José Horta Manzano
É o que se depreende dos mais recentes «vazamentos» da turma do lulopetismo. Dois dias atrás, a notícia veio tímida, velada, à boca pequena, envergonhada. Já ontem, desavergonhou-se.
Senhor Okamoto (amigão do Lula) e senhor Jacques Wagner (ministro de dona Dilma) deram as mãos para declarar em uníssono: “Queremos nos aconselhar com FHC!” Salientaram o fato de diálogo entre presidente em exercício e antecessores ser normal.
Não precisava. Estamos acostumados à prática. Confabulações entre dona Dilma e o Lula são constantes. Qualquer motivo tem servido pra um deles pular num jatinho amigo e correr se aconselhar com o outro. Tanto ela vai a São Bernardo como ele voa a Brasília, tanto faz. Acontece a toda hora.
Novidade mesmo é ver os companheiros, acuados e com água pela cintura, pedir ajuda a FHC. O «nós» que, derrotado, pede arreglo ao «eles»! Nunca se viu nada parecido na história dessepaiz.
Ao se dar conta do que acontecia, dona Dilma reservou seu bilhete na aventura. Eu também vou nessa!
Para conversar, não há necessidade de anunciar pela imprensa. De toda maneira, simpatia e prestígio não se costumam transferir. Se a turma do «nós» tem a intenção de surrupiar um pouco da credibilidade do «eles», estão perdendo tempo. O poço em que se meteram é tão profundo que todos os ex-presidentes reunidos – vivos e falecidos – não teriam força pra puxá-los de volta.


O curioso é o FHC contentar-se em ser consultado pelo partido que mais o escracha como se ele próprio fosse uma “dona de bordel”. Ou seja, o PT faliu o estabelecimento depois que o estatizou (leia-se: “aparelhou”). Agora, quer proteção do sujeito a quem sempre culpou de vender o bordel ao capital privado.
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Sua análise não poderia ser melhor, Jaciel. É exatamente assim que vejo. Embora eu ainda tenha certa desconfiança de que esse “pedido de aconselhamento” tenha mesmo ocorrido… Acho que está mais para “vamos divulgar isso pra ver o que acontece”.
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É bem provável, amigo João. E, ainda que não seja mero truque de divulgação, a coisa seria como diz o J. H. Manzano no texto aqui: estariam meramente querendo surrupiar um pouco da credibilidade de pessoas que sempre foram tratadas como “eles”. Mas tal coisa não se transfere, pelo menos nessas circunstâncias.
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Digam-me com quem andam que direi quem sois…. é… parece que andamos (nós povo) muito mal acompanhados! Merecemos uma classe política mais qualificada…
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