As vigílias

José Horta Manzano

Champanhe na geladeira, peru no forno, castanhas e avelãs sobre a mesa, rabanada preparada, é o réveillon que chegou. Época de confraternização, de alegria e de bons propósitos para o novo ano.

Réveillon – mas de onde é que vem essa palavra tão repetida e tão exótica? Pois é francesa. É da família do verbo latino vigilo, que significa estar desperto.

Em nossa língua, a parentela é extensa: vigia, vigiar, vigilante, velar, vigília (véspera de certas festas religiosas). Vela e velório fazem parte do clã. Todas essas palavras carregam o sentido de cuidar, de não estar dormindo.

Reveillon 1No Brasil, associamos o réveillon unicamente à noite de fim de ano. Já os franceses dão sentido mais amplo. Em princípio, qualquer noite em que se vai para a cama mais tarde poderia ser chamada de réveillon. O uso, no entanto, é dar esse atributo a duas noites especiais. A primeira é a noite de Natal, réveillon de Noël – a vigília de Natal. A segunta é a noite da passagem de ano, dita réveillon de la Saint-Sylvestre.

Bom réveillon a todos e boas-entradas, como se dizia antigamente. Que 2019 seja alegre, sorridente e traga muita saúde!