José Horta Manzano
Sumiço?
Tudo o que sobe tem de descer um dia, assim já ensinavam nossos avós.
Faz uns dias, saiu a notícia de um pedaço de fuselagem que se desprendeu dum avião em pleno voo. Foi mais susto que perigo ― o piloto conseguiu pousar o aparelho, com segurança, num aeroporto próximo, e ninguém se feriu.
Como não li mais nada sobre o caso, fiquei a pensar com meus botões: «Mas onde, diabos, foi parar esse (enorme) pedaço de ferragem?» Estivesse o avião na estratosfera, entendo que se teria desintegrado. Mas não aconteceu assim.
Em algum lugar terá caído o destroço. Caso alguém esteja sabendo, agradeço se me puder informar.
Avôs e avós
Escrevi avós no bloco aí acima. Um assunto puxa o outro. Lembrei que, às vezes, a gente fica inseguro na hora de escolher o melhor termo. Em que caso devo usar avôs em vez de avós? Avós é só para mulheres?
Pois a regra é pra lá de simples. Confrontando com as normas de nossa gramática ― cheias de nove horas e às vezes ilógicas ―, esta é fácil de reter.
Usa-se avôs num único caso: quando nos referimos ao pai da mãe e ao pai do pai conjuntamente.
«Meus avôs vêm ambos da Mongólia. Um se chama João e o outro Pedro».
Usa-se avós em todos os outros casos em que quisermos nos referir a nossos antepassados ― excluindo nossos próprios pais, evidentemente.
Por uma questão de lógica, quando empregamos a palavra com sentido metafórico, convém escolher a forma avós.
«Os avós da nação», «Ensinamento que vem de nossos avós».
Manzano, lembrei-me do nosso prezado mestre Felipe Jorge!
Era perfeito pra nos orientar como empregar este ou aquele termo! Saudade daquela época! Grande abraço,
Alda Wicher Janson
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Ô tempo bom, Alda! Não se fazem mais Felipes Jorges como antigamente.
Obrigado pela visita. Venha quando quiser, que a casa é sua.
Abração.
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