Inadequação vocabular ― 3

José Horta Manzano

Não se passa uma semana sem que voltem às manchetes as barbaridades perpetradas por quadrilhas criminosas cujos membros podem ou não estar detrás das grades. Ainda ontem, 5 de dez°, a Folha de São Paulo publica uma horripilante reportagem de Josmar Jozino sobre as últimas façanhas dos facínoras.

O PCC, assim como outras quadrilhas, vem sendo designado como facção. Facção, embora esteja na moda, não é a melhor palavra. Ao contrário: tem origem nobre e heroica, diametralmente oposta ao que queremos exprimir quando nos referimos à máfia carcerária tupiniquim. Em matéria de indivíduos que se associam a fim de cometer crimes, nossa língua ― sabe Deus por que ― é riquíssima.

Jornalistas, repórteres, escritores, autoridades, locutores deveriam banir o suave facção. Para designar essa gente, a escolha de expressões mais adequadas é vasta. Vejamos:

corja, bando, súcia, alcateia, choldra, turba, horda, caterva, cainçalha, malta, farândula, canzoada, canalha, récova, quadrilha, mamparra, gangue, cáfila, magote, leva, troça, ralé, cainçada, escória, gentalha, escumalha, matilha, chusma, rebotalho.

Então, quem se habilita?

O blogue agradece à fiel leitora e seguidora Wilma. Atenta, ela notou que faltava rebotalho. Já acrescentei.

Um pensamento sobre “Inadequação vocabular ― 3

Dê-me sua opinião. Evite palavras ofensivas. A melhor maneira de mostrar desprezo é calar-se e virar a página.

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