Deriva continental

Folha de São Paulo, 6 dez° 2021

José Horta Manzano

Numa aula sobre deriva continental, este blogueiro aprendeu que o subcontinente sul-americano se desprendeu de um supercontinente ao qual se costuma dar o nome de Pangeia.

Isso aconteceu por volta de 145 milhões de anos atrás, no Jurássico – período geológico de que todos já ouviram falar por causa do filme. A América do Sul se destacou inteira desde o que é hoje o Canal do Panamá até a Terra do Fogo, na ponta do Cone Sul. De lá pra cá, tirando alguma pequena distorção, conservou a silhueta original.

Bom, isso era o que se acreditava. No entanto, tem um estagiário na Folha de SP que, sempre trabalhando quietinho, na moita e noturnamente, surpreende, às vezes, seus leitores. Estes dias, comunicou uma descoberta extraordinária.

Não se sabe se o rapaz foi picado por mosca varejeira ou por sapo jururu. O fato é que ele ficou sabendo que o Estreito de Magalhães, aquele que separa a Terra do Fogo do continente sul-americano, desrespeitou a cronologia da deriva dos continentes.

O braço de mar não tem os milhões de anos que se imaginava, mas sua abertura é bem mais recente. Está fazendo apenas 501 anos. Uma surpresa e tanto, não? Se existisse um Prêmio Nobel de Geografia, o estagiário estaria certamente entre os indicados.

2 pensamentos sobre “Deriva continental

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