José Horta Manzano
No verbete ‘Educação’, o Dicionário Houaiss é claro. Garante que:
“Educação é a aplicação dos métodos próprios para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano.”
Ministro da Educação é o profissional que vela pela aplicação e pelo bom cumprimento das diretivas mestras relativas à Instrução Pública nacional. Como sabemos, nosso ensino é laico, obrigatório e gratuito.
Diretivas elaboradas num ambiente como o Estadão descreve, sem música mas com acompanhamento de gritos e socos na mesa não podem dar bons frutos. Para começar, de onde saiu essa gente que, para se entender, recorre a gritos e a socos na mesa? Serão trogloditas que o capitão esqueceu de levar na bagagem?
O presidente da República (e seus assessores) têm absoluta necessidade de dar maior atenção à escolha dos que cuidam da Educação nacional. É um terreno por demais importante para ser largado nas mãos de gente que, contrariada numa reunião de trabalho, arregaça as mangas e chama pra briga.
Indivíduos que só conseguem se entender no grito e na pancada não servem para estruturar a Instrução Pública. Seja qual for o motivo do barraco, teriam de ser demitidos imediatamente.
“Dor de cabeça” ou “problemas familiares” não servem como desculpa para a violência no trato profissional.

Povo educado não vota em demagogo populista. Essa nunca foi nem será a prioridade do PT.
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A agressividade é um comportamento que se tornou comum no nosso país
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É, já me disseram. Mas a gente sempre espera que não passe de comportamento de botequim. Infelizmente, não é assim.
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O drama faz-me lembrar da frase do sociólogo Darcy Ribeiro: “A educação no Brasil não é um problema, é um projeto.”
Cargos em qualquer governo é voltado para acolher demandas dos partidos, em troca de apoio no “parlaminto”. Além dis cargos públicos indicados, muita grana também está no pacote, maquiada com diversos nomes: emendas parlamentares, orçamento secreto, etc. Essa grana, que os políticos dizem que irá para suas bases, na verdade vai para o bolso dos próprios.
O atual ministro dos Portos e Aeroportos é Pernambuco, da minha região, um boyzinho galã mas ordinário. Filho de um dos coronéis da política pernambucana, Sílvio Costa, o pai. O boy é formado em Pedagogia pela Universidade Católica de Recife. Tem tudo a ver com Portos e Aeroportos. Recentemente o governo prometeu passagens aéreas nacionais por 200 reais, como se o mercado e a livre iniciativa pudessem ser controlados pelo bel prazer do Estado. Por trás disso está uma isenção de taxas de juros sobre dívidas das companhias aéreas com o poder público. Os seja, os contribuintes sempre pagam a conta.
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Pois é, está difícil nos livrarmos do regime de capitanias hereditárias. As benesses são distribuídas aos amigos do rei, que as deixam para seus herdeiros. E assim por diante, de geração em geração, do descobrimento até hoje. E nada indica que amanhã será diferente.
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Corrigindo a frase do Darcy Ribeiro: “O problema da Educação no Brasil não é problema, é projeto.”
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