José Horta Manzano
Se eu disser que Bolsonaro era (e acho que ainda é) vulgar e desbocado, não será nenhum furo de reportagem. É de conhecimento de todos, até mesmo do mais carola de seus eleitores – fato, aliás, incompreensível.
Sempre me perguntei de onde vem esse vício de rechear a conversa com palavrões e palavras de baixo calão. Será porque aprendeu dentro de casa, desde pequeno, ouvindo conversas entre pai e mãe? Será que se viciou fora de casa, junto aos colegas de serviço ou de farda? Não tenho a resposta.
Mas de uma coisa se pode ter certeza: naquela família, nos diálogos entre pai e filhos, a argumentação se exprime através daquele palavreado que, mesmo num botequim, seria bom pronunciar à meia voz.
É o jornalista Lauro Jardim quem dá a informação. Corria o ano de 2017. Bolsonaro era então deputado assim como o filho zero três (o “Bananinha” – carinhoso apelido que lhe conferiu, involuntariamente, o general Mourão).
A cena se passa no plenário da Câmara. Bolsonaro pai assistia à sessão, mas o Bananinha, pelo teor da conversa, parece estar no exterior. Não se sabe fazendo o quê. Pela carraspana pespegada pelo pai, boa coisa não era. Os deputados se preparavam para eleger o presidente da Casa.
Um fotógrafo flagrou a tela do celular de Bolsonaro e imortalizou o trecho de conversa que corria entre o pai e o n° 03. O “Renan” que aparece na conversa é o filho n° 04, meio-irmão do n°03.
Advertência: A partir daqui, espíritos sensíveis devem se abster de continuar a leitura.
Bolsonaro pai
“Papel de filho da puta que você está fazendo comigo. Tens moral para falar do Renan? Irresponsável. Mais ainda, compre merdas por aí. Não vou te visitar na Papuda. Se a imprensa te descobrir aí, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente”.
Filho n° 03 (o “Bananinha”)
“Quer me dar esporro tudo bem. Vacilo foi meu. Achei que a eleição só fosse semana que vem. Me comparar com o merda do seu filho, calma lá.”
Taí uma tocante mostra de puro amor paterno e filial, não é mesmo?
Vale o ditado: “Família que se insulta unida permanece unida”. E pode até terminar na Papuda. Unida.

Esse episódio revela que, mesmo antes de chegar à Presidência, o capitão já temia passar uns tempos na Papuda. Na época, só ele sabia por quê. Hoje sabemos todos.

90% dos brasileiros não sabem o que passa nas esferas governamentais. Nas eleições votam nos piores e os melhores quando eleitos se juntam aos piores. Enquanto isso Lula compra o congresso com emendas parlamentares que asfaltam as ruas dos municípios com 3 centímetros de espessura num preço absurdo ou compram Kits de robótica para escolas sem banheiro e com goteiras ao preço de 2.000 e entregues para as prefeituras por 14.000, né Sr. Lira ( presidente da câmara). O ministério público instaura inquérito e o Gilmar Mendes ( ministro do STF) tranca tudo. ASSIM CAMINHA O BRASIL.
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No fundo, o regime das Capitanias Hereditárias nunca abandonou o Brasil. Passou incólume pelos antigos coroneis e sobrevive até nossos dias.
Nos antigos redutos latifundiários, o poder da família sobre a região passava de pai pra filho. Depois que o voto se universalizou, o poder foi acaparado pela esfera política e pelos arautos de uma pseudorreligião.
O sistema continua vivo e sempre florescente. Baseia-se na cleptocracia e no confisco da cidadania. O clã bolsonárico é notável exemplo.
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Que padrão rastaquera.
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