Agressão classuda

José Horta Manzano

O manifestante ousado que decide agredir um figurão lança mão de meios diferentes dependendo das circunstâncias e da parte do mundo em que se encontrar.

Em casos extremos, pode sacar arma de fogo e atirar. Quando o contexto (e o manifestante) são menos violentos, o gesto pode servir apenas para demonstrar descontentamento com o figurão.

Temos visto figuras políticas agredidas com gesto obsceno, tapa na cara, balde de tinta, punhado de farinha, pastelão. Manifestantes de Paris inventaram arma com especial toque francês.

O ex-ministro da Educação, atualmente em campanha para deputado, foi abordado por dois professores quando se encontrava numa feira livre. Os docentes agrediram o ex-ministro com jatos de… creme chantilly.

Ao final do episódio, os agressores esclareceram, com ar ingênuo, que é época de morango e que, por acaso, traziam na sacola uma garrafa sifão de chantilly – acompanhante inseparável da deliciosa frutinha.

A notícia não informa se o creme já veio adoçado.

Dê-me sua opinião. Evite palavras ofensivas. A melhor maneira de mostrar desprezo é calar-se e virar a página.

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