Humor
Outras máximas ― 46
Quadrinhos ‒ 263
Máximas do Barão ― 35
Quadrinhos ‒ 262
Quadrinhos ‒ 261
Histórias da fronteira
José Horta Manzano
Era uma cidadezinha pequena, bem na fronteira com a Argentina. É domingo, e a Igreja fica cheia para a missa das 10h. Argentinos, brasileiros, até o prefeito. Começa o sermão:
‒ Irmãos, estamos hoje aqui reunidos para falar dos Fariseus, aquele povo desgraçado como esses argentinos que estão aqui.
‒ Ohhh! Um coro de indignação varreu a igreja. Os argentinos saíram xingando o padre. Houve briga na porta. O prefeito quase teve um ataque de apoplexia. Terminada a confusão, ele foi falar com o padre na sacristia.
‒ Padre, pega leve, os argentinos vêm para este lado, gastam nas lojas e nos restaurantes, trazem divisas para a cidade. Não faça mais isso.
Durante a semana a conversa na cidadezinha foi recorrente: o padre e o sermão do domingo. Aquele zum-zum-zum todo foi deixando as pessoas curiosas, todos querendo saber o que mais tinha acontecido.
Finalmente, vem o domingo. O prefeito vai até a sacristia para uma conversinha com o padre.
‒ Padre, o senhor lembra do que conversamos antes, não? Por favor, não arrume nenhuma encrenca hoje, certo?
Começa o sermão.
‒ Irmãos, estamos aqui reunidos hoje para falar de uma pessoa da Bíblia: Maria Madalena. Aquela mulher, a prostituta que tentou Jesus, como essas argentinas que estão aqui.
Não deu outra: pancadaria na igreja. Quebraram velas nos corredores, saíram tapas, socos e houve até atendimento no pronto-socorro da cidade. O prefeito novamente foi ao encontro do padre:
‒ Padre, o senhor não me disse que iria pegar leve? Padre, se o senhor não amansar, vou escrever uma carta à diocese e pedir a sua suspensão imediata.
Durante a semana, o tumulto foi maior ainda. As conversas eram frenéticas. Ninguém perderia a missa do domingo seguinte, nem por decreto.
Na manhã do domingo, o prefeito espalha soldados pela igreja e entra na sacristia .
‒ Padre, pega leve desta vez, senão te levo em cana!
A igreja estava abarrotada. Quase não se conseguia respirar de tanta gente. E o padre dá início ao sermão.
‒ Irmãos, estamos aqui reunidos hoje para falar do momento mais importante da vida de Cristo: a Santa Ceia.
O prefeito respirou aliviado. E o padre continua o sermão:
‒ Jesus disse naquele momento aos apóstolos: “Esta noite, um de vós Me trairá.” Então João perguntou: “Mestre, sou eu?” E Jesus respondeu: “Não, João, não és tu”. E Pedro perguntou: “Mestre, sou eu?” E Cristo respondeu: “Não, Pedro, não és tu.” Então Judas perguntou: “Mestre, acaso soy yo?”
Máximas do Barão ― 34
Visão do exterior
José Horta Manzano
A representação que os europeus se fazem das recentes eleições presidenciais brasileiras está sintetizada no traço de Patrick Chappatte, desenhista suíço.
A charge apareceu no New York Times dois dias atrás. O artista é colaborador permanente da grande mídia planetária. Desenha para o NYT, o alemão Der Spiegel, o suíço Le Temps, o francês Herald Tribune.
Quadrinhos ‒ 260
Falsos amigos ‒ 1
José Horta Manzano (*)
Para aqueles que acham que Espanhol é fácil, é bom saber que lá: Boliche se diz Bolos, Bolo se diz Bizcocho, Biscoito é Galleta, Cupcake é Madalena, Waffle é Gofre e Porra é Churros.
Pra piorar, Taza é Xícara, Copa é Taça, Vaso é Copo, Lentilla é Lente de contacto, Lentilha é Lenteja, Bolso da calça é Bolsillo, Bolsa de braço é Bolso e Bolsa é saco plástico de mercado.
Também é importante saber que: Cajones é Gaveta, mas Cojones não é algo legal. Pollo é frango, mas polla não é a mulher do galo. Carrera é Corrida, mas Corrida é… bem, deixa pra lá.
E se tudo isso parece esquisito, saiba que, na Espanha, Exquisito é Gostoso, Gostoso é Rico e gente adinheirada é Rica também.
(*) Com base nas informações de Andrea Martínez.
Quadrinhos ‒ 259
Dia da criança
Quadrinhos ‒ 258
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Quadrinhos ‒ 253
Como o diabo da cruz
José Horta Manzano
Para lavar 83 carros oficiais, a Câmara Federal mantém contrato com uma empresa externa. O custo mensal é de 538 reais por veículo. Enquanto isso, o valor médio cobrado por um Lava Jato de Brasília é de 30 reais por lavagem.
Por que a Câmara desperdiça tanto com uma terceirizada se poderia economizar até 80%? É evidente: Suas Excelências entram em pânico só de ouvir falar em Lava a Jato. Querem mais é passar longe.



















