gaúcho
Prato do dia
Máximas do Barão ― 29
«Testamento de pobre se escreve na unha.»
Apparicio Fernando de Brinkerhoff Torelli, o “Barão de Itararé” (1895-1971), humorista gaúcho.
Vida cruel
Espetáculo frustrado
Jogo dos sete erros
José Horta Manzano
Segunda-feira de Carnaval. Na redação do jornal, saíram todos: chefe, subchefe, vice-chefe, auxiliar do chefe. Nem o pretendente a chefe ficou. Sobrou para os estagiários.
Jacques, gaúcho trilegal e leitor fiel do blogue, costuma prestar atenção ao que lê na mídia. Ficou ‘estarrecido’ ‒ como costuma dizer aquela em quem vocês estão pensando ‒ com o que encontrou. A edição gaúcha do G1 traz uma coleção de fazer inveja.
Alguns são modismos, outros são imprecisões, outros, ainda, erros primários. A Pátria Educadora continua arreganhando os dentes. Cariados.
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Estado (da Federação) pede letra maiúscula.
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Fazer foto? Soa esquisito. Este blogueiro é do tempo em que ninguém “fazia” foto. Foto se tirava.
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É irritante ver o verbo seguir usado como sinônimo de continuar. Seguir sugere algum movimento: seguir em frente, seguir alguém, seguir um desfile. No presente caso, o barco está imóvel debaixo d’água há dez dias. Seguir não serve. Substitua-se por continua, permanece, está, perdura, mantém-se.
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Como todo nome próprio, Carnaval, que é nome de festa, pede inicial maiúscula.
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Não contente com o sumiço do til, o escriba transformou o feriado numa ferida. Uma grande ferida. Um feridão!
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Numa curta chamada, três reparos.
Primeiro: não se ateia fogo em, ateia-se fogo a.
Segundo: o cobrador não foi ferido após o assalto, mas no assalto.
Terceiro: dizer que “o suspeito“ fugiu com o dinheiro é exagerar no politicamente correto. Não se pode dizer assaltante? Ou será que tem de esperar que o processo transite em julgado?
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Pronto, aqui está a cereja em cima do bolo. O termo óculos, redução da expressão par de óculos, é plural. Sempre. Os linguistas chamam a esse fenômeno pluralia tantum. Não se assuste. Diga os óculos, meus óculos, seus óculos. Vai acertar.
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Um pouco d’arte ― 72
Um pouco d’arte ― 70
Um pouco d’arte ― 68
Parece que passou
No consultório
Os 111 anos de um marco do rádio
Hamilton Almeida (*)
Há 111 anos, na cidade de Washington, a capital dos Estados Unidos, um acontecimento silencioso estabeleceu um dos marcos da história das telecomunicações, ainda que não seja devidamente valorizado.
No dia 11 de outubro de 1904, o Departamento de Patentes, hoje chamado US Patent & Trademark Office, outorgou a carta-patente da invenção do WaveTransmitter (Transmissor de Ondas) ao padre cientista brasileiro Roberto Landell de Moura (1861-1928).
O Transmissor de Ondas era capaz de transmitir voz humana, música, quaisquer sons, à distância, sem fios. Nascia ali o aparelho precursor do rádio! Naquela época, o que existia de mais moderno nas telecomunicações era o telégrafo sem fio, invenção patenteada por Marconi, na Inglaterra, em 1896.
Examinado com o olhar atual, o rádio do padre Landell atingia uma larga faixa do espectro de radiofrequência, sendo captado, inclusive, na faixa de FM. A reprodução da voz não era perfeita e nem se podia esperar mais do aparelho pioneiro. Importante, contudo, é seu significado histórico.
Padre Landell também havia patenteado o rádio no Brasil (em 1901) e não recebeu nenhum apoio para industrializá-lo, nem mesmo após o reconhecimento nos EUA. Foi um raro inventor, um gênio, porém sem glória!
Nos EUA, onde ficou três anos e meio, fez pelo menos uma experiência de radiodifusão para poder ter direito à carta-patente. Sabe-se que residiu e montou um modesto gabinete de física no distrito de Manhattan, em Nova York.
Recebeu correspondência na famosa avenida Broadway nº 80. Atualmente, está erguido ali um enorme edifício com agências do BNY Mellon Bank e do Chase Bank. Bem perto, está a igreja anglicana Trinity Church, um marco da cidade, em pleno centro financeiro.
Antes de patentear suas invenções, padre Landell realizou várias experiências públicas na cidade de São Paulo para sensibilizar potenciais investidores: entre o Colégio Santana e a Ponte das Bandeiras, entre a avenida Paulista e a colina de Santana, por exemplo. Mas ficou à margem da história.
(*) O paulista Hamilton Almeida é jornalista e escritor. O artigo foi escrito especialmente para o Portal dos Jornalistas.
Um pouco d’arte ― 54
Manual do usuário
Efeito colateral
Um pouco d’arte ― 50
Gaúchos opinam
José Horta Manzano
O jornalista Políbio Braga repercute pesquisa realizada estes dias pelo Instituto Paraná Pesquisas. Trata da intenção de voto do eleitorado gaúcho, caso eleições para presidente da República fossem realizadas hoje.
Dos candidatos propostos, os eleitores escolheram na seguinte ordem:
Aécio Neves 43,8%
Lula da Silva 19,5%
Marina Silva 14,7%
Ronaldo Caiado 3,4%
Eduardo Cunha 2,8%
Nenhum deles 7,9%
Indecisos 7,9%
Quando o nome de Aécio Neves for substituído pelo de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, o resultado embolou. Assim mesmo, o amargor dos gaúchos pelo pífio desempenho do governo nos últimos 12 anos se reflete nas declarações de voto a nosso guia.
Fica assim:
Geraldo Alckmin 29,9%
Lula da Silva 20,7%
Marina Silva 20,3%
Eduardo Cunha 5,0%
Ronaldo Caiado 4,3%
Nenhum deles 10,4%
Indecisos 9,4%



















