Desmatamento

com Informações do jornalista Lauro Jardim, O Globo

O Brasil entrou na edição de 2022 do livro de recordes do Guiness como o país com a maior perda de floresta primária tropical da série histórica do Global Forest Watch, instituto especializado na observação da cobertura vegetal do planeta.

Entre 2002 e 2019, a perda foi de 24,5 milhões de hectares, ou seja, 7,1% da floresta primária(*) total que restava no país em 2001.

(*)Floresta primária é a cobertura originária, aquela que nunca foi tocada por atividades humanas. Apresenta alto grau de diversidade biológica, tanto na fauna quanto na flora.

Floresta secundária é aquela que, tendo sido usada durante algum tempo para agricultura ou pastoreio, foi abandonada, permitindo que o mato voltasse a crescer. É sempre melhor que um deserto, mas jamais voltará a contar com a mesma diversidade de vida animal e vegetal da cobertura originária.

Marquetagem

José Horta Manzano

Os marqueteiros que sustentaram o lulopetismo fizeram um trabalho de lisura discutível. Não se pode afirmar que, ao receber dinheiro sujo em contas no exterior, tenham primado por conduta ética. Assim mesmo, que se tire o chapéu para eles: eram inteligentes e imprimiam orientação segura à comunicação presidencial ‒ firmeza que anda fazendo muita falta atualmente.

Em seu blogue alojado n’O Globo, o jornalista Lauro Jardim anotou o comentário arguto que o publicitário Washington Olivetto deixou escapar dia destes:

«‒ Já reparou que o Lula quando virou presidente passou a se vestir como presidente e o Bolsonaro quando virou presidente passou a se vestir como Lula?»

Irretocável.

Sem chance

José Horta Manzano

Sabemos todos que pesquisa de opinião pode ser torcida, retorcida e distorcida conforme o que se está querendo ouvir. Os especialistas no assunto conhecem bem as manhas. Há perguntas que induzem o entrevistado a dar a resposta que se deseja. A ordem em que se apresentam as opções conta. Misturar nomes conhecidos do grande público com ilustres desconhecidos também tem importância. Há mil e um truques que pesquisadores não hesitam em utilizar.

Já faz algum tempo que tenho visto sondagens focadas nas eleições presidenciais de 2018, previstas para realizar-se para daqui a um ano e três meses. É cedo demais para sondar. Além disso, tirando o eterno candidato Lula, nenhum outro se declarou formalmente. Portanto, sem ao menos saber quem vai concorrer, como é possível chegar a resultado razoável?

Achei interessante que o nome da doutora Dilma não apareça em nenhuma das pesquisas. Seus direitos políticos foram mantidos, pois não? A doutora governou o país durante cinco anos. Por que, diabos, os institutos a eliminam arbitrariamente da lista de possíveis candidatos? E que dizer de doutor Temer então? Ainda que fosse destituído ‒ o que está longe de acontecer ‒, pode candidatar-se em 2018. Assim mesmo, não aparece em nenhum cenário.

Em compensação, aparecem figuras como Luciana Genro, Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado que, convenhamos, pouca gente conhece. Francamente, em matéria de parcialidade, a mais recente pesquisa eleitoral parece imbatível. Falando em imbatível, o Lula aparece com 30% dos votos no primeiro turno, independentemente do nome dos concorrentes. É possível que nem a inclusão da doutora e do atual presidente viesse a modificar o resultado.

Como contrapeso, saiu ontem pesquisa do Instituto Paraná. Foi divulgada pelo blogue de Lauro Jardim, alojado no jornal O Globo. Aos entrevistados não foi perguntado em quem votariam. Mais sutil, o instituto quis saber se o sondado achava que, pelas denúncias já apuradas, há motivos para o Lula ou doutor Temer serem presos. Aí vem a surpresa: 62% dos entrevistados acham que o Lula deve ir para o xilindró ‒ perto de 2 em cada 3 brasileiros! Só doutor Temer bate nosso guia. De cada 5 eleitores, 4 acham que o lugar dele também é na cadeia.

Agora comparemos. No primeiro turno, o Lula mantém, em qualquer cenário, seus 30% de eleitores fiéis. Vamos admitir. No entanto… 62% querem mais é vê-lo atrás das grades. A conclusão se impõe. Por mais que nosso guia caído apregoe, não teria possibilidade nenhuma de ser eleito caso a eleição fosse agora. Dado que será daqui a 15 meses, a situação só tende a piorar. Para ele.