José Horta Manzano
Dia 22 de janeiro, publiquei o post Morreu de medo…, que trata da imperdoável ausência da presidente da República no Fórum Econômico Mundial.
Eu dizia que os ausentes costumam ficar na berlinda e ser alvo da maledicência dos que compareceram. Dito e feito. O jornalista Cláudio Humberto nos informa sobre a sequência dos acontecimentos em Davos.
Cláudio Humberto (*)
A comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, têm sido questionada sobre o escândalo de corrupção na Petrobras, a mais global das grandes empresas brasileiras. Funcionário do governo alemão até pediu a um diplomata brasileiro para confirmar a informação de que há políticos de partidos governistas que, se não forem presos, poderão até virar ministros do governo Dilma Rousseff.
O funcionário alemão curioso referia-se a Henrique Alves (PMDB-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI), que ainda podem virar ministros.
Além da expressão de espanto, diplomatas brasileiros ainda têm de enfrentar sorrisos dissimulados ridicularizando a corrupção no Brasil.
Joaquim Levy deixou boa impressão em Davos, mas diplomatas acham que a tarefa – insubstituível – de atrair investidores era de Dilma.
(*) Excerto de artigo do jornalista Cláudio Humberto, publicado no Diário do Poder.
