Comida robada

José Horta Manzano

Para continuar no país vizinho, uma notícia comovente. Aconteceu na cidade de Posadas, província de Misiones, Argentina ‒ situada a uma centena de quilômetros da fronteira brasileira.

Uma sexagenária foi flagrada roubando mercadoria de um supermercado. A segurança do estabelecimento chamou a polícia. Aos policiais, a aposentada contou, aos prantos, que tinha tentado roubar comida porque estava com fome e não tinha o que comer nem dinheiro pra comprar. Disse também que, além de se encontrar em situação de extrema pobreza, tem em casa dois parentes inválidos que dependem dela para sobreviver.

Ao ouvir o relato, os policiais se comoveram. Fizeram uma vaquinha e pagaram, do próprio bolso, a despesa da acusada. Em seguida, conduziram a idosa até a casinha modesta onde vive, na periferia da cidade.

A história, trivial em nossa parte do mundo, dá dois recados. O primeiro é dramático: em pleno século XXI, ainda há gente que passa fome. O segundo é mais animador: quando confrontado com a aflição de um necessitado, o homem é capaz de gesto altruísta.

Vamos torcer para que, tanto lá quanto cá, haja cada vez menos necessidade de gestos pessoais altruístas para dar de comer a quem tem fome.

Dê-me sua opinião. Evite palavras ofensivas. A melhor maneira de mostrar desprezo é calar-se e virar a página.

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