O caos que nos rouba a vida

Marco Aurélio Nogueira (*)

Com Bolsonaro o ataque aos sistemas atingiu o auge. Muitos foram sucateados, perderam parte de sua potência positiva. O presidente não preside, age para impedir que o governo governe. A inteligência desapareceu, rejeitada por uma equipe ministerial pouco qualificada e desorientada pela ausência de um plano concatenado de governo. Os sistemas foram atingidos no coração. Não só na saúde. A corrosão atinge também a educação, a cultura, a ciência e a tecnologia, o meio ambiente.

O governo atual, em vez de atuar como vértice supremo dos sistemas, age deliberadamente para desorganizá-los, recusa-se a coordenar suas peças e as impede de funcionar. Forma-se assim uma nuvem tóxica, de rara perversidade, que provoca caos sistêmico geral, impulsiona a disseminação do vírus e aumenta o número de doentes e mortos. É um crime.

(*) Marco Aurélio Nogueira é professor titular de Teoria Política da Unesp. O texto é fragmento de artigo publicado n’O Estado de São Paulo de 27 março 2021.

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