Até o Vietnã!

José Horta Manzano

Você sabia?

Vietnam 2Em superfície, o pequeno Vietnã, situado na península indochinesa, é o 64° entre os países. Para compensar, é densamente povoado. Com seus quase 90 milhões de habitantes, aparece classificado em 14° lugar.

Em meados do século 19, a França tomou conta da região e fez dela a colônia conhecida como Cochinchina(1). À custa de mais de 20 anos de luta, o território conseguiu se livrar dos franceses. Os acordos de independência foram assinados em 1954.

O sossego não teve vida longa. Dez anos depois, o país foi invadido pelos americanos, que tinham por objetivo barrar a ameaça comunista vinda da vizinha China. A guerra foi terrível e desigual. De um lado, estava o exército mais poderoso do planeta; do outro, viam-se combatentes de pés descalços.

É verdade que a China e a União Soviética deram sólido apoio. Mas há que se reconhecer o valor dos pequenos vietnamitas. Acabaram despachando os americanos de volta pra casa. A briga entrou para a história como a única guerra oficialmente perdida pelos EUA. Uma façanha!

Do país destroçado de quarenta anos atrás, surgiu um novo Vietnã à força de muito trabalho. Turismo, exportação de peixes, de crustáceos, de café e de outros produtos agrícolas formam hoje a base da receita. Já faz anos que o crescimento do PIB é superior a 5% ao ano.

Artigo do portal VietnamPlus de 4 jan° 2015 informa que o comércio com o Brasil movimentou 3 bilhões de dólares nos 11 primeiros meses de 2014. Prevê-se forte aumento para estes próximos anos.

O Vietnã exporta manufaturados ao Brasil: telefones celulares, fibras artificiais, sapatos, sandálias(!). Nossas exportações para aquele país constituem-se, essencialmente, de produtos agrícolas: milho, soja, tabaco, algodão.

Vietnã – arrozais escalonados nas montanhas do norte (arroz de banhado)

Vietnã – arrozais escalonados nas montanhas do norte
(arroz de banhado)

Parece-me paradoxal que um país com importante parque industrial como o Brasil tenha de importar celulares, sapatos e sandálias(!) do Vietnã. Parece que o mundo está de cabeça pra baixo. Nós é que deveríamos estar exportando esses produtos para eles.

Por que é que, em vez de saquear a Petrobrás, nossos governantes não se preocupam em apoiar e fomentar a pequena indústria brasileira? Por outro lado, como é possível que os mesmos elementos(2) continuem sendo sufragados, eleição após eleição? Será que a casa não vai cair um dia?

(1) Atenção! Não é Conchinchina. É Cochinchina – a letra o não é nasalizada. Pronuncia-se como se fosse Co-chinchina.
(2) No jargão policial, meliantes costumam ser designados como
elementos.

3 pensamentos sobre “Até o Vietnã!

  1. Ãcredito que do jeito que vai, tão cedo a casa não cai. Conforme a Dilma, “para ganhar eleição fazemos o diabo”, imagino que devem ter feito mesmo. Agora que caiu a minha ficha sobre a eleição. Por que apurar todas as urnas para então anunciar o resultado – em anos anteriores divulgava-se à medida em que apuravam e assim tinha-se o clima de como a disputa se desenhava… e a tal empresa da Venezuela que foi a responsável pelo processamento dos resultados, nem um pouco suspeita!!! Confesso-me estarrecido só em imaginar a veracidade de tais hipóteses. Por isso é difícel acreditar que essa turma tão cedo largue o osso!

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    • Tulio,

      Você falou em Tonkin e eu me lembrei de uma curiosidade. Aqui, na margem sul do Lago Léman, temos uma estrada de ferro conhecida como «ligne du Tonkin» – a linha de Tonkin.

      Começou a ser construída em 1859, faz mais de 150 anos. Só foi concluida quase trinta anos depois. Parte dela foi desativada já faz quase 20 anos. Seccionada, serve hoje mais como atração turística do que como verdadeiro meio de transporte.

      O apelido lhe foi dado pelos próprios construtores. Teriam encontrado semelhanças geológicas entre as condições daqui e as da linha original, aquela que circula entre o sul da China e o norte do atual Vietnã – então colônia francesa.

      Abraço.

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