Hitler & Mussolini

José Horta Manzano

Giorgia Meloni é a primeira-ministra da Itália. Afiliada a um partido de extrema-direita, já chegou a ser acusada de enaltecer o fascismo – denúncia que ela hoje rejeita. Chegou à chefia do governo italiano pelo fato de sua coligação ter obtido maioria nas últimas eleições parlamentares.

Em princípio, o que se espera de um governante alinhado com a direita extrema é um distanciamento com relação à guerra na Ucrânia, no estilo que Lula vem adotando. Espera-se uma posição dúbia, hesitante, hipócrita, “em cima do muro” – como o posicionamento de Luiz Inácio, que vem embaçando a lucidez que se espera do governante de um grande país como o nosso.

Pois pasmem! Signora Meloni mostrou que, apesar de seu metro e sessenta, tem coragem pra dar e vender. Na cúpula UE-Celac desta semana,  ao dirigir-se ao plenário, falou da guerra de Putin. Disse que, durante as reuniões da cúpula, ouviu muito falar de “paz”, mas que é importante dar a cada palavra seu verdadeiro significado. Mandou:


“A palavra paz não pode ser confundida com a palavra invasão.”


E continuou, com clareza:


“Considero que a guerra na Ucrânia, além de ser nova guerra colonial, é também uma guerra declarada contra os mais frágeis. E constatamos isso com a não-renovação do acordo de exportação de cereais ucranianos.”


Isso é que é uma fala clara, contundente. A primeira-ministra, apesar de depender do gás russo, posicionou-se nitidamente em favor da pobre Ucrânia. Preferiu o lado civilizado da História.

Está passando da hora de Luiz Inácio meditar sobre a catástrofe humana que ele está apoiando. Seu erro é tão brutal quanto teria sido Getúlio Vargas errar de lado e declarar apoio a Hitler e Mussolini.

Vargas escapou por pouco, mas Lula não fugirá ao veredicto da posteridade.

Um pensamento sobre “Hitler & Mussolini

  1. Saiu um Brucutu e entrou outro, mais ignorante, demagogo e mentiroso, falador de asneiras pelo mundo, amigo de empreiteiros corruptos, que já receberam a senha. Brucutu falou que quer o acordo União Europeia com Mercosul, mas deixou as obras governamentais fora, deixando o Ministério de Transportes na mão da família Renan Calheiros. JÁ VIU NÉ!

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