Sebastião Nery (*)
É um velho e macabro ritual na história brasileira. Quando o presidente da República está para cair, um jornalão dá o grito em editorial na primeira página. E nenhum tem resistido a essas aves de mau agouro. Foi assim com Getúlio, Jânio, Jango, Collor.
Domingo, de alto a baixo da primeira página, em letras garrafais, a Folha de São Paulo – tentando disfarçar mas indisfarçadamente –, anunciou a derrubada de Dilma. Não diz como nem quando. Mas ousa:– Última Chance.
(*) Sebastião Nery, jornalista, é editor do site SebastiãoNery.com.

Pois é esse agouro, mau ou bom, tão esperado, já vi de diversas formas nos últimos meses. É o tipo de notícia que te faz trabalhar alegre, consolado, como em dias de sol. Mas, vira o dia. Dia seguinte amanhece cinza.
Desconfio: ou os jornais agourentos não são tão grandes assim para tal empreitada ou a tradição foi quebrada.
Da minha parte só vou acreditar quando passar um dia sem ouvir o nome ou ver a cara estampada. Esse dia será pleno sol.
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Talvez seja melhor que dona Dilma fique lá até o fim e tome o café até a borra. Que chupe a cana e engula o bagaço.
Depois de 12 anos de demolição, de qualquer maneira, o estrago está feito. Pra consertar, vai levar uns 20 anos. Se todos colaborarem, o que está longe de ser garantido.
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Talvez sim. Mas, em mim, o não é mais forte. Não vai consertar em nada, acho que até deve ser pior sua saída. Digamos que a saída dela tem um forte valor simbólico pra quem não suporta tanta inconstância. E, precisamos de alguem que tenha um pingo de bom senso. Coisa que a senhora que hoje nos preside, não tem.
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