Terá sido a mornidão, o mormaço, a malemolência tropical? Terá sido o fato de os primeiros estrangeiros que aportaram em nosso País terem vindo sem companhia feminina? Terá sido porque o português, em matéria de cama, é menos complicado que outros europeus?
Acho que ninguém pode afirmar ― qualquer resposta clara e definitiva seria mera conjectura. O fato é que, diferentemente da esmagadora maioria dos países colonizados por europeus, o nosso transformou-se num verdadeiro país miscigenado. Pouquíssimas são as nações com população composta de aportes raciais tão imbricados quanto o Brasil.
A colonização europeia na África não produziu miscigenação. Nem na Austrália, nem na Índia, nem na Nova Zelândia, nem na Indonésia. Se algum vestígio de mistura racial há nas antigas colônias espanholas, é coisa pouca ― com a notável exceção de Cuba. Na América do Norte, pretos e brancos constituem, até hoje, comunidades apartadas, que se toleram.
No Brasil, tutto andava secondo l’antichissima regola del mondo, como canta o segundo ato da Turandot. Seguindo seu destino, o País trilhava o caminho de uma mistura racial cada vez mais acelerada. Eis senão quando… alguns luminares se instalaram no poder e decidiram intervir no cadinho.
Os neorracistas ― que preferem a denominação mais suave de racialistas ― houveram por bem forçar um Congresso dócil a legislar sobre preferências raciais. É humilhante para uma parte da população. Se você for um pouco mais moreno e estiver cursando uma faculdade, todos imaginarão que entrou pelo sistema de quotas, ainda que não seja verdade. Ninguém ousará lhe fazer a pergunta diretamente, cada um imaginará o que bem entender. A partir de agora, os brasileiros são classificados segundo critérios raciais, decisão que seria considerada indecente até poucos anos atrás.
A Química tem suas leis. E leis são feitas para serem respeitadas. Há que dar tempo ao tempo. Aprendizes de feiticeiro andam tentando manipular o cadinho intempestivamente, para acelerar a reação.
Não vai dar certo. O feitiço periga virar contra o feiticeiro. Não se eliminam preconceitos por decreto.
NOTA: Este texto foi inspirado num artigo de Cláudia Collucci, publicado pela Folha de SP online neste 23/12/2012. Siga o link.

Se o problema é o baixo nivel das escolas publicas, enquanto não houver uma verdadeira reforma, com mestres capazes e alunos interessados, que sejam reservadas quantas forem precisas, das melhores escolas particulares àqueles mais pobres que, por mérito, poderão nelas ingressar, frequentando as mesmas classes que as crianças ricas.
Até o tempo de trajeto, da periferia para o outro lado da cidade deve ser levado em conta como motivação ; na escola onde passei 11 anos(IE Caetano de Calpos) havia gente de TODA São Paulo pegando um ou dois ônibus para obter um ensino de qualidade.
Primeiro, a igualdade de chances para todos aos 6 anos de idade, no pré-primario; depois, apenas o mérito, advindo do esforço ou da facilidade ao aprender e, da vontade de integração entre todos.
wilma schiesari-legris
Paodiando o presidente FHC, se cada brasileiro tem um pé na cozinha, que os limpe bem ao entrar na sala!
(favor perdoar a falta de certos acentos que não constam deste teclado francês)
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