Frase do dia ― 27

«Dilma, que discursou de costas para uma estátua de Tancredo, ressaltou sua mineiridade e, com a profundidade que lhe é característica, disse que escolheu São João del-Rei para o evento porque foi lá que nasceram “grandes brasileiros e brasileiras”.»

A presidente da República quando de sua visita à cidade natal de Tancredo Neves. In Estadão, 26 ago 2013.

A frase do dia – 14

«Num discurso impróprio, a doutora Dilma referiu-se às “mudanças que iniciamos há dez anos”. Louvava a década de pontificado petista diante de um pastor cujo mandato começou há 2013 anos. Não entenderam nada.»

Elio Gaspari, comentando a fala de dona Dilma diante do papa
in Folha de São Paulo, 24 julho 2013

It’s human nature

Dilma 1

Você sabia?

José Horta Manzano

Ano-novo é época de balanços, resenhas, retrospectos. Um artigo do Estadão nos informa que nossa presidente atual faz menos discursos que o mandatário anterior. Não precisa ser doutor em Ciências Auditivas para já ter percebido isso.

Outra verdade evidente: ela fala menos que o antecessor. Usa menos palavras. Longe de mim insinuar que seu vocabulário seja menos extenso ― talvez simplesmente não tenha o dom de falar em público. Terá outros, sem dúvida.

O mais interessante da pesquisa é a contagem paciente de quantas vezes a senhora Rousseff pronunciou, em seus discursos, o nome do padrinho. Deve ter custado aos autores um trabalhão digno de beneditinos. Chegaram à conclusão que, em 2011, a presidente se referiu nominalmente a seu guru 96 vezes. Já em 2012, foram apenas 67 vezes, ou seja, 29 menções a menos.

A ser mantido o mesmo abatimento anual, o santo nome deverá ser articulado apenas 38 vezes em 2013. E nada mais que minguadas 9 vezes em 2014.

It’s human nature, como dizem os ingleses. Longe dos olhos, longe do coração. Rei morto, rei posto. A mesma água não passa duas vezes debaixo da ponte.

C’est la vie…