país ainda não atingiu esse nível. A frase do deputado foi condenada por toda a classe política espanhola. Ficou patente a violência de todos os extremistas.





