“Trumptruppen”
Neologismo surgido na imprensa italiana em janeiro passado, logo em seguida ao assalto que os apoiadores incondicionais do presidente em fim de mandato deram ao Capitólio de Washington.
A formação da palavra é deliciosamente híbrida. O primeiro elemento (Trump), evidentemente, é o sobrenome do presidente americano. Já a segunda parte (truppen) não vem da língua inglesa, tampouco da italiana. Vem do alemão. Truppen é o plural de Truppe, que significa tropa.
Portanto, “Trumptruppen” dá nome àquela horda de gente fina que tomou de assalto o Congresso dos EUA em 6 de janeiro passado. São as tropas de Trump. Essa repetição de “tr” torna o som da expressão cortante como rajada de metralhadora. Combina com Trump, um personagem pesadão.
Além de provocar uma onomatopeia estimulante, o alemão Truppen soa mais belicoso que o inglês troops.
O sonho de nosso capitão tupiniquim é incentivar a criação de um similar nacional que possa repetir, em Brasília, a façanha da tropa original americana. Não será fácil.
Forjados pelo clima rude e pelo vento cortante das grandes pradarias, os integrantes das “Trumptruppen” são aguerridos. Já nossos devotos, moldados pelo mormaço tropical, são menos convictos que os originais.
Não precisa ter bola de cristal. Pode-se apostar que não veremos nunca as “Bolsonarotruppen” em ação.

Parece que já temos as Trunktruppen – caminhoneiros bolsonaristas que fecharam as rodovias em 14 estados e que ironicamente se recusam a acabar com o protesto porque o Mito informou que eles estão atrapalhando a retomada da economia. Muitos já estão chamando o capitão de “frouxo” (um xingamento inaceitável para quem se julga “imbrochável”) por causa dessa decisão
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“Aqui se faz, aqui se paga” — já diziam os antigos. O efeito bumerangue é lei universal.
Aliás, se ele se diz “imbrochável”, é sinal de que já está começando a sentir os efeitos de não o ser. Não passaria pela cabeça de um jovem dizer algo assim.
Somos todos iguais. Um homem que, como ele, se aproxima da setentena não tem mais o vigor da longínqua vintena. E, daqui pr’a frente, não vai evoluir no bom sentido. E ele sabe disso.
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Só afirma ostensivamente a infalibilidade de sua própria virilidade quem duvida dela. Garanto que nem aos 20 ele conseguia encontrar prazer no exercício de sua sexualidade. Isso acoplado à contínua crítica da homossexualidade indica apenas que ele não se permite buscar parceiros mais afinados com sua macheza.
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Se a doutora garante, há de ser verdade.
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Truck e não trunk, sorry
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Bien entendu, j’avais compris.
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