Ayrton Senna: 60 anos

José Horta Manzano

O jornal austríaco Kleine Zeitung traz hoje um artigo interessante. A autora lembra que Ayrton Senna, não fosse aquela trágica tarde em Imola, estaria completando 60 anos exatamente nesta data – efeméride sobre a qual não vi nenhuma menção na imprensa nacional.

A julgar pelo tom elogioso, a jornalista há de ter sido fervente admiradora do piloto brasileiro. Afirma que ele era dono de personalidade muito especial, não somente no esporte, mas também na vida civil. Diz ainda que Senna, com sua extrema mistura de vulnerabilidade e resistência, era simplesmente diferente de muitos outros atletas de ponta. Carismático e dono de sorriso cativante, era capaz de pensamento filosófico e de fortes emoções.

Senna e Berger

O artigo menciona também uma frase de Gerhard Berger, piloto austríaco, companheiro de equipe de Senna na Fórmula 1. Berger aposta: «Senna seria hoje presidente do Brasil».

É impossível fazer profecia de um futuro que não virá. Não dá pra saber se Senna seria bom presidente. Mas, com certeza, seria melhor do que o presidente que temos agora. É difícil ser pior.

4 pensamentos sobre “Ayrton Senna: 60 anos

  1. Pois é!
    O Presidente Bolsonaro tem cometido muitos erros portando-se com um homem comum, com virtudes e defeitos, quando o ideal seriam somente acertos.
    E a mídia no geral destaca os erros e defeitos.
    Bolsonaro não teve o meu voto no primeiro turno.
    Vejo nele, contudo, uma vontade de fazer um governo diferente da prática que se consolidou na relação Executivo e Legislativo pós redemocratização, ou seja, sem o toma lá, da cá…
    Só que o jogo é pesado e com muitos interesses.
    Na entrevista que foi ao ar na data de ontem, 20/3, com o apresentador Ratinho, três fatos que eu desconhecia e que foram revelados por Bolsonaro chamaram a minha atenção.
    O primeiro foi que ao assumir o primeiro mandato de Deputado Federal deixando a carreira militar, poderia ter ido para a reserva remunerada com proventos proporcionais ao posto de Capitão o que não fez pois, segundo afirmou, como parlamentar continuaria a ser remunerado pelos cofres públicos.
    O segundo é que poderia estar aposentado como como parlamentar e que não requereu a aposentadoria por compreender que, como presidente da república, continuaria sendo remunerado pelo mesmo patrão, a União.
    E, por fim, a circunstância de que, como presidente da república, teria à sua disposição um cartão corporativo em que poderia gastar mensalmente sem qualquer comprovação a importância de R$ 34.000,00 e que desde que assumiu não gastou um tostão.
    Provavelmente seja o primeiro presidente a abrir mão de benefícios do tipo.

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    • Pois é, prezado Ricardo, taí um presidente que dá prova de raro espírito cívico. Que seja louvado! O chato é que o homem escorrega com muita frequência.

      Por exemplo, domingo passado. Quando se jogou de encontro a um grupo de populares e roçou quase três centenas de mãos, arriscou contaminar-se, bem como espalhar contágio de um para outro dos presentes.

      Mão que pega um celular aqui, mão que esfrega outro celular ali — já imaginou? Pega o vírus do primeiro, deposita no segundo, cata o do segundo, leva até o terceiro, e assim por diante, até o último apoiador. Já pensou como ficou melecada a mão do presidente e como ficaram besuntados aqueles aparelhos, com restos de secreção de uns e de outros?

      Agora pergunto eu: onde estavam o desprendimento e o raro espírito cívico naquela hora? Em época de pandemia devida a vírus supercontagioso, esse tipo de comportamento não costuma passar pela cabeça de um homem normal. Pela de doutor Bolsonaro, passou.

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      • A minha leitura é que o Bolsonaro precisa urgentemente de um “personal ansiolitico 24 horas por dia” – a ansiedade o prejudica.
        Alguém próximo, com autoridade, sabedoria de vida e no padrão General Heleno, cujo Covid-19 o afastou na quarentena.
        No afã do querer fazer o correto, acertar, Bolsonaro deixa aflorar defeitos inerentes ao homem comum, como a vaidade manifestada no episódio a que você faz alusão.
        Falta a ele reconhecer e separar o homem Bolsonaro do cargo que ocupa.
        Difícil acreditar que o GSI/PR ainda não tenha dado um puxão de orelhas na equipe médica que acompanha o presidente.

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        • Tem razão. O homem, dado que é tosco por natureza e ignorante por opção, precisa de um guia pessoal em tempo integral. Faz um ano que o general Heleno vem se esforçando pra exercer essa função, mas doutor Bolsonaro prefere dar ouvidos aos filhos desequilibrados. É como aquele doente terminal que se recusa a tomar o remédio que o poderia salvar. Contra cabeça dura, não há argumento que convença. Não vejo saída.

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