José Horta Manzano
Não te esqueças que és um palhaço
Faz a plateia gargalhar
Um palhaço não deve chorar

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Em 1951, Nelson Cavaquinho, Washington Fernandes e Osvaldo Martins uniram forças para compor o samba Palhaço ‒ gravado em seguida por Dalva de Oliveira.

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Os versos me vieram hoje à lembrança enquanto assistia à palhaçada montada em pleno Palácio do Planalto, verdadeiro espetáculo de picadeiro de circo decadente. Falo da bufonada organizada para dar a nosso guia posse do cargo de ministro da Casa Civil.

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Foi estonteante ver dezenas de militantes a soldo, mui provavelmente remunerados com nosso dinheiro. Os mercenários vieram vestidos a caráter, várias mulheres de roupa vermelha. A um sinal, todos levantavam o braço, punho cerrado, e gritavam palavras de ordem.

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“Obo, obo, obo! Abaixo a Rede Globo!” foi um dos refrães, repetido numerosas vezes. Outro foi “Dilma! Guerreira! Mulher brasileira!”. Aplausos brotavam a cada suspiro de dona Dilma, numa verdadeira apoteose de aluguel.

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A mídia planetária deu o merecido destaque aos bizarros acontecimentos do Brasil. Saiu em todas as línguas e em todos os dialetos.

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Visivelmente, o refrão contra a Rede Globo é produto do desespero da quadrilha que nos governa. Só um louco varrido se indisporia contra a maior rede de rádio e tevê do país. Imensa maioria de nosso povo tem, no jornal televisivo daquela organização, sua única fonte de informação. Cutucaram a onça com vara muito curta. É suicídio.

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Como se sabe, o marqueteiro do Planalto está fora de circuito, obrigado a ver o sol nascer quadrado. Ah, que falta tem feito!

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Para recordar o samba Palhaço, com Dalva de Oliveira, a Rainha da Voz, clique aqui.