Desequilíbrio

by Kleber Sales

José Horta Manzano

Os diplomatas são discretos por dever de ofício. Não são eles que farão comentários sobre a preleção que o capitão lhes deu ontem. Qualquer palavra que dissessem seria comprometedora. A mensagem que transmitirão aos respectivos governos é de que o presidente do Brasil, ao conspurcar a imagem do próprio país, cometeu um flagrante crime de responsabilidade.

De toda maneira, que venha dos embaixadores que estavam presentes ou dos plebeus, como nós outros, seres pensantes que não fomos convidados, o comentário será unânime: “Que papelão!”.

Mais uma vez, o presidente expõe o fundo de sua personalidade e deixa patente sua imbecilidade e seu desequilíbrio. É um ser atormentado. O infeliz não se dá conta da incoerência de seus ataques ao sistema de voto brasileiro. Se foi eleito para a Presidência por um sistema fraudado, é sinal de que a fraude o favoreceu. Por que razão não o favoreceria de novo?

Parece que até os círculos de devotos mais chegados estão começando a se cansar desse fluxo incessante de baboseiras. Se até eles estão irritados, imagine nós. O discurso de Bolsonaro é o discurso de um derrotado. A cada pronunciamento desse tipo, ele deve perder milhares de votos.

Em artigo de hoje, Eliane Cantanhêde equacionou com precisão: “A grande ameaça à democracia, à eleição e à imagem do País não é a urna eletrônica, é o presidente da República”.

Dê-me sua opinião. Evite palavras ofensivas. A melhor maneira de mostrar desprezo é calar-se e virar a página.

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