Filho disto, filho daquilo

José Horta Manzano

Ao vivo e em cores, dois deputados encenaram neste 5 de dez° uma briga de cortiço na Câmara Federal. Filho disto, filho daquilo foi o que se ouviu. Só não partiram para o braço porque logo interveio a turma do deixa disso.

Nos tempos atuais, os brasileiros, atordoados, já não se espantam mais com essas coisas.

Briga 1Assim mesmo, não podemos esquecer que as 513 excelências abrigadas naquela Casa representam a totalidade do povo brasileiro. Não se pode tolerar que destemperados transformem o parlamento em casa de mãe joana.

O nobre deputado que cometeu essa vilania não tem estatura moral para representar os eleitores que lhe confiaram o mandato. Ao proferir impropérios, infringiu, à vista de todos, o regulamento da Casa. Ipso facto, tem de enfrentar um processo de cassação por ofensa ao decoro a que todo parlamentar está subordinado. É uma evidência. Pedido de desculpa não apaga as palavras que os gravadores registraram. Se isso não for quebra de decoro, o que será?

Se a Câmara botar panos quentes e deixar passar em branco esse episódio gravíssimo, estará jogando mais uma pá de terra no túmulo de sua própria insignificância.

Caso algum funcionário ousasse, em meio a uma reunião de empresa, insultar publicamente um colega, não haveria escapatória: seria imediatamente demitido por justa causa. Por que na Casa do Povo havia de ser diferente?

Dê-me sua opinião. Evite palavras ofensivas. A melhor maneira de mostrar desprezo é calar-se e virar a página.

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