José Horta Manzano
Já devo ter falado deste assunto mas não custa repetir. Na linguagem descontraída de todos os dias, uns tampam os ouvidos, outros tampam a panela, há ainda quem tampe a boca, como na chamada do jornal.
Na língua culta, que os jornais deveriam respeitar, precisa tomar cuidado. Tampa-se o que tem tampa. Tapa-se o que não tem.
Portanto:
Tampar a panela
Tampar a caixa de bombons
Tampar a lata de lixo
Tampar o vidro de geleia
mas
Tapar os ouvidos
Tapar um buraco
Tapar o Sol com a peneira
Tapar a boca.
Foi o que fez o time alemão na hora da foto do jogo: todos taparam a boca.
