Quem bebe soviete não repete

Fernão Lara Mesquita (*)

Segundo dona Dilma, «Os casos da Venezuela e da Ucrânia são absolutamente díspares».

GrapetteSem dúvida nenhuma.

A Venezuela quer sair de qualquer jeito de onde a Ucrânia já esteve e a Ucrânia não quer voltar de jeito nenhum para onde a Venezuela está, nem por todas as «conquistas sociais» do bolivarianismo que fazem a nossa presidente continuar hesitando no meio do tiroteio e dos corpos caindo. Conquistas multiplicadas por mil.

Vamos esperar que ela não dê uma de Vladimir Putin escondendo o Yanucovitch dos venezuelanos quando o povo de lá se livrar dele.

(*) Fernão Lara Mesquita é jornalista. Edita o site http://vespeiro.com/

Sintonia com o 13 de maio

José Horta Manzano

A pluma crítica do arguto Elio Gáspari assesta, este domingo, um tiro certeiro na promiscuidade, cada dia mais visível, entre o atual governo brasileiro e a dinastia cubana. Sinto-me extremamente honrado de fazer parte do mesmo clube que o grande jornalista da Folha.

Com um tom bem menos aveludado que o meu, Gáspari vai direto ao ponto. Aqui está um excerto do artigo:

Interligne vertical 10«O ADVOGADO-GERAL DE FIDEL CASTRO

O doutor Luís Inácio Adams informou que os médicos cubanos que vêm para o Brasil não terão direito a asilo político caso queiram se desvincular da ilha comunista. Nas sua palavras: “Me parece que não têm direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos”.

Num país que teve um presidente asilado (João Goulart) e centenas de cidadãos protegidos pelo instituto do asilo, Adams nega-o, preventivamente, a cubanos. Isso numa época em que o russo Vladimir Putin concedeu asilo a um cidadão acusado pelo governo americano de ter praticado crimes e a doutora Dilma tem um asilado na embaixada brasileira em La Paz. Noves fora a proteção dada a Cesare Battisti, acusado de terrorismo pelo governo italiano.

A tradição petista vai na direção desse absurdo. A Polícia Federal já deportou dois boxeadores cubanos durante a gestão do comissário Tarso Genro no Ministério da Justiça. (Eles foram recambiados e fugiram de novo.)

O próprio governo castrista já permitiu a saída de cidadãos para a Espanha. A vigorar a Doutrina Adams, o Brasil transforma-se numa dependência do aparelho de segurança cubano.»

A sequência está na Folha de São Paulo de 25 ago 2013.