Novilíngua – 3

José Horta Manzano

Foto publicada pelo Estadão, 14 dez° 2015

Foto publicada pelo Estadão, 14 dez° 2015

Este blogueiro é do tempo em que se tomava mais cuidado ao traduzir despachos chegados do estrangeiro.

Quanto aos vegetais comestíveis fotografados, faz oitocentos anos que têm nome genérico em nossa língua.

Quanto à metrópole indiana, foi batizada com nome próprio pelos primeiros portugueses que lá desembarcaram quinhentos anos atrás.

Revista e melhorada, a legenda da foto fica assim: “Vendedor de legumes espera por clientes em sua barraca num mercado de Bombaim, na Índia.”

4 pensamentos sobre “Novilíngua – 3

  1. –Caro senhor Manzano,

    em referência ao meu comentário a respeito das dificuldades que encontrava ao navegar em seu blog, Parece que descobri a causa. Segundo o google crhome é falta de memória na máquina…. fiz o teste…. iniciei meu computador e fui direto para o brasildelonge e zás… nada de erro… naveguei normalmente. Lembro que em outras ocasiões ao acessar o brasildelonge estava com inúmeras janelas abertas…. esse é o mundo da informática…. minha curiosidade me levando a aprender mais alguma coisa.

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  2. Também eu não gosto de traduzir “vegetables” como “vegetais”. Prefiro “legumes”. Sinceramente, não sei por quê. Mas tenho posição forte quanto a isso. Em relação a “Mumbai” e “Bombaim”, lembro-me vagamente de ter lido que o nome daquela cidade indiana mudou alguns anos atrás. Mas não sei se mudou só em inglês… Conforme a Wikipédia, “Bombaim[1] ou, oficialmente, Mumbai (em marata: मुंबई; transl.: Mumbaī; em inglês: Mumbai ou Bombay) é a maior e mais importante cidade da Índia.”.

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    • João,

      Sei que a União Indiana deixa a cada Estado a liberdade de conceder a um ou mais idiomas o estatuto de língua oficial regional. Dado que não tenho grande familiaridade com as línguas daquela região, baseio-me no que leio aqui e ali.

      A informação que tenho é de que cada uma da trintena de línguas oficiais indianas se desdobra em numerosas variantes. Assim, a língua marathi – falada por uma multidão de 72 milhões no Estado de Maharashtra! – utiliza duas formas para o nome da capital regional: मुंबई (pronúncia: mumbaī) e बम्बई (pronúncia: bambaī).

      Consta que, já em 1509, os portugueses deram com os costados naquelas bandas. Tudo indica que tenham retido, ao nomear a cidade, a variante «bambaī», que acabou desembocando em Bombaim. Desde então, todas as línguas europeias tomaram exemplo no português e adaptaram o nome da cidade à própria fonética – daí o Bombay ainda em vigor em francês e espanhol.

      De uns tempos pra cá, os ingleses abandonaram a forma tradicional Bombay e adotaram a variante Mumbai. Não me parece motivo válido para nos impelir a fazer o mesmo. Continuo com Bombaim e não abro.

      O mesmo vale para Pequim e Birmânia.

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