Espero não ter que retornar antes

José Horta Manzano

Já nos tempos de Aristóteles, 2400 anos atrás, ensaiava-se a enumeração dos principais vícios da humanidade. Séculos mais tarde, o cristianismo tratou de catalogá-los. Ficou determinado que os desvios de comportamento que geram todos os males do comportamento humano são em número de sete.

A Igreja lhes dá o nome de sete “pecados capitais”, mas seria mais apropriado falar em “vícios capitais”. O vício é um desvio de comportamento que, na própria doutrina católica, pode dar origem a um ato pecaminoso.

A ordem em que esses vícios (ou “pecados”) são enumerados pode variar. No entanto, nas línguas da Europa cristã, a sequência mais frequente é esta: soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça.

Como se vê, a soberba aparece sempre no topo da lista, prova da importância que a doutrina lhe dá. Esse primeiro lugar ocupado pela soberba engloba uma família de variações: orgulho, vanglória, presunção, arrogância, empáfia, fatuidade, vaidade – todos aparentados.

Como já tinham notado os antigos, a soberba é atitude a evitar. Não traz nada de bom. Pra piorar, cutuca o destino, que é capaz de pregar peças cruéis.