Folha de S. Paulo, 2 jul°
Considerar PCC e CV terroristas pode ajudar a combater lavagem de dinheiro, diz diretor de banco
Não discordo desse senhor. No combate da lavagem de dinheiro, toda ajuda é sempre bem-vinda. Mas continuo achando que o problema não é colar ou deixar de colar, nas organizações criminosas brasileiras, a etiqueta de “terroristas”. Na vida real, a nova etiqueta não muda grande coisa. As organizações criminosas continuam sendo o que sempre foram: um bando de criminosos que se dedicam a lucrar bilhões, por meios ilegalidades e ilícitos, sempre à custa do honesto cidadão.
Quanto aos castigos e punições que possam vir de Washington, elas têm vindo de qualquer maneira. Nosso país foi punido com taxas de importação exorbitantes. Um magistrado do STF, mesmo sem ter sido acusado de “terrorismo”, foi castigado com os rigores da Lei Magnitsky. Portanto, entende-se que a arbitrariedade e a brutalidade da administração americana cai como raio da morte (ou da vingança) sobre a cabeça que quem lhes aprouver, sem necessidade de a vítima ser terrorista.
Cuidar dos próprios bandidos é função de cada país civilizado. Não vamos nos enganar: um Brasil civilizado ainda é esperança, não realidade. Assim mesmo, cabe ao Estado brasileiro combater suas próprias mazelas. Em caso de necessidade, autoridades estrangeiras podem sem solicitadas por Brasília para dar uma mão. O que não está correto é que estrangeiros tomem a iniciativa de combater nossos criminosos, deixando autoridades brasileiras em curto-circuito. Mal comparando, seria como se a polícia italiana tivesse vindo ao Brasil raptar Cesare Battisti, fugitivo do sistema judiciário peninsular. Não tem cabimento.
Nosso grande problema é que há forte intimidade entre os que detêm o poder e os que detêm as Kalashnikov. Os dois campos se esfregam na calada, o que dificulta ou impede ações policiais.
O Globo, 2 jul°
Messi cai na gargalhada ao passar por revista de segurança em aeroporto
A toda a hora surge um exemplo de que não somos todos iguais, mas que uns são bem mais iguais que outros.
Agora experimente vosmecê fazer como Messi da próxima vez que passar pela alfândega americana. Solte uma gargalhada na cara do guarda. Vai passar algumas semanas nas masmorras americanas. Dependendo do caso e do humor dos que mandam, ainda será julgado e condenado.
O Globo, 2 jul°
Como escolher a escola do seu filho sem cair em armadilhas
Como é que é? Cair em armadilhas? No meu tempo, não se imaginava que escola pudesse ter “armadilhas”. Isso era pra apanhar rato.
Folha de S. Paulo, 2 jul°
Único ex-presidente da Assembleia do RJ que não foi preso neste século costura retorno em 2027
Este último cabeçalho serve para alimentar aquela lenda de “Brasil civilizado”.
