O Brasil não inventou a cretinice

Martha Batalha (*)

A cretinice é antiga, e contemporânea. Enquanto o Brasil é impedido de tirar do poder uma quadrilha de milicianos devido a um congresso e a juízes comprados, Steve Bannon, estrategista político que ajudou Trump a vencer as eleições, criou uma escola de formação de líderes populistas.

Cinco mil pessoas de todo o mundo se inscreveram para participar. Cinco mil cretinos, dos quais setenta e dois foram escolhidos para aprenderem os fundamentos dos governos populistas e se tornarem líderes de extrema direita em seus países.

O nome do curso é Escola de Gladiadores. O nome do órgão que coordena o curso é Instituto para a Dignidade Humana. Existe algo mais cretino do que sugerir que a dignidade do mundo será alcançada através do empenho de gladiadores? Imagino alguns ensinamentos, como convencer eleitores de que as notícias são mentira e que as mentiras são notícia. Ou gritar “Comunista!” para qualquer pessoa que questione o que é dito.

(*) Martha Batalha é jornalista e escritora. O texto foi extraído de artigo publicado n’O Globo em 7 jul° 2021.

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