Os romanos chamavam seus rebanhos de grex, gregis. Esse substantivo deu origem a várias palavras em nosso idioma, a começar por grei, que, na linguagem eclesiástica, se refere ao “rebanho” da Igreja.
Quando uma vaca era adicionada ao rebanho, os latinos usavam o prefixo a- antes de gregis para formar aggregare = agregar.
Quando um ou mais bovinos eram separados do grupo, o prefixo se- era aplicado e dizia-se que eles estavam segregados.
Quando o rebanho era dividido, o prefixo dis- era utilizado para expressar que o grupo estava disgregado (ou desagregado).
Quando o dia chegava ao fim, o prefixo con- era usado para indicar que o rebanho estava se congregando em um só lugar para voltar ao estábulo.
Quando queremos dizer que os seres humanos gostam de viver entre seus semelhantes, como em um rebanho, atribuímos a eles um caráter gregário.
E quando um deles se destaca do rebanho, dizemos que ele é egrégio.
(*) Ricardo Soca, uruguaio, é linguista e escritor. Edita um blogue sobre a língua castelhana. A tradução, descompromissada, é deste blogueiro.
