Trompe-l’œil ‒ 3

José Horta Manzano

O japonês Akiyoshi Kitaoka (1961-) é professor de Psicologia no College of Letters da Universidade Ritsumeikan, em Kyoto (Japão). Há décadas vem-se especializando no estudo da percepção visual e de ilusões de óptica. Seus trabalhos demonstram que é possível «trapacear» com a visão humana, em especial a visão periférica.

Como se sabe, nossa visão bruta está longe de ser perfeita. As imagens que captamos precisam ser processadas pelo cérebro para fazerem sentido. Ao manipular as informações de que o cérebro necessita para interpretar o quadro, os desenhos do cientista conseguem dar um «nó nos miolos». Acabamos enxergando movimento em imagens estáticas.

Passeie os olhos pela imagem. Os círculos parecem distorcidos, embora sejam todos perfeitamente redondos.

Passeie os olhos pela imagem. As rodas parecem girar, uma em sentido horário e a outra ao contrário. É tudo ilusão, porque estão imóveis.

Passeie os olhos pela imagem. Os quadrados parecem se mover, os de cima para a direita e os de baixo para a esquerda. Todavia, estão perfeitamente imóveis.

A roda parece girar no sentido horário. Pois está perfeitamente parada.

Inquieto, o centro da imagem parece pulsar. É pura ilusão. Está perfeitamente fixo. Clique, amplie e constate.

Nota
Trompe-l’œil (literalmente ‘engana-olho’) é a expressão francesa para ilusão de óptica.

 

Trompe-l’œil ‒ 2

José Horta Manzano

A imagem reproduzida abaixo é formada pela justaposição de duas fotos. Tanto a foto da esquerda quanto a da direita são idênticas, sem tirar nem pôr. Olhando, a gente jura que uma é mais torta que a outra. É ilusão de óptica.

A surpreendente montagem, publicada há dois dias, já recebeu mais de dois milhões de visitas.

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Nota
Trompe-l’œil (literalmente ‘engana-olho’) é a expressão francesa para ilusão de óptica.

Trompe-l’oeil

José Horta Manzano

O japonês Akiyoshi Kitaoka (1961-) é professor de Psicologia no College of Letters da Universidade Ritsumeikan, em Kyoto (Japão). Há décadas vem-se especializando no estudo da percepção visual e de ilusões de óptica. Seus trabalhos demonstram que é possível «trapacear» com a visão humana, em especial a visão periférica.

Como se sabe, nossa visão bruta está longe de ser perfeita. As imagens que captamos precisam ser processadas pelo cérebro para fazerem sentido. Ao manipular as informações de que o cérebro necessita para interpretar o quadro, os desenhos do cientista conseguem dar um «nó nos miolos». Acabamos enxergando movimento em imagens estáticas.

Embora fixas, as gotas do centro parecem estar caindo.
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Os quadrados estão perfeitamente alinhados na vertical e na horizontal. No entanto, a parte central parece sobrelevada e distorcida.
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Os “ovos” vermelhos parecem desfilar. Mas estão perfeitamente imóveis.
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“A inquietude do Japão”
O sol da bandeira parece mover-se embora esteja parado.
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As “correias transportadoras” que, embora paradas, parecem desfilar.
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Os quadrados estão perfeitamente alinhados na vertical e na horizontal. (Pegue uma régua e confira.) No entanto, a parte central parece sobrelevada e distorcida.
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Os cilindros dão a impressão de girar. Mas estão imóveis.
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As engrenagens parecem girar, umas no sentido horário, outras no anti-horário. Mas estão paradas.
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Nota
Trompe-l’œil (literalmente ‘engana-olho’) é a expressão francesa para ilusão de óptica.