José Horta Manzano
Entre outras acepções, o termo GENTÍLICO é usado para indicar nacionalidade ou origem (de gente ou de coisa, conforme o caso). Brasileiro, argentino, francês, japonês, congolês, australiano são gentílicos que designam detentores de cada um desses passaportes. Ou ainda objetos e fatos originários desses países ou acontecidos neles.
Em casos especiais, seja por questão de fonética, seja por questão de tradição, alguns gentílicos são abundantes, quer dizer, têm duas formas: uma longa e outra curta. Esta última é especialmente usada em gentílicos compostos.
- Alguns exemplos:
Francês = franco
Alemão = teuto
Português = luso
Chinês = sino
Japonês = nipo
Espanhol = hispano
Inglês = anglo
Italiano = ítalo
Áustria = austro
Albanês = albano
Finlandês = fino
Grego = greco
Há outros. O vocabulário da Academia Brasileira de Letras aceita ‘brasilo’ como forma curta para brasileiro. Pessoalmente, acho esquisito e prefiro evitar. Não me soa bem «brasilo-argentino» ou «brasilo-peruano». Que cada um faça como quiser.
Quanto aos gentílicos curtos tradicionais, use à vontade.
- Assim, teremos:
Tratado teuto-brasileiro
Acordo nipo-canadense
Guerra franco-prussiana
País hispano-americano
Relações fino-suecas
E, diferentemente do que escreveu a Folha, terrorista ÍTALO-MARROQUINO.
