Derrota concedida

José Horta Manzano

Uma expressão estrangeira mal traduzida é um problema. Se ela for repetida e repetida, dia após dia até a exaustão, torna-se um problemão.

Donald Trump, o irritante personagem que (ainda) preside o Executivo americano, tanto fez, que acabou perdendo uma reeleição que parecia uma barbada.

Nos EUA, faz duzentos anos que o candidato perdedor, por mais grosseiro que seja, apeia do cavalo, deixa de lado seus modos de caubói e cumprimenta o vencedor, desejando-lhe boa sorte.

Mas Trump é mais caubói que os outros. Além de tosco, mostra ser pouco inteligente, ao não se dar conta da imagem que deixará nos livros de história. Recusa-se a cumprimentar o vencedor.

Todos os artigos que li na mídia dizem que ele se recusa a «conceder a derrota». Bobeiam feio.

Em nossa língua, o verbo conceder não tem valor idêntico ao que tem em inglês. Não há lógica em dizer “conceder derrota”. O original «to concede defeat» será traduzido por reconhecer a derrota.

Quem preferir, pode usar também: admitir a derrota ou assumir a derrota. Ou entregar os pontos, metáfora esportiva que diz a mesma coisa.

Dê-me sua opinião. Evite palavras ofensivas. A melhor maneira de mostrar desprezo é calar-se e virar a página.

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