José Horta Manzano
Por mais que a seleção brasileira de futebol conte com estrelas de renome planetário, quem seleciona e convoca jogadores é o técnico. Cabe a ele, pelo menos em princípio, orientar a equipe, formular a estratégia de cada partida, incentivar a turma.
O técnico, sobre o qual pesa enorme responsabilidade, se esforça para exercer comando sobre a Seleção.
Como todos os demais jornais, o Estadão publicou artigo sobre o clássico Brasil x Argentina, disputado ontem no Mineirão. No entanto, o subtítulo desorienta o leitor. Dá recado trocado. Diz o contrário do que tencionava dizer.
De fato, informa que o festejado técnico está sendo comandado pela equipe. Estranha situação. Levada a sério, a frase conta que quem dá as ordens é a Seleção e que o orientador está sob seu comando. Trocaram os pés pelas mãos.
Deveria estar escrito que o «técnico emplaca cinco vitórias no comando». Pelo menos, é o que se imagina.
