José Horta Manzano
Bravata
O deputado Cunha, presidente da Câmara, desafiou o Judiciário. Disse que concorda em ser chamado para acareação com seus acusadores. Pura bravata: a Justiça, quando determina confronto entre indivíduos, dispensa consentimento do acusado. Se for convocado, tem de ir. Caso não se apresente, sujeita-se a ser conduzido manu militari.
Afundemos juntos
A valentia do deputado bravateiro durou uma frase só. Na sequência, apelou para o velho abraço de afogados. Sugeriu às autoridades judiciárias que, caso o chamem para acareação, que aproveitem o embalo para chamar também dona Dilma e alguns de seus ministros. Vamos todos juntos!
Ministrinho
Segundo o deputado, um dos que deviam ser chamados para acareação é um ministro de Estado chamado “Edinho”. Este blogueiro é do tempo em que diminutivos serviam de apelido pra criança. Ministro Edinho? Tira a seriedade do cargo.
Defesa do padrinho
Dona Dilma pediu a seus ministros que saiam em «defesa pública» do Lula. No âmbito privado, é compreensível ditar a auxiliares o caminho a seguir. Deixar vazar esse tipo de determinação pega mal. Fica a impressão de que nosso guia e seus advogados são incapazes, sozinhos, de assumir a defesa.
