Pichação

José Horta Manzano

Chamada da Folha de São Paulo, 29 jan° 2017

Chamada da Folha de São Paulo, 29 jan° 2017

O mano tem razão. Acertou na mosca. O que falta é educação ‒ em todos os sentidos.

Educação cívica
Não vandalizar a paisagem urbana pra satisfazer seu diminuto ego.

Educação básica
Não causar dano a propriedade alheia.

Educação de bom senso
Não provocar a exasperação da esmagadora maioria dos concidadãos, que preferem uma cidade limpa. Não é inteligente botar a cidade inteira contra si.

Educação escolar
Pichação se escreve com ch, não com x.
Xô, ignorância!

Interligne 18cO mano tem razão:
O que falta é educação.

3 pensamentos sobre “Pichação

  1. Frequento um parque aqui na zona leste de São Paulo e hoje se reuniram uns vinte “grafiteiros”. Tomaram conta dos muros do parque e em volta, dos muros das casas.
    Um deles, língua presa, disse num microfone, acho que para que os vinte gatos pingados ouvissem melhor:
    “Mano, é nóis, Cidade Linda é cidade colorida. Tamo junto e misturado”.
    Penso que estão a maioria dessa minoria, defendendo seu ganha pão. Assistindo a alguns documentários e entrevistas e convivendo ao longe com estes, cheguei a conclusão que evoluíram, se aperfeiçoaram e da pichação passaram para o grafitti. Sendo um hobby o grafitti e já que a adolescência é uma fase, fizeram o grafitti de profissão. Hoje, notei que dos vinte gatunos, uns quinze tinham já seus quarenta anos.
    Então pra divulgar sua profissão, por meio do programa “Cidade Abandonada” do Haddad, e de toda essa atmosfera “inha” permissiva dos últimos treze anos, fizeram sua divulgação. Divulgação de suas “artes” talvez, para eles, seja direito adquirido. Vez em quando devem pegar um troco de um trampo ou outro, fazendo a frente do comércio local, o que ajuda a sustentar suas necessidades básicas e alguns deles sustentam seus vícios.
    É como comentou, estão colocando contra si uma cidade inteira. Eu que gosto de escrever, se enfiasse na minha cabeça que o mundo tem que conhecer a minha arte na escrita e resolvesse escrever tudo o que penso nos muros de São Paulo, seria enviada de volta ao Ceará em dois tempos. Ainda bem que conquistei um ofício em que não precise apelar para o ganha pão.
    Então, realmente o que falta, como acertou em cheio o mano cuja pichação ilustra seu post, o que falta é educação…
    Só não concordo com o mano do parque que deu a entender que o melhor meio de manter a cidade alegremente colorida é a pichação ou graffiti. Minha casa por exemplo, é bem colorida sem ser grafitada ou pichada.

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    • Michèle,

      Em países mais civilizados, a gente tem de pedir autorização da prefeitura até para pintar a casa ou as venezianas. Quem quiser pintar de cor diferente da existente, tem de conseguir autorização. E quem decide não é o prefeito sozinho, o assunto passa na reunião dos conselheiros municipais. Geralmente, o pedido é aprovado, a não ser que entre em choque frontal com a harmonia do bairro. O encanto dos vilarejos europeus que a gente vê em cartão postal não cai do céu não. É resultado de respeito às regras e de conduta disciplinada de cada cidadão.

      No Brasil não é assim. Cada um faz como quer. A isso chamam liberdade. Ok, seja. Vamos de liberdade, já que é assim que o povo a concebe.

      A liberdade de um, como se sabe, termina exatamente onde começa a do próximo. Se o pichador quiser emporcalhar a própria casa, que o faça. Afinal, não precisa de autorização de ninguém. O que não aprovo é vandalizar o bem alheio, público ou privado, sem autorização.

      Quanto ao nome da «arte», podem chamar de pichação ou de grafitti, ao gosto do freguês. Pra mim, o nome será sempre sujeira.

      Curtido por 1 pessoa

      • Então, acho interessantes alguns murais feitos pelo Kobra. Mas, confesso que não é o tipo de “arte” que me faz parar a vida para a contemplação ou reflexão na capacidade do ser humano se superar e surpreender. É uma sensação parecida com a que tenho em feiras locais de artesanato. Considerando que, de fato a maioria dos rabiscos não tenham nenhum valor cultural, social, artístico, mas, apenas ao próprio louco que o rabiscou deixando sua “cor” na cidade, vejo aqui o maior exemplo da teoria da janela quebrada e sim, a necessidade de combater – a sujeira. Grande abraço!
        https://jus.com.br/artigos/36275/teoria-das-janelas-quebradas-na-criminologia/1

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